Fenoterol: Veja outros atletas que tiveram exame antidoping positivo para essa substância







A notícia de que a judoca Rafaela Silva, uma das principais atletas brasileiras da atualidade, teve um exame antidoping com resultado positivo para a substância Fenoterol preocupou muita gente. E essa é uma substância que já pareceu algumas vezes no noticiário com atletas olímpicos de inverno, verão e do futebol pego em exame antidoping com essa substância. Vamos aqui relembrar esses quatro casos, e analisar as penas recebidas . Mas primeiro de tudo, o que é o Fenoterol?


Essa substância é um bronco dilatador usado como remédio para o combate de crises de asma e de outras doenças que se caracterizam por um estreitamento reversível das vias respiratórias, como a bronquite crônica. Sua posologia recomenta ser usado três por dia, em forma de inalação via aparelho nebulizador ou pela popular 'bombinha'.


Se o atleta for asmático e for usuário desse remédio, ele pode pedir uma autorização a WADA para poder usá-lo sem ser considerado doping- o chamado AUT, autorização de uso terapêutico. Mas em um atleta sem a doença usá-la, ela consegue dar um boost no atleta, aumentando sua capacidade respiratória. A substância também estimula receptores adrenérgicos de outros órgãos, estimulando a produção de eritropoietina e anabolizantes e aumentando a força de contração cardíaca. O Fenoterol tem grande impacto no resultado de esportes aeróbicos de explosão e velocidade, como nas provas de velocidade do atletismo, ciclismo, natação e futebol. 


Hiago Pereira Garcia



O atleta da marcha atlética foi pego em uma competição universitária na Rússia em julho de 2015 aos 20 anos, mas seu resultado só foi divulgado em janeiro de 2016. O atleta foi pego no exame antidoping com fenoterol e peroxisome - substância usada para combate da obesidade e que ajuda a mascarar outras substâncias. O atleta chegou a falar que foi sabotado e as substâncias foram colocadas em sua bebida no dia da competição, mas não adiantou. A IAAF aplicou uma suspensão de quatro anos, iniciada em julho de 2015 e que terminou em julho de 2019.

Etiene Medeiros




A nadadora brasileira foi pega em um exame antidoping com o Fenoterol fora de competição, em 8 de maio de 2016 e em junho o caso veio à tona, como pouco tempo para o início dos jogos olímpicos do Rio de Janeiro. Para evitar que ela corresse o risco de ficar de fora dos jogos, ela foi julgada rapidamente em 30 de junho de 2016 pelo STJD - que por conta do doping ter sido fora de competição ficou responsável por julgar a atleta, que avaliou as provas e declarou a atleta inocente, sem intenção de ter usado a substância para ganho nas piscinas, levando apenas uma advertência.


Ziga Jeglic




O jogador de Hóquei no gelo esloveno teve o seu exame antidoping com a substância nos jogos olímpicos de inverno de 2018, em PyeongChang (KOR) e ele foi divulgado em 20 de fevereiro de 2018. Ele tinha disputado três partidas na competição e teve que abandonar a competição e deixar a vila olímpica por ordem da Corte arbitral do esporte. Ele admitiu o uso de um inalador para asma com o remédio durante os jogos, mas alegou que o mesmo tinha sido prescrito pelo médico da seleção da Eslovênia de Hóquei no gelo.

Por considerar que não foi possível saber se o atleta cometeu intencionalmente a violação antidoping, a Federação internacional de hóquei no gelo (IIHF) o suspendeu por oito meses, por negligência e grau ‘leve de falta’. Em outubro de 2018, ele pode voltar a competir. 


Lucas Crispim



O jogador de futebol Lucas Crispim foi pego no exame antidoping quando jogava pelo Santos em partida contra o Flamengo em novembro de 2017, válido pelo campeonato brasileiro de futebol, com o Fenoterol. O resultado do exame foi divulgado em 22 de janeiro de 2018, quando o atleta estava atuando pelo São Bento, e ficou suspenso preventivamente até julho. Foi julgado e recebeu a punição de mais quatro meses, ficando livre para jogar em novembro de 2018.

Por conta do exame antidoping adverso ter sido em uma competição, o caso de Rafaela Silva será julgado pela Federação internacional de judô (IJF), e como vimos nos exemplos anteriores, as punições variam desde uma advertência até a suspensão de quatro anos – que foi o uso do fenoterol junto com outra substância, que não é o caso de Rafaela. Tudo dependerá das provas que ela apresentará para evitar uma punição ou levar uma punição baixa por negligência. Faltando dez meses dos jogos de Tóquio, o seu julgamento precisará ser rápido para definir se ela estará lutando pelo bi olímpico ou não. 


fotos: Wander Roberto/COB, Arquivo pessoal Hiago Pereira, Sátiro Sodré/SS Press/CBDA, Reuters e Ivan Strorti/Santos

Com informações de UFRGS,UOL e globoesporte.com

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