Com bronze em Israel, Nathália Brígida dispara no Ranking Olímpico do Judô

A primeira competição do ano promovida pela Federação Internacional de Judô (IJF) - valendo pontos no ranking olímpico - foi o Grand Prix de Tel Aviv. O Brasil contaria com a participação apenas de seis atletas. Porém, Alex Pombo, escalado, não competiu. O destaque ficou por conta de Nathália Brígida, medalhista de bronze. No ciclo olímpico passado (Rio/2016), Nathália protagonizou uma bela disputa pela vaga olímpica com Sarah Menezes, à época campeã olímpica em Londres/2012, ficando de fora no detalhe. Agora, mostra que tem fôlego para mais uma tentativa de realizar o sonho olímpico. 

Com o desempenho de Nathália, ela subiu diversas posições, pulando da 80ª posição para o 34º lugar. Entre as judocas brasileiras, está atrás apenas de Gabriela Chibana, que não passou na seletiva olímpica promovida pela CBJ no ano passado.

Quem perdeu a chance de acirrar a disputa foi o medalhista de bronze nas olimpíadas de Londres/2012, Felipe Kitadai. O judoca ganhou apenas uma luta e não conseguiu se aproximar dos líderes da categoria: Eric Takabatake (9º) e Phelipe Pelim (23º). Kitadai é o 39º no ranking.

Diego Santos, que também disputou o Grand Prix, é outro que não aproveitou tão bem a oportunidade de se aproximar dos brasileiros mais bens classificados. Em uma categoria super disputada, Daniel Cargnin (8º) e Charles Chibana (22º), despontam como favoritos à vaga olímpica, que ficará só com um judoca brasileiro.

Na categoria -63kg, a primeira medalhista olímpica do judô feminino do Brasil (Pequim/2008), Ketleyn Quadros, que tenta voltar aos Jogos Olímpicos, disputou a medalha de bronze, mas acabou derrotada e ficando com a quinta posição. A categoria tem uma corrida interessante pela vaga. Por enquanto, Alexia Castilhos na dianteira (24º) e Quadros logo atrás (29º).

Eduardo Barbosa (-73kg) e Victor Penalber (-81kg), em tese, estariam classificados pela cota continental. Ocorre, entretanto, que apenas uma vaga por país pode ser conquistada através das cotas. Assim, um dos dois, hoje, estariam fora das olimpíadas. Na (-90kg), Rafael Macedo, o melhor classificado, não estaria dentro das vagas também.

Preocupação também na categoria -52kg feminino. Após a aposentadoria da multicampeã mundial, Érika Miranda, a sua eventual e potencial substituta, Jéssica Pereira, foi suspensa por doping e pode perder os Jogos Olímpicos. Se se confirmar a punição, Eleudis Valentim pode surgir como a esperança de vaga na categoria. Atualmente está fora das classificadas, mas é a terceira brasileira no ranking olímpico.

A lista de classificados vai se modificando conforme cada competição acontece, mas os classificados só serão definidos mesmo em 25 de maio de 2020. Até lá, os atletas precisam somar a maior quantidade de pontos possível.

Vale a pena lembrar que um total de 386 atletas podem se classificar para a disputa do judô nos Jogos Olímpicos de Tókio/2020. Cada confederação poderá inscrever, no máximo, 14 judocas (um em cada divisão).

Vejamos como está a disputa após o final da temporada 2018: 

CATEGORIAS MASCULINAS 

(-60kg) 
Eric Tabatake (9º) 855 pontos (classificado diretamente) 
Phelipe Pelim (23º) 457 pontos (classificado diretamente) *
Felipe Kitadai (39º) 238 pontos (não classificado) 
Renan Torres (44º) 175 pontos (não classificado) 
Raphael Miaque (89º) 59 pontos (não classificado) 
Obs.: Nesse caso, estando Eric Tabatake e Phelipe Pelim classificados, a CBJ poderia decidir qual dos dois iria aos Jogos Olímpicos. Renan Torres e Raphael Miaque não se classificaram para a seleção de 2019.

(-66kg) 
Daniel Cargnin (8º) 866 pontos (classificado diretamente) 
Charles Chibana (22º) 487 pontos (classificado diretamente)* 
Michael Marcelino (40º) 245 pontos (não classificado) 
Diego Santos (83º) 101 pontos (não classificado) 
Obs.: Nesse caso, estando Daniel Cargnin e Charles Chibana classificados, a CBJ poderia decidir qual dos dois iria aos Jogos Olímpicos. 

(-73kg) 
Eduardo Barbosa (28º) 388 pontos (classificado pela cota continental) 
Marcelo Contini (51º) 186 pontos (não classificado) 

(-81kg) 
Victor Penalber (28º) 368 pontos (classificado pela cota continental) 
Eduardo Yudy (33º) 260 pontos (não classificado) 
Guilherme Schimidt (75º) 91 pontos (não classificado) 
João Macedo (92º) 59 pontos (não classificado) 
Luanh Rodrigues (94º) 56 pontos (não classificado)
Obs.: João Macedo e Luanh Rodrigues não se classificaram para a seleção de 2019.

(-90kg) 
Rafael Macedo (27º) 368 pontos (não classificado)

(-100kg) 
Rafael Buzacarini (18º) 572 pontos (classificado diretamente) 
Leonardo Gonçalves (31º) 301 pontos (não classificado) 
Lucas Lima (75º) 91 pontos (não classificado) 
Obs.: Lucas Lima não se classificou para a seleção 2019.

(+100kg) 
Rafael Silva (11º) 820 pontos (classificado diretamente)
David Moura (18º) 589 pontos (classificado diretamente)*
Ruan Isquierdo (34º) 217 pontos (não classificado) 
André Soares (74º) 56 pontos (não classificado) 
Obs.: Nesse caso, estando Rafael Silva e David Moura classificados diretamente, a CBJ poderia decidir qual dos dois iria aos Jogos Olímpicos. André Soares não se classificou para a seleção de 2019.

CATEGORIAS FEMININAS 

(-48kg) 
Gabriela Chibana (23º) 438 pontos (classificada diretamente) 
Nathália Brígida (34º) 220 pontos (não classificada)
Sarah Menezes (37º) 185 pontos (não classificada) 
Laura Ferreira (53º) 91 pontos (não classificada) 
Obs.: Situação peculiar: Gabriela Chibana, única atleta momentaneamente classificada no peso -48kg não conseguiu se classificar para a seleção de judô 2019. Laura (51º) também não se classificou. Nathália Brígida esquentou a disputa com Sarah Menezes.

(-52kg) 
Erika Miranda (21º) 503 pontos (aposentou-se) 
Jéssica Pereira (22º) 493 pontos (classificada diretamente) 
Eleudes Valentim (33º) 245 pontos (não classificada) 
Obs.: Veiculada informação que Jéssica Teixeira, grande nome da nova geração e esperança de bom resultado em Tóquio, teria sido suspensa por doping. Situação a ser acompanhada.

(-57kg) 
Rafaela Silva (7º) 1216 pontos (classificada diretamente) 
Tamires Crude (75º) 56 pontos (não classificada) 
Kamila Silva (78º) 45 pontos(não classificada)
Obs.: Kamila SIlva não se classificou para a seleção 2019.

(-63kg) 
Alexia Castilhos (24º) 430 pontos (classificada diretamente) 
Ketleyn Quadros (29º) 252 pontos (não classificada) 
Yanka Pascoalina (57º) 98 pontos (não classificada) 
Ryanne Lima (71º) 56 pontos (não classificada) 
Obs.: Yanka Pascoalina e Ryanne Lima não se classificaram para a seleção 2019.

(-70kg) 
Maria Portela (18º) 642 pontos (classificada diretamente) 
Ellen Santana (48º) 132 pontos (não classificada) 
Amanda Oliveira (49º) 129 pontos (não classificada)
Obs.: Ellen Santana não se classificou para a seleção 2019.

(-78kg) 
Mayra Aguiar (14º) 741 pontos (classificada diretamente) 
Samanta Soares (22º) 525 pontos (classificada diretamente) 
Camila Ponce (43º) 126 pontos (não classificada) 
Nathália Parisoto (55º) 59 pontos (não classificada)
Obs.: Nesse caso, estando Mayra Aguiar e Samanta Soares classificadas diretamente, a CBJ poderia decidir qual das duas iria aos Jogos Olímpicos. Nathália Parisoto não se classificou para a seleção 2019.

(+78kg) 
Maria Suelen Altherman (7º) 1230 (classificada diretamente) 
Beatriz Souza (9º) 860 pontos (classificada diretamente)* 
Luíza Cruz (42º) 91 pontos (não classificada) 
Camila Yamakawa (88º) 3 pontos (não classificada) 

Obs.: Nesse caso, estando Maria Suelen Altherman e Beatriz Souza classificadas, a CBJ poderia decidir qual das duas iria aos Jogos Olímpicos. Luíza Cruz não se classificou para a seleção 2019.

Entre os times, o IJF aponta que o Brasil estaria classificado, devido conter representantes nas categorias exigidas para disputa em equipes.

Foto: IJF


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