Medalhistas olímpicos e paralímpicos na natação, Daniel Dias e Bruno Fratus compartilham lembranças e experiências com o esporte - Surto Olimpico

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Medalhistas olímpicos e paralímpicos na natação, Daniel Dias e Bruno Fratus compartilham lembranças e experiências com o esporte

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Dois ícones da natação participaram da live #TamoJunto do Time Brasil em mais um encontro promovido pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) e o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). O bate-papo reuniu um dos principais nomes da natação olímpica, Bruno Fratus, campeão dos 50m e dos 4x100m em Lima 2019, e Daniel Dias, um dos mais importantes atletas paralímpicos do país, dono de 14 ouros em Jogos Paralímpicos e mais de 30 medalhas nos Jogos ParaPan. A conversa rendeu boas histórias e exemplos de superação.

Os nadadores iniciaram o papo com uma breve apresentação, relembrando a trajetória no esporte, além das conquistas de cada um, e comemoraram a retomada aos treinos, mesmo com limitações. “Foram cerca de sete semanas sem treinar e eu estou feliz em poder voltar a nadar nas piscinas. Eu tirei alguns dias para descansar, pois estava em uma fase pesada de treinos, mas voltamos com foco total, já que ganhamos mais um ano de preparação para os Jogos Olímpicos de Tóquio”, disse Bruno Fratus, que atualmente reside na Flórida, EUA. Daniel Dias, maior medalhista da natação masculina em Paralimpíadas completou: “A volta tem que ser com todos os cuidados. Foi liberado para treinarmos 50 minutos na academia e 50 minutos na piscina, então esse tempo que ganhamos foi muito importante. Mesmo sem datas certas de competições e seletivas, o retorno gradativo nos deixa mais tranquilos”. 

Outro assunto levantado no encontro on-line foi a saúde mental dos atletas. Da noite para o dia suas rotinas foram modificadas e isso mexeu com o emocional de muitos deles. Bruno e Daniel reforçaram que fazem acompanhamento com psicólogos do COB e CPB. “O esporte não é só saúde física, é saúde mental e bem-estar também, ainda mais nesse momento de isolamento. Então poder entender como funciona a nossa mente e montar estratégias, fica mais fácil para render nos treinos”, afirmou Bruno Fratus. “O físico a gente pode cuidar mais para frente, mas a saúde mental deve ser tratada como prioridade. Para quem está acostumado com a agenda cheia, como nós, e do nada ter que parar, foi um grande desafio”, acrescentou Daniel Dias.

Bruno e Daniel mantiveram seus treinos em casa, dentro do possível e com materiais emprestados, mas as risadas os entregaram quando o assunto foi a dieta. “Na quarentena eu desenvolvi o hobby de cozinhar e com isso devo ter ganhado alguns quilinhos”, revelou Bruno. Já Daniel teve que ficar atento com o peso para não prejudicar a prótese, mas disse que nesse sentido também relaxou um pouco ao lado da família.

Histórias e curiosidades de ambos foram compartilhadas na conversa. Os recordes e conquistas do Daniel também chamaram atenção. Ele falou que as limitações físicas nunca foram obstáculo e que a força das pernas somada à frequência das braçadas em provas como o crawl, que chega a 75, é o que fazem torná-lo rápido na modalidade. Bruno também recordou seus bons desempenhos no esporte e confessou que os Jogos Pan-Americanos são os melhores para competir, segundo ele, porque trazem muitas medalhas para o país e é uma ótima oportunidade de difundir o esporte no Brasil. Além disso, ele elogiou a estrutura oferecida pelo COB como parte do sucesso obtido nesses resultados. “Toda a equipe disponível de preparadores físicos, médicos, nutricionistas, psicólogos e vários outros profissionais, além de equipamentos de ponta, deixam não só o legado no esporte, mas ajudam no desenvolvimento de atletas tanto da base, quanto de alto rendimento”.

Para fechar, eles responderam a uma pergunta sobre como querem ser lembrados futuramente no esporte. “O que eu gostaria que falassem de mim não é que eu fui o maior atleta de conquistas, mas que fui um grande exemplo de ser humano e pessoa”, afirmou Daniel Dias. “Meu maior legado será ouvir dos jovens que se eu consegui fazer, eles também são capazes. Quero que eles acreditem que podem, porque se inspiraram em algo que eu construí hoje em dia, independente de serem atletas ou não”, finalizou Bruno Fratus.


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