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Ex-pivô da seleção brasileira de basquete revela diagnóstico de esclerose lateral amiotrófica


O Ex-pivô da seleção brasileira de basquete masculino Gérson Victalino revelou em entrevista ao portal 'UOL' que foi diagnosticado em 2019 com esclerose lateral amiotrófica (ELA), doença sem cura, após começar a perder força e peso abruptamente.

"Fiz os exames e ouvi que tinha uma doença degenerativa que não tem cura, nem tratamento. Não foi muito agradável, é claro. O segundo médico me apresentou a algumas formas paliativas de amenizar os efeitos da ELA. Eu disse a ele: 'Se essa doença não tem cura, vou ser o primeiro a ser curado'", conta o ex-jogador, de 60 anos

Gérson disputou três olimpíadas - 1984,1888 e 1992 - e fez parte do grupo que foi campeão pan-americano em Indianápolis em 1987, em uma histórica vitória do Brasil em cima dos Estados Unidos em casa. Atualmente, trabalha como auxiliar técnico do Ginástico, de Minas Gerais, clube que o revelou. Mesmo debilitado, ele continua indo todos os dias no clube:

"Trabalho como auxiliar técnico no Ginástico. Desde que comecei a sentir os primeiros sintomas da ELA, não consegui mais jogar. Continuo lá, não deixei de trabalhar, sabe? Só que sem a intensidade que tinha. Tem sido mais complicado, mas continuo indo. Agora, abandonar o basquete dói muito. Faz quase um ano que não jogo, precisei abolir coisas importantes da minha vida. Isso me machuca. Só que sei que vai ser provisório."

Apesar de não ter cura, Gérson repete que será curado como um mantra: "É difícil saber que tenho uma doença que não tem cura. Ainda assim, sei que o psicológico afeta a recuperação. Comecei a manter a calma, a rezar muito e a pensar positivo. Por enquanto, acho que tenho conseguido assimilar a situação. E comecei a me sentir melhor", afirma. "Quero lutar com todas as minhas forças. Estou procurando lutar. É difícil explicar, é algo que muda dentro de mim. Não tenho nem um pouco pouco de receio em relação a essa doença."

Gérson e sua família estão fazendo uma campanha de arrecadação de fundos para buscar novas formas de tratamento. Gérson ainda tem tomado remédios e feito uma hora e meia de fisioterapia para amenizar os efeitos da ELA.

Olhando para o passado, Gérson lembra a conquista do pan e do exemplo que é para tantas pessoas: "Nos últimos quatro minutos de jogo, percebi que estávamos fazendo história dentro do esporte. E, hoje, olho para trás e me sinto muito bem ao saber que pude contribuir com o basquete brasileiro. As pessoas me têm como exemplo de atleta, de luta. Sou um exemplo para a garotada do clube, para os iniciantes. Elas, o tempo todo, me procuram pedindo dicas técnicas, do jogo. É isso que me motiva."

foto:Reprodução/Facebook

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