Guia Tóquio 2020: Ginástica Trampolim - Surto Olímpico

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Guia Tóquio 2020: Ginástica Trampolim

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Como funciona a ginástica trampolim

FICHA TÉCNICA
Local de disputa: Centro de Ginástica Ariake
Disputa: 30/07 (feminino) e 31/07 (masculino)
Número de países participantes: 15
Total de atletas: 32
Brasil: Não tem


HISTÓRICO
A ginástica de trampolim foi uma das modalidades que estrearam em Sydney 2000, em uma outra tentativa de dar nova cara aos Jogos Olímpicos. Apesar de ser forte em emoções, o crescimento tem sido modesto: apenas 16 atletas de cada gênero participam, pouco mais dos 12 que estrearam na Austrália.

É considerada uma modalidade dentro do esporte “Ginástica”, junto com a Artística e Rítmica. Enquanto apenas dois eventos são disputados nos Jogos Olímpicos (individual masculino e feminino), o Mundial conta com nove competições: individual, sincronizado, double mini e tumbling para cada gênero; e equipe mista.
Pódio ginástica trampolim Rio 2016
Uladzislau Hancharou interrompeu o domínio chinês na Rio 2016 e sonha com o bi olímpico - Foto: AIPS
Apesar de lembrar muito as camas elásticas que encontramos em parques e escolas, a brincadeira não tem nada a ver com o esporte, ainda que possa ser um trampolim para as crianças descobrirem a ginástica. Os atletas alcançam até oito metros de altura em saltos espetaculares e que podem ser perigosos.

No masculino, o domínio é total do leste europeu (Rússia em 2000, Ucrânia em 2004 e Belarus em 2016) e da China (2008 e 2012). A China enviou atletas pela primeira vez para Pequim e desde então seus dois homens sempre levaram medalha. Com exceção destes países, apenas Canadá conseguiu dois pódios dentre os cinco possíveis, com um bronze em 2000 e prata em 2008. Desde 2008, um japonês sempre fica em quarto lugar e os nipônicos buscam o pódio inédito em casa.

No feminino, o domínio é mais amplo: Rússia, Alemanha, China e Canadá já tiveram atletas campeãs e Rosie MacLennan é a única atleta da modalidade a ter dois ouros, em Londres e Rio.


BRASIL
O Brasil não estará presente no trampolim para os Jogos Olímpicos de Tóquio. Rafael Andrade é o único brasileiro olímpico na história ginástica de trampolim, terminando em 15º na Rio 2016, tendo se classificado pela cota de país-sede que o Brasil tinha direito.

Este ano, o Brasil por muito pouco não se classificou com Camila Gomes no feminino. Ela ficou em 15º no Mundial de 2019 e quase garantiu o direito de participar pelas vagas na copa do mundo. No masculino, Rayan Dutra disputou vaga pelo pré-olímpico das Américas, mas a vaga foi para a Colômbia.

FORMATO DE DISPUTA
Em Jogos Olímpicos, apenas há competições individuais no trampolim. Os atletas fazem duas séries de saltos, uma delas exigida e outra livre. Os oito primeiros seguem para a final, disputada no mesmo dia, onde fazem apenas uma série de saltos. As notas das eliminatórias não tem peso na final.

O trampolim lembra bastante os saltos ornamentais. Os competidores devem tanto fazer as manobras técnicas quanto apresentar uma graça nos movimentos. São quatro os componentes da nota do trampolim: grau de dificuldade, nível de execução, tempo de voo e movimento lateral.


ANÁLISE

INDIVIDUAL MASCULINO
Favoritos: Gao Lei (CHN), Dong Dong (CHN)
Candidatos: Andrey Yudin (ROC), Uladzislau Hancharou (BLR), Ivan Litvinovich (BLR), Sakai Ryosuke (JPN)
Podem surpreender: -
Brasil: Não tem

Assim como acontece desde Pequim 2008, China deve ter 100% de aproveitamento no pódio, com seus dois atletas podendo até fazer dobradinha. Dono dos últimos quatro títulos mundiais (2015, 17, 18 e 19), Gao Lei é o franco favorito para o ouro olímpico - ele levou bronze em 2016. Dong Dong, bronze em Pequim 2008, ouro em Londres 2012 e prata na Rio 2016, foi bronze no Mundial de 2017 e 2019 e vice-campeão em 2018.
Gao Lei Dong Dong trampolim china
Gao Lei (d.) e Dong Dong (e.) no Mundial de 2018 - Foto: CGTN
Belarus é outro país que pode levar duas medalhas. Dono da única medalha de ouro de Belarus na Rio 2016, Uladzislau Hancharou não levou medalha em Mundial neste ciclo, mas foi bronze no forte Campeonato Europeu e ouro nos Jogos Europeus de Minsk 2019. Além deles, o jovem Ivan Litvinovich, vice-campeão mundial, é um grande candidato. O time de Belarus é tão forte que Aleh Rabtsau, campeão europeu este ano, não foi convocado.

O russo Andrey Yudin, bronze no mundial de 2018 e quarto em 2019, é outro candidato a quebrar o domínio de Belarus e China, além dos dois representantes japoneses.


INDIVIDUAL FEMININO
Favoritas ao ouro: Rosie MacLennan (CAN), Mori Hikaru (JPN)
Candidatas à medalha: Liu Lingling (CHN), Zhu Xueying (CHN),Uyama Megu (JPN)
Podem surpreender: -
Brasil: Não tem

Rosie MacLennan teve um bom ciclo olímpico. Única dona de dois ouros olímpicos no trampolim e única canadense bicampeã consecutiva em provas individuais, ela pode definitivamente entrar para a história olímpica do esporte ou do país se levar o tricampeonato ou mesmo qualquer medalha.

O Japão ainda não levou medalha no trampolim, tendo ficado em quarto lugar no masculino nas últimas três edições, mas Mori Hikaru foi campeã mundial em 2019 no mesmo ginásio dos Jogos Olímpicos, feito inédito para o Japão no esporte. Doihata Chisato foi vice-campeã mundial em 2019, mas não foi escolhida para a equipe e Uyama Megu vai em seu lugar.
Mori Hikaru trampolim ginástica japão
Em dezembro de 2019, Mori foi campeã mundial no Arirake, onde buscará o ouro olímpico - Foto: The Yomiuri Shimbun
Liu Lingling foi campeã mundial em 2014 e derrotou Mori nos Jogos Asiáticos de Jakarta 2018, enquanto Zhu Xueying foi campeã mundial em 2018. Huang Yanfei terminou em quarto no mundial de 2019 e não foi convocada. As esperanças da Europa recaem nas atletas da França, Grã-Bretanha e Rússia.

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