Em prova espetacular, Cícero Nobre conquista o bronze no lançamento de dardo F57 - Surto Olímpico

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Em prova espetacular, Cícero Nobre conquista o bronze no lançamento de dardo F57

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Cicero Nobre com o dardo na mão, em movimento para lançá-lo no estádio de atletismo

É bronze! Cícero Nobre conquistou neste sábado (28) a medalha de bronze no lançamento de dardo F57 nos Jogos Paralímpicos de Tóquio. Numa prova espetacular, ele marcou 48,93m e ficou atrás do azeri Hamed Heidari, que estabeleceu novo recorde mundial para ficar com o ouro, a 51,42m, e do iraniano Amanolah Papi, com 49,56m.

A final foi sensacional. Os três atletas do pódio superaram o recorde paralímpico anterior. Cícero foi o 10º atleta entre os 12 finalistas a competir. Ele registrou seu 48,93m na terceira rodada, que o deixou na liderança momentânea e o fez bater o recorde paralímpico. Restando apenas Heidari e Papi para fazer seus seis lançamentos, a chance de ouro era muito grande para o brasileiro.

No entanto, Amanolah Papi jogou um balde de água fria em Cícero logo na sequência. Fazendo uma prova muito regular, ele fez quatro registros acima do antigo recorde mundial - que era de 49,26m, do próprio brasileiro - e se consolidou na liderança e ainda com a melhor marca da história na categoria.

Cícero caiu para a segunda colocação e parecia ter medalha de prata já garantida, pois o último a fazer seus lançamentos seria Hamed Heidari, que tinha como recorde pessoal 43,04m, muito distante daquilo necessário para ultrapassar o brasileiro. Mas o azeri fez a prova da vida e emplacou nove metros acima de seu antigo recorde pessoal para bater o recorde mundial e levar o ouro na disputa.

Natural de João Pessoa, na Paraíba, Cícero era o dono do recorde mundial e foi campeão mundial em 2019. Aos 29 anos, ele participou de sua segunda edição paralímpica, depois de ter sido quarto colocado na Rio-2016.

Com o bronze do paraibano, o Brasil encerra o quarto dia de disputas nas Paralimpíadas de Tóquio com uma prata e cinco bronzes. No todo, o país tem seis ouros, cinco pratas e 12 bronzes, totalizando 23 pódios, e aparece na oitava colocação no quadro geral de medalhas.

Foto de capa: Wander Roberto/CPB

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