A Agência Antidoping Britânica decidiu que não entregará mostras de sangue e urina de Mo Farah para qualquer investigação sobre o Projeto Nike Oregon, a menos que existam provas críveis que sugiram haver qualquer indício de substâncias proibidas. Uma das justificativas da entidade é a preservação das provas.
Após a descoberta do escândalo envolvendo o treinador Alberto Salazar pela USADA, a Agência Mundial Antidoping anunciou que voltaria a analisar as amostras dos atletas que eram treinados por ele para identificar possíveis fraudes.
Como Mo Farah fez parte do projeto comandado por Salazar entre 2010 e 2017, estaria sujeito à reanálise. Mas, com o anúncio britânico nesta semana, qualquer tentativa da WADA foi posta pra baixo.
"Minha opinião é que qualquer amostra recolhida pela Agência Britânica é propriedade da Agência Britânica. Se as recolhemos em nome da IAAF, é uma mostra da IAAF. Se as recolhemos em nome da USADA, é USADA", disse Nicole Sapstead, diretora da Agência Antidoping do Reino Unido, ao The Guardian.
"Apoiamos a USADA em sua investigação sobre o Projeto Nike Oregon. Nunca houve falta de voluntariedade ou de assistência de nossa parte. Mas quando se abre uma amostra, cada vez que se congela, se descongela e se congela novamente, e está se degradando. A USADA deve ser capaz de dar provas credíveis sobre o que quer buscar. Mas não vou arriscar que as amostras que temos armazenadas se destruam porque poderiam nos permitir voltar a ter provas quando a ciência avance", completou a diretora.
Foto: AFP
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