Com restrições, Comitê Paralímpico Internacional retira suspensão da Rússia

O Comitê Paralímpico Internacional (IPC) anunciou nesta sexta-feira (8) que vai retirar, "sob condições restritas", a suspensão imposta à Rússia desde 2016, devido ao escândalo de doping institucionalizado no país.

"Após 28 meses de suspensão, estamos convencidos que a suspensão não é necessária, porque a situação na Rússia mudou", justificou Andrew Parsons, presidente do IPC, em conferência de imprensa, em Bonn, na Alemanha.

O dirigente explicou que no período da suspensão, o Comitê Paralímpico Russo adotou 69 medidas indispensáveis, razão pela qual irá levantar em 15 de março a suspensão, com diversas condições.

A decisão surge já depois de a Agência Mundial Antidopagem (WADA) ter levantado a suspensão à agência russa, em setembro de 2018.

Em 2016, o IPC tinha deixado claro que apenas retiraria a suspensão se a WADA devolvesse ao credenciamento à Agência Russa de Antidoping (RUSADA) e que se o país reconhecesse o relatório McLaren, que denunciou um esquema generalizado de doping na Rússia, com conivência estatal.

O segundo pressuposto não chegou a ser cumprido, com Andrew Parsons a indicar que, "provavelmente, a Rússia não aceitará o relatório", mas que o comitê optou por um "caminho comum" com o organismo russo.

Em fevereiro de 2018, o Comitê Olímpico Internacional (COI) já tinha levantado a suspensão ao Comité Olímpico Russo (ROC), três dias após o final dos Jogos Olímpicos de Inverno, realizados em PyeongChang. 

Com informações de: Diário Record
Foto: Reuters


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