Sun Yang se defende e reclama de "insulto e calúnia" por parte de colegas


Ao fim do Mundial de Esportes Aquáticos de Gwangju, a superestrela chinesa Sun Yang desabafou. O nadador reagiu em entrevista à imprensa chinesa sobre os protestos que recebeu de colegas e também comentou o caso polêmico em que quebrou uma ampola contendo seu sangue após perceber falhas no credenciamento dos delegados e no preenchimento de formulários.

Ele foi absolvido no caso pelo Painel de Doping da Federação Internacional de Natação (FINA), mas a Agência Mundial Anti-Doping (WADA) ainda recorre da decisão.

"A FINA já deixou claro que eu não violei nada. Eu segui as regras. Eu acho que o que eu fiz foi do interesse de todos os atletas. Tudo que eu disse é razoável e justificável, tudo é verdade. Não inventei nada", comentou.



Mack Horton se recusou a cumprimentar o nadador ou aparecer em fotos com o rival, após perder a disputa nos 400m livres em Gwangju. A atitude foi retomada durante o mundial pelo brasileiro João de Lucca, depois das eliminatórias dos 4x200m livres e pelo britânico Duncan Scott que recebeu insultos do chinês durante o pódio como retaliação

O capitão da equipe chinesa, que conquistou o bicampeonato nos 200m livres e o tetracampeonato nos 400m livres nas águas sul-coreanas, conhecido por seu temperamento, disse que não reagiria após qualquer incidente, mas acredita que merece mais respeito. "Eu não deveria ter que receber esse tipo de insulto e calúnia", se defendeu.

Ele já foi flagrado num exame anti-doping em 2014 por tomar um estimulante banido alguns meses antes e que o nadador chinês usava para tratar de uma condição cardiaca. Uma nova violação de doping pode por em perigo sua ida aos Jogos Olímpicos de Tóquio, no ano que vem.

Fotos: EPA e Yonhap

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