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Diogo Silva: Diversidade e combate ao racismo no esporte estão na pauta do Governo Federal

 

Com o cabelo preso, Diogo Silva, homem negro com bigode e barbixa pretos volumosos, de blazer azul marinho, camisa social branca e gravata preta com listras transversais brancas, olha para a frente
Diogo Silva é assessor especial da pasta (Foto: Júlio Dutra/MDS)

O ex-atleta do taekwondo Diogo Silva, assessor especial do Ministério do Esporte, esteve em São Paulo na quinta (9) para o Prêmio Paralímpicos. Ele estava com a ministra Ana Moser e falou sobre a questão do racismo no esporte e uma possível volta dos Jogos Pan-Americanos para o Rio de Janeiro.

Diogo é ativista antirracismo e comentou sobre os recentes ataques contra Vinicius Jr. e o armador Yago dos Santos, vítimas de ofensas racistas durante jogos na Espanha. 

"Na Espanha, o citrato já é antigo e vem ficando cada vez mais latente. O Yago foi mais uma vítima da torcida. Primeiro, a gente tem que ter um entendimento que o governo espanhol precisa ter uma política direcionada ao combate ao racismo, porque a gente tem que tá punindo quem comete a violência e não quem a sofre".

O racismo é crime no Brasil e no começo do ano, o presidente Lula sancionou lei que equiparou injúria racial a racismo e assim, aumentou a pena para este crime, com reclusão de dois a cinco anos. Diogo revelou que será criada uma pasta de diversidade dentro do Ministério do Esporte.

O Brasil já está criando dentro dessa nova gestão, uma pasta de diversidade dentro do Ministério do Esporte, que vai lidar com o tema. Esse tema não vai ser tratado de uma forma rasa. O racismo mata e por isso, tem que ser tratada com esse mesmo peso

Diogo foi ouro no Jogos Pan-Americanos do Rio em 2007 e a medalha foi especial para o país, já que foi a primeira dourada brasileira naquela edição. Ele ressaltou que o país ainda está lidando com o legado da Rio-2016.

" A gente ainda tá lidando com o legados dos Jogos Olímpicos Rio-2016. Acho que antes de pensar em sediar um grande evento como os Jogos Pan-Americanos, a gente tem que estar muito consciente do que é o pós, né? Porque normalmente ficam as despesas, e são despesas altas. O Brasil ele primeiro precisa estar maduro esportivamente para querer sediar um grande evento novamente, porque o Rio está sofrendo sérias consequências do pós-Pan e dos pós-olímpico".


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