Na marca do pênalti: No futebol feminino, quem é o melhor treinador da FIFA? - Surto Olímpico

Pesquisar:

Arquivo do blog

Últimas Notícias

Na marca do pênalti: No futebol feminino, quem é o melhor treinador da FIFA?

Compartilhe
 Hoje, Na marca do pênalti, é dia de especial e dia de falar das indicações do prêmio da FIFA, sobre os treinadores que concorrerão ao prêmio de melhor técnico do futebol feminino da FIFA.

Para quem ainda não sabe, na última terça-feira (28), a entidade revelou quem são os dez treinadores do futebol feminino que irão concorrer ao prêmio de melhor treinador do mundo, sendo que só três irão de fato, concorrer ao prêmio.

A lista não tem surpresas. Até diria que está previsível esses dez nomes. Mas por qual motivo são esses dez treinadores e não são outros? Hora de explicar o por que.

MAREN MEINERT (Seleção alemã)


 A treinadora alemã tem apenas 41 anos e é considerada uma das melhores treinadoras do planeta, sem sobra de duvidas. Ela também foi jogadora e em 2005 assumiu a seleção de seu país.

Só que em 2014, Meinert atingiu seu ápice ao conquistar o bicampeonato consecutivo no mundial sub-20 onde as alemãs que mesmo jogando uma final difícil (apenas 1 a 0 na Nigéria), prevaleceram durante toda a competição. Merece estar entre os dez melhores, porém, ainda não saiu vencedora da premiação da FIFA! Quem sabe dessa vez vai?

RALF KELLERMANN (Wolfsburg)


 O treinador do clube alemão desde 2008 está na lista por liderar o time feminino do Wolfsburg na tríplice coroa, tendo como destaque a conquista da Champions League e, mais uma vez, da Bundesliga. Pela temporada perfeita, nada mais justo que estar entre os melhores.

MARTINA VOSS-TECLKENBURG (Seleção suíça)


 Martina é responsável pelo recente sucesso Suíço no futebol feminino. No dia 5 de fevereiro de 2012, Martina Voss-Tecklenburg assumiu o comando da equipe e em junho de 2014, levou a Suíça à sua primeira classificação para uma Copa do Mundo Feminina da FIFA.

Nas eliminatórias, Voss-Tecklenburg venceu o Grupo 3 com sobras. Para isso, o país contou com grandes jogadoras que atuam em algumas das melhores ligas do planeta, mas também com a enorme experiência da sua treinadora. É favorita para se tornar a melhor treinadora do mundo.

NORIO SASAKI (Seleção Japonesa)


 O japonês entrou para a história do futebol feminino ao utilizar sua inteligência para comandar as japonesas ao título inédito da Copa do Mundo de 2011. Não se dando por satisfeito, Sasaki comandou sua equipe na temporada passada para a conquista inédita da Copa Asiática, com direito a vitória sobre a Austrália, que eram as atuais campeãs. Mas não parou por aí.

Levou sua seleção à final da Copa Algarve de 2014, após derrotar as potências Suécia e Dinamarca e empatar com os Estados Unidos, líderes do ranking mundial. O ano foi marcado ainda por uma sutil renovação no elenco japonês, com Norio incorporando exitosamente novos talentos à equipe. Grande favorito para vencer o prêmio novamente e se tornar o melhor técnico do mundo pela segunda vez.

ASAKO TAKEMOTO TAKAMURA (Seleção japonesa sub-17)


 Após encerrar sua brilhante carreira como jogadora, Asako Takemoto decidiu continuar no esporte e conseguiu rapidamente a ascensão meteórica como treinadora. Sob seu comando, a seleção japonesa sub-17 teve um ano vitorioso, com o título mundial. Com um futebol vistoso e com muita classe, as japonesas conquistaram o campeonato com 100% de aproveitamento. Um feito brilhante que fez a FIFA colocar seu nome entre os dez melhores.

JORGE VILDA (Seleção espanhola sub-17)


 Jorge Vilda muito provavelmente seja a pessoa mais responsável pelo êxito da categoria de base do futebol feminino espanhol, tanto é que de 2009 até hoje, a seleção sub-17 sob seu comando só ficou de fora do pódio europeu em 2012. Acabar com a hegemonia alemã na Euro em 2010 e conquistar o bronze na Copa do Mundo sub-17 foi um dos seus melhores momentos.

Em 2014, o treinador de 33 anos fez história novamente ao levar a seleção espanhola à sua primeira final do mundial feminino Sub-17. Na Costa Rica, as espanholas repetiram o resultado da última Eurocopa e ficaram com a prata. Agora ele dirige a seleção sub-19 para tentar repetir o sucesso que teve no sub-17.

PIA SUNDHAGE (Seleção sueca)


 Nos últimos meses, a treinadora teve um grande sucesso no futebol feminino. Eleita a melhor treinadora do mundo em 2012, Pia Sundhage levou o seu país até as semifinais da Eurocopa Feminina 2013 jogando em casa, a equipe agora se classificou sem dificuldades para a Copa do Mundo Feminina em 2015 e já almeja o título da competição.

Com Sundhage usando a estratégia e a motivação, a Suécia passou fácil do grupo 4 das eliminatórias, conquistando dez vitórias em dez jogos, marcou 32 gols e sofreu apenas um. Números expressivos e seria injustiça a treinadora ficar de fora das dez melhores.

PHILIPPE BERGEROO (Seleção francesa)


 O ano de Bergeroo no comando da França beirou a perfeição. Foram dez vitórias em dez partidas com 54 gols marcados e apenas três sofridos rumo à classificação para a Copa do Mundo Feminina, no Canadá em 2015, além de conseguir um histórico quarto lugar no Ranking Mundial da FIFA.

O ex-goleiro da seleção francesa já afirmou que suas comandadas tem a capacidade de chegar ao menos no pódio ano que vem. Pelo futebol apresentado, as francesas tem chances reais de conseguir no mínimo um terceiro lugar.

PETER DEDEVBO (Seleção Nigeriana)


Com Peter Dedevbo, a Nigéria esteve muito perto de ser a primeira seleção africana a ganhar a Copa do Mundo feminina. Se não fosse por alguns momentos de pouca sorte na final da Copa do Mundo Sub-20, a história teria sido diferente.

Caso tivessem atingido seu objetivo, as nigerianas não apenas teriam conquistado o título, como o teriam feito com um futebol veloz, físico e dinâmico. Por isso, o nigeriano merece estar na lista.

LAURA HARVEY (Seattle Reign)


Harvey merece estar na lista, só pelo simples fato de ser a principal pessoa por trás de todo desenvolvimento do Seattle, que terminou em penúltimo lugar na National Women’s Soccer League de 2013 e disputou a final no ano seguinte.

Fazer uma mudança completa de mentalidade no time foi essencial para isso. Claro que ela contou com a ajudinha de algumas jogadoras, como: Hope Solo, Sydney Leroux, Megan Rapinoe e Stephanie Cox, a goleadora japonesa Nahomi Kawasumi e a capitã da seleção galesa, Jess Fishlock.

Mas ainda assim, grande parte dos méritos tem que ser de Laura Harvey, que merecidamente foi eleita a melhor da competição em 2014 e agora, quem sabe, não venha o prêmio de melhor treinadora do mundo?

Creio que nesse ano a disputa está entre Meinert, Harvey e Sasaki, porém quem leva uma certa vantagem é Sasaki que anda fazendo suas jogadoras jogarem em um alto nível há três anos. Mas poderemos ter surpresas, já que todos alcançaram feitos incríveis. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário