Europa sofre pressão de grupos de direitos humanos para que boicotem diplomaticamente Pequim 2022


Com as Olimpíadas de Inverno de Pequim 2022 a dois meses de seu início e após os Estados Unidos anunciar um boicote diplomático aos Jogos Olímpicos de Inverno programado para acontecer na China, os líderes europeus, estão sob intensa pressão de diversos grupos de direitos humanos para que façam um boicote diplomático durante o evento que será realizado em fevereiro na China.

Nas últimas semanas, a pressão vem aumentando a cada dia devido ao caso da ex-tenista Peng Shuai, que após acusar ex-oficial chinês de alto escalão de agressão sexual, desapareceu e somente teve poucas aparições e sem deixar claro se está bem.

Porém até o momento, o boicote diplomático não teve grande adesão dos governos europeus.

Recentemente, a nova ministra das Relações Exteriores da Alemanha, Annalena Baerbock, ganhou os holofotes ao dizer. “Quando vejo como a liderança da China lida com a tenista Peng Shuai ou com o cidadão preso Zhang Zhan (que foi preso por sua reportagem sobre o surto de Covid 19 em Wuhan), devemos, é claro, dar uma olhada mais de perto nos Jogos Olímpicos”.

É bom lembrar que o novo chanceler alemão Olaf Scholz, não deu indícios sobre o boicote diplomático a China.

A Lituânia foi um dos poucos países que já anunciou por meio do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores Vytaute Smaizyte, que não será enviado nenhum representante do governo para Pequim 2022.

A União Europeia estava entre as vozes que pediram à China fosse mais clara no caso de Peng Shuai, mas os representantes da entidade não se pronunciaram se irão aderir a um boicote durante Pequim 2022.

Foto: Divulgação


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