Jadel Gregório está com a energia renovada. Em abril, o atleta se
mudou com os três filhos e a mulher para San Diego, Califórnia, nos
Estados Unidos, onde encontrou uma paz que não vivia há tempos. Foram
sete anos no topo do mundo, chegando a duas finais olímpicas e
conquistando a medalha de prata no Campeonato Mundial de 2007. Desde
2009, porém, Jadel não consegue bons resultados e amarga cinco anos sem
participar de grandes competições. Na sexta-feira, o triplista conquistou a medalha de bronze no Troféu Brasil,
disputado em São Paulo. Apesar da má fase vivida, o atleta acredita que
a energia recebida nos projetos sociais que está engajado pode
colocá-lo na briga por uma medalha olímpica em 2016:
- Não
trabalho só na pista, trabalho fora dela também, para que as crianças do
projeto possam sonhar. Eu sou apaixonado pelo atletismo e a energia
está renovada. Até 2016 só vai acontecer coisas boas. É chegar com calma
e trazer uma coisa que eu ainda não tenho - disse o atleta, se
referindo a medalha olímpica.
Jadel bateu na trave duas vezes.
Nas Olimpíadas de Atenas 2004, chegou credenciado com a segunda melhor
marca do mundo, mas acabou na quinta posição. Quatro anos depois, era
vice-campeão mundial, mas terminou os Jogos de Pequim-2008 em sexto
lugar. Focado nos treinos dentro da pista e no projeto "Brasil Rumo a
2016" fora dela, Jadel está renovado.
- Hoje, a gente não tem
uma educação como deveria, então tenho um compromisso com essas
crianças. Hoje, sou um dos padrinhos do projeto. Por muito tempo, fiquei
sem sorrir, agora estou muito feliz - explicou.
O objetivo do projeto é oferecer gestão eficiente a centros esportivos
em todo o Brasil, com base na inclusão social e no atendimento às
crianças. A meta é detectar os talentos esportivos, usando a ciência do
esporte da forma mais completa possível.
A ideia de morar nos Estados Unidos surgiu no início deste ano, e
Jadel topou na hora. Foi para a Califórnia treinar com o americano
Willie Banks, um dos melhores atletas da história da prova. Sem saltar
acima dos 17 metros desde 2009, Jadel ainda sonha com uma medalha
olímpica. Mas, para isso, terá que chegar, ao menos, aos 17,50m.
-
Fiquei um bom tempo sem clube, com muitas lesões, uma série de coisas. A
energia está positiva e eu quero fazer muito barulho até 2016. Sei que
tenho que melhorar, mas sei que é muito possível - disse Jadel.
O
contrato com o Esporte Clube Pinheiros foi feito somente para o Troféu
Brasil. O atleta ainda não sabe como será seu futuro na equipe:
- Isso é uma coisa que a gente vai estudar. Por enquanto, só defendi o time no Troféu, mas tudo pode ser conversado - disse.
Foto: Pinheiros
Fonte: Globoesporte.com

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