Guia Tóquio 2020: Maratona aquática - Surto Olímpico

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Guia Tóquio 2020: Maratona aquática

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FICHA TÉCNICA
Local de disputa: Parque marinho de Odiaba
Período: 03/08 e 04/08
Número de países participantes: 30
Total de atletas: 50
Brasil: Ana Marcela Cunha

HISTÓRICO
A natação é um dos esportes mais tradicionais dos Jogos Olímpicos e é disputada desde os Jogos de Atenas em 1896. Naquela época, a maioria das provas eram realizadas em fontes naturais de água como rios, lagos e no mar, com a primeira Olimpíada disputada em piscina nos Jogos de Londres em 1908. Isso não impediu que pessoas continuassem a nadar em "águas abertas", com competições do tipo acontecendo ao redor do mundo.

Maarten van der Weijden (NED) ouro em Pequim 2008 - Foto: ANP
As provas em águas abertas começaram a ser disputadas nos Campeonatos Mundiais de Esportes Aquáticos em 1991, no Mundial de Perth, na Austrália, com disputa de 25km para homens e para mulheres. A prática em alto nível foi crescendo até que em 2008, a maratona aquática de 10km foi incluída no programa olímpico. Maarten van der Weijden dos Países Baixos e Larisa Ilchenko da Rússia levaram o ouro nos Jogos de Pequim na primeira participação olímpica da prova. Desde então, a Maratona Aquática sempre esteve presente na Olimpíada.

BRASIL
O primeiro registro de prova em águas abertas no Brasil foi a Travessia da Baía de Guanabara em 1891, pelo brasileiro Joaquim Antonio Souza e o alemão Theodor John. A prova continuou sendo disputada no começo do século XX. Já em São Paulo a prova tradicional era a "Travessia de São Paulo a nado", disputada num trecho de 5,5km no Rio Tietê. Entre os ganhadores da prova, ninguém menos que Maria Lenk, primeira mulher brasileira a competir em Jogos Olímpicos e que foi tetracampeã entre 1932 e 1935.

O Brasil começou a participar em provas internacionais da Federação Interncaional (FINA) a partir de 1999. A primeira medalha em Campeonatos Mundiais veio em 2006 com Poliana Okimoto, que foi prata nos 5km e nos 10km. Poliana conquistou outras quatro medalhas em Mundiais, incluindo o ouro nos 10km em 2013 e encerrou sua carreira em 2016 com o bronze nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro - a primeira medalha olímpica da natação feminina do Brasil.

Poliana Okimoto com sua medalha olímpica - Foto: Divulgação/Rio2016

Outra brasileira de destaque é Ana Marcela Cunha. A baiana tem 12 medalhas em Campeonatos Mundiais, sendo cinco de ouro, duas de prata e cinco de bronze. Ana Marcela também é tetracampeã da World Series - o circuito mundial de maratonas aquáticas. A única medalha que falta no seu currículo é a dos Jogos Olímpicos. E essa será a meta de Ana Marcela Cunha em Tóquio 2020.

Ana Marcela nos Jogos Pan-Americanos de 2019 - Foto: Divulgação/Nissan

FORMATO DE DISPUTA

Os 25 atletas são sorteados para a largada que é dada sob uma plataforma, com todos lado a lado. Vence quem bater primeiro em uma placa de 5m de largura após as quatro voltas de prova, que contabilizam os 10km da maratona. O percurso na água é indicado através de boias que marcam os pontos onde os atletas devem virar para o lado.

ANÁLISE

MARATONA AQUÁTICA FEMININA
Final: 03/08, às 18h30

Favoritos ao ouro: -
Candidatos a medalha: Xin Xin (CHN), Rachele Bruni (ITA), Haley Anderson (USA), Sharon van Rouwendaal (NED) e Ana Marcela Cunha (BRA)
Pode surpreender: Lara Grangeon (FRA), Samantha Arévalo (ECU) e Anna Olasz (HUN)
Brasil: Ana Marcela Cunha

Xin Xin no topo do pódio do Mundial de 2019 - Foto: Xia Yifang/Xinhua
Assim como no masculino, a prova das mulheres também promete não ter uma nadadora grande favorita, com o ouro sendo decidido nos metros finais dos 10km. A chinesa Xin Xin é uma delas, sendo a atual campeã mundial das águas abertas. No Rio ela bateu na trave, chegando logo atrás da medalhista de bronze Poliana Okimoto.

Outro grande nome da prova é a norte-americana Haley Anderson, medalhista de prata em 2019. Anderson segue em alto nível há pelo menos 10 anos, tendo ficado com a prata também na Olimpíada em Londres.

Sempre tradicional na prova são os atletas italianos. Rachele Bruni representa muito bem. Na World Series, o Circuito Mundial de provas de águas abertas, Bruni é tricampeã, o último em 2019. Na Rio-2016 ela foi prata, além do bronze no Mundial de Gwangju. Chega em altíssimo nível em Tóquio.

Sharon van Rouwendaal na Rio 2016 - Foto: David Goldman/AP
Sharon van Rouwendaal não foi bem no Mundial de 2019, porém ela segue entre as melhores do mundo. É atual campeã olímpica e foi vice-campeã do Circuito Mundial de 2018. No Mundial, no entanto, ficou na 10ª posição.

Claro que Ana Marcela Cunha não fica de fora. Anota o currículo da brasileira: prata no Mundial de 2013, bronze em 2015 e 2017 e chegou em 5º no Mundial de 2019. No Circuito Mundial ela é tetracampeã, com o último título em 2018. É das mais regulares do mundo na maratona, estando no terceiro ciclo olímpico em alto nível.

Ana Marcela Cunha no Mundial de 2019 - Foto: Satiro Sodré/Rededoesporte.gov.br
Três atletas podem ser a caixinha mágica em Tóquio. Lara Grangeon, da França, ficou em 4ª no Mundial de 2019 e é uma delas. Outro resultado que pode ser inesperado é uma medalha da equatoriana Samantha Arévalo, prata no Mundial de Budapeste, além de Anna Olasz, húngara que venceu o qualificatório olímpico. Olho nelas.




MARATONA AQUÁTICA MASCULINA
Final: 04/08, às 18h30

Favoritos ao ouro: Florian Wellbrock (GER) e Gregorio Paltrinieri (ITA)
Candidatos a medalha: Marc-Antoine Olivier (FRA), Ferry Weertman (NED), Robf Muffels (GER) e Jordan Wilimovskiy (USA)
Pode surpreender: Ousamma Mellouli (TUN) e Kristof Rasovzky (HUN)
Brasil: Sem representante

Florian Wellbrock no Mundial de 2019 - Foto: Yonhap
A maratona aquática masculina tem muitos atletas com chances de medalha. É difícil citar um favorito ao ouro. Da Alemanha temos o atual campeão mundial Florian Wellbrock e Robf Muffels, bronze no mesmo Mundial em 2019. 

A Itália tem o gigante Gregorio Paltrinieri, que também vai bem nas piscinas. O italiano é atual campeão europeu, título conquistado em maio deste ano. No Mundial de 2019 foi sexto colocado. Há também o francês Marc-Antoine Olivier, bronze na Rio 2016 e medalhista nos últimos dois Mundiais, com bronze em Budapeste 2017 e prata em Gwangju 2019.

Gregorio Paltrinieri no Europeu de 2021 - Foto: Deepblue Media
No bolo que briga pela medalha também está o atual campeão olímpico Ferry Weertman, dos Países Baixos, e o estadunidense Jordan Wilimovskiy, campeão mundial em 2015, prata em 2017 e bateu na trave em 2019, com a 5ª posição.

A surpresa pode ficar por conta do tunisiano Ousamma Mellouli, campeão olímpico em Londres e o húngaro Kristof Rasovzky, que apareceu com um 4º lugar no Mundial e venceu a World Series em 2019.



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