Simone Biles e outras ex-ginastas pedem que o FBI pague 1 bilhão de doláres em indenização por lidar mal com o caso de abuso sexual de Larry Nassar

Larry Nassar, o médico que assediou mais de 300 mulheres (foto: Divulgação/Youtube)



De acordo com o que foi divulgado por advogados nesta quarta-feira (08/06), ex-ginastas olímpicas, incluindo a medalhista de ouro Simone Biles, estão cobrando mais de US$ 1 bilhão do FBI. Segundo as ex-atletas, a agência não conseguiu parar o médico esportivo Larry Nassar, o que levou à agressão sexual de dezenas de vítimas, incluindo elas.


As cerca de 90 requerentes incluem Biles, Aly Raisman e McKayla Maroney, todas medalhistas de ouro olímpico. Os dados foram divulgados por Manly, Stewart & Finaldi, um escritório de advocacia da Califórnia.


Não há dúvida de que os agentes do FBI já sabiam, em 2015, que Nassar havia sido acusado de molestar ginastas, mas, mesmo assim, os agentes não agiram. Dessa forma, deixaram que ele ficasse livre para continuar a perseguir jovens mulheres e meninas por mais de um ano.


“É hora de o FBI ser responsabilizado”, disse Maggie Nichols, ginasta campeã nacional em Oklahoma em 2017-19.


A USA Gymnastics, com sede em Indianápolis, disse aos agentes locais do FBI, em 2015, que três ginastas disseram ter sido agredidas por Nassar, um médico da equipe. Mas o FBI não abriu uma investigação formal nem informou as autoridades federais ou estaduais em Michigan, de acordo com o inspetor geral do Departamento de Justiça, um órgão de vigilância interno.


Em 2016, agentes do FBI de Los Angeles iniciaram uma investigação de turismo sexual contra Nassar e entrevistaram várias vítimas, mas também não alertaram as autoridades de Michigan, disse o inspetor geral.


“Se o FBI tivesse simplesmente feito seu trabalho, Nassar teria sido detido antes mesmo de ter a chance de abusar de centenas de garotas, inclusive eu”, disse Samantha Roy, ex-ginasta da Universidade de Michigan.


O escritório do procurador-geral de Michigan finalmente lidou com as acusações de agressão contra Nassar, no final de 2016. Enquanto isso, os promotores federais em Grand Rapids, Michigan, entraram com um caso de pornografia infantil. Agora ele está cumprindo uma pena de décadas na prisão.


Quando questionado sobre o caso, em abril, o FBI se recusou a comentá-lo. Na época, um lote menor de reivindicações foi apresentado, referindo-se às observações do diretor Christopher Wray ao Congresso em 2021. Já o Departamento de Justiça disse, em maio, que não faria acusações criminais contra ex-agentes do FBI que não abriram rapidamente uma investigação.


“Lamento especialmente que houve pessoas no FBI que tiveram sua própria chance de parar esse monstro em 2015 e falharam. E isso é imperdoável”, disse Wray às vítimas em uma audiência no Senado.


A Michigan State University, que também foi acusada de perder oportunidades durante muitos anos para deter Nassar, concordou em pagar US$ 500 milhões a mais de 300 mulheres e meninas que foram agredidas. A USA Gymnastics e o Comitê Olímpico e Paralímpico dos EUA fizeram um acordo de US$ 380 milhões.



Foto: Divulgação/ Youtube


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