Terezinha
Guilhermina e Guilherme Santana usaram a velocidade para provar que não é
preciso um passado trágico para bater no peito orgulhoso de uma volta por cima.
Menos de 24 horas após viverem momentos de frustração com a queda do guia, que recebeu a solidariedade da velocista, nos 400m rasos T12, a dupla
voltou ao Estádio Olímpico e pintou de dourado sua última imagem nas
Paralimpíadas de Londres. Com 12s01, levaram a melhor nos 100m T11, quebraram o
recorde mundial (12s04) e voltam para casa com dois ouros e a sensação de dever
cumprido.
O pódio da prova mais veloz para cegas dos Jogos foi todo brasileiro: Jerusa Santos, com o guia Luiz Henrique Barboza, cravou 12s75 e ficou com a prata, enquanto Jhulia Santos, com o guia, Fábio Dias de Oliveira, foi bronze, com 12s76. A chinesa Jia Juntingxia, com Donglin Xu, largou bem, mas ficou com a quarta colocação (12s79).
A medalha de Jhulia também chegou acompanhada de um sentimento diferente. Nos 200m, a paraense chegou em quarto, herdou o bronze após desclassificação da própria Juntingxia, que foi puxada por seu guia, mas um protesto chinês impediu que a brasileira subisse ao pódio.
Terezinha e o guia
Recordista mundial, Terezinha Guilhermina era a
grande favorita para prova. Esta foi a sexta medalha da mineira de Betim em
Paralimpíadas (três ouros, duas pratas e um bronze). Nos 100m T46, a brasileira
Sjeila Finder terminou a final na quinta posição, com 13s33. O ouro foi para a
cubana Yunidis Castillo (12s01) e a prata para a russa Nikol Rodomakina (12s49).
Mais tarde, a equipe brasileira por pouco não ganhou o ouro
na prova do revezamento 4x100m masculino T42/46 dos Jogos Paralímpicos , mas
acabou sendo desqualificada pela organização após a prova e perdeu a prata. Com
Oscar Pistorius fechando a série, a África do Sul garantiu o ouro. Os Estados
Unidos, que haviam garantido o bronze, também foram desclassificados. Assim, a
China e a Alemanha ficaram com o segundo e terceiro lugares, respectivamente.
Fonte: Globoesporte.com
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