“Baixinha” de 1,83m, Carol tenta se firmar entre “gigantes” da seleção de vôlei feminino


Do alto do seu 1,83m de altura, Ana Carolina da Silva reconhece: é baixinha. Não em comparação com a grande maioria da população brasileira. Mas, para a função de central no vôlei de quadra atual, a mineira não está mesmo entre as mais altas. As três principais jogadoras do país nesta posição têm 1,96m (Thaísa), 1,94m (Fabiana) e 1,86m (Adenízia). Os braços longos e os saltos potentes de Carol, no entanto, fizeram a diferença na Superliga feminina 2013/2014. Tanto que a meio de rede campeã com o Rio de Janeiro foi convocada pela primeira vez para fazer parte da seleção brasileira.    

- Nosso trabalho lá (Rio de Janeiro) foi muito feliz, fomos campeãs. Mas, na minha posição, a concorrência é muito forte. Tem Fabiana, Thaísa, Adenízia, Juciely... Então, não tinha como ter certeza de que seria convocada. Não estava esperando. Fiquei muito feliz com o convite do Zé, e a minha família também. Agora é fazer o meu melhor, aproveitar aqui e extrair o que há de bom deles – comemorou.

A temporada 2013/2014 da Superliga feminina projetou Carol no cenário nacional. Ela chegou no Rio de Janeiro para revezar a posição com a campeã olímpica Valeskinha. Mas a experiente jogadora sofreu uma lesão e acabou deixando a caminho aberto para a jovem central. Aos poucos, a mineira de 23 anos foi se destacando. Com uma impulsão e tempo de bola surpreendentes para compensar a estatura não tão alta, terminou a primeira fase da competição em segundo lugar nos bloqueios, atrás apenas de Thaísa.

- No começo, eu revezaria com a Val, mas infelizmente ela se machucou. Então, eu pude assumir. Foi com muita tranquilidade, não teve nenhuma cobrança a mais. Acho que esse foi o diferencial. Foi muito melhor do que eu esperava.

Na fase final da competição nacional, Carol brilhou ainda mais. Foi fundamental nas vitórias sobre o Campinas na semifinal e na conquista do título, na decisão contra o Sesi-SP, no mês passado. Além dos fãs do Rio de Janeiro, José Roberto Guimarães também acompanhou a evolução da central. Na última semana, o treinador do Brasil provou que estava atento ao convocar a jogadora para treinar pela primeira vez com a seleção brasileira no Centro de Desenvolvimento de Vôlei de Saquarema, no Rio.

Mesmo com poucos dias de folga entre o fim da Superliga e a apresentação em Saquarema, Carol está sorrindo “de orelha a orelha” durante os duros treinos da seleção brasileira. As centrais Thaísa e Fabiana serão poupadas da primeira competição do ano, o Torneio de Montreux, na Suíça, a partir do dia 27 de maio. Com isso, é quase certa a participação da jogadora do Rio de Janeiro neste primeiro compromisso. Na Suíça, a mineira tentará mandar seu recado da melhor forma possível para tentar se firmar no grupo de confiança do técnico Zé Roberto.

- Elas são diferenciadas. Elas têm altura e também jogam muito, são muito boas. Eu estou aqui para fazer o meu melhor, aprender. O que tiver de ser, vai ser. Tenho que estar 100% o tempo inteiro, não posso descansar nem um pouquinho. Mas acho que faz parte. É superação a cada dia. É um estímulo querer fazer igual, fazer melhor. E saltar muito. Trabalhar firme na parte física. Tenho que buscar meios de suprir a baixa estatura - explicou.


Foto: CBV
Fonte: Globoesporte.com

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