Chefe da agência antidoping russa pede demissão de funcionários envolvidos em escândalo


O diretor-geral da Agência Russa de Antidoping (RUSADA em inglês) Yuri Ganus exigiu uma revisão no quadro de funcionários da área após os escândalos de doping, o segundo caso envolvendo a instituição e que coloca a participação do país em cheque nos próximos Jogos Olímpicos já no ano que vem em Tóquio.

Em carta aberta enviada a agência de notícias britânica Reuters, Ganus afirma que mudanças são imprescindíveis dentro da organização esportiva russa. "Nosso esporte merece ser membro pleno da família internacional de esportes, mas primeiro precisamos remover as abordagens, métodos e pessoas inaceitáveis ​​que o levaram a um beco sem saída e o desacreditaram aos olhos do mundo".

A Rússia, apesar de ter negado a realização de um programa estadual de doping, reconheceu que as autoridades estavam envolvias no encobrimento dos casos. Gaus novamente mostrou um sentimento de traição. "Fomos levados o direito de estar do lado da verdade. Foi levado pelos responsáveis ​​por tirar o esporte da crise do doping" comentou.

A RUSADA foi reintegrada pela Agência Mundial de Antidoping (WADA em inglês) ano passado, após suspensão por incentivo, ao invés da proibição, do uso de drogas por partes dos atletas. A federação de atletismo do país está suspensa desde 2015, estando fora dos Jogos Rio 2016, com a participação de apenas alguns atletas neutros que treinavam em ambientes comprovadamente livres de doping.

Foto Reuters

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