Presidente do Comitê Olímpico Espanhol acredita que sem vacina não haverá Olimpíada


Com 210 atletas garantidos nos Jogos Olímpicos de Tóquio no momento, a Espanha deseja elevar este número para pelo menos mais 100 esportistas. Mas tudo, inclusive as qualificatórias restantes e a disputa da Olimpíada, dependerá do desenvolvimento e distribuição de uma vacina contra o coronavírus, ou de amplos protocolos de isolamento e distanciamento social para competidores e torcedores, como relatou o presidente do Comitê Olímpico Espanhol (COE), Alejandro Blanco. 

"Todo mundo confia que a vacina ou outro remédio controlará a pandemia, mas estou mais preocupado com o caminho do que com o objetivo, com a realização dos campeonatos de qualificação e dos testes pré-olímpicos", disse Blanco, durante uma reunião à distância com a Assembleia do COE. "Se tudo não estiver sob controle, não haverá Olimpíada, mas estou convencido de que será alcançado antes de 23 de julho de 2021".

Blanco alertou ainda para a mudança em alguns processos de classificação para a Olimpíada, lembrando o caso de Miguel Alvariño, no tiro com arco, que mesmo vencendo sua seletiva, terá que passar por uma outra prova interna para competir em Tóquio. 

"Se você vencer pelo país, a federação correspondente estabelece os critérios para designar quem vai aos Jogos, e pode mudar a escala nesta situação de um ano de adiamento. O COE respeitará a decisão e deve-se lembrar que ninguém é classificado até que a composição da equipe olímpica espanhola seja aprovada", ressaltou Blanco, de acordo com o jornal local Marca.

Mas não são apenas os métodos de classificação olímpica que foram alterados. Há novos membros da Assembleia: a nadadora Mireia Belmonte; a presidente do Conselho Superior de Esportes, Irene Lozano; o novo presidente da Federação Espanhola de Orientação, Francisco Gómez; o vice-diretor geral do presidente da Telefônica e membro da ADO, Francisco de Berga; e o ex-secretário de Estados do esporte, Santiago Fisas, como membro emérito.

Além disso, a Assembleia votou para adiar a eleição presidencial do COE, que geralmente ocorre na primeira metade do ano pós-olímpico, para o último trimestre de 2021. 

Foto: COE

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