Mundial de Canoagem Slalom 2017 - Dia 4 - Surto Olímpico

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Mundial de Canoagem Slalom 2017 - Dia 4

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O último dia de disputas das categorias olímpicas do Mundial de Canoagem Slalom em Pau, França, teve as disputas da K1 feminino e C1 masculino. Infelizmente os brasileiros, que encerram o mundial com uma medalha inédita, não avançaram para as finais de hoje (30).

Bronze na C1 na tarde de ontem (29), Ana Satila não conseguiu avançar para as finais da K1. A atleta brasileira tocou na sexta baliza da pista e terminou em 15° lugar geral. “Tive muitas falhas, foi um erro muito técnico, a pista estava bem difícil e o caiaque acaba sendo mais competitivo, e cada errinho acaba te deixando bem longe, fiquei muito feliz com a minha medalha ontem e é isso que eu tenho manter na minha cabeça e treinar duro para conseguir ano que vem uma final” disse Ana à Confederação Brasileira de Canoagem

Depois de falhar no dia anterior na final da C1 e não conquistar o tetracampeonato da prova, a australiana Jessica Fox se redimiu com seus fãs e levou o bicampeonato da K1 hoje. Prata em Londres 2012 e bronze nos Jogos do Rio, Jessica vem cada vez mais se consolidando como uma das maiores canoistas da categoria slalom em todos os tempos. Para levar hoje, precisou de 97s14, quatro segundos e sessenta e um centésimos a frente de Jana Dukátová, da Eslováquia, que terminou com a medalha de prata. O bronze foi para a alemã Ricarda Funk. Campeã Olímpica nos Jogos do Rio, a espanhola Maialen Chourraut não disputou a final por uma posição, ao terminar em 11° nas semifinais.

Felipe Borges, responsável por ser o primeiro brasileiro a avançar além das eliminatórias da C1 masculina também parou mas semifinais, com o 25° tempo.

Na final, festa para o esloveno Benjamin Savsek, que depois de duas vezes seguidas ser vice campeão mundial, enfim, levou o título para sua casa com 94s81. A prata e o bronze foram para a Eslováquia, país de grande tradição neste esporte ao longo dos anos, com Aleksander Slafkovsk com a prata e Michel Martikan com o bronze. Martikan é uma das maiores lendas deste esporte. O eslovaco de 38 anos possui cinco medalhas olímpicas em seu currículo: ouro em Atlanta 96 e Pequim 2008, prata em Sydney 2000 e Atenas 2004 e bronze em Londres 2012.

Por falar em campeão olímpico, assim como o britânico Joseph Clark da K1 masculina e a espanhola Maialen Chourraut da K1 feminina, o vencedor dos Jogos do Rio na C1 masculina também ficou de fora do pódio. Denis Gargaud Chanut era uma das grandes esperanças francesas para um ouro individual em casa, entretanto, o atleta não aproveitou o fato de conhecer bem o circuito e somou quatro penalidades, acrescentando oito segundos ao seu tempo e terminando em oitavo lugar.

As provas individuais olímpicas terminaram no mundial de Pau, com grande destaque para a Eslovênia com um ouro, uma prata e um bronze, a República Tcheca com um ouro e duas pratas e a Eslováquia com duas pratas e um bronze.

O próximo mundial será acompanhado de perto pelos brasileiros. A edição de 2018 será realizada no Parque Radical de Deodoro, mesmo local que recebeu os Jogos Olímpicos do Rio em 2016. O evento acontecerá de 12 a 18 de setembro de 2018 e será a terceira vez que o Brasil sediará um mundial de canoagem slalom, visto que recebeu as edições de 1997 em Três Coroas e 2007 em Foz do Iguaçu.

Foto: Canoagem Brasileira


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