Com mais nove medalhas, judô paralímpico do Brasil vence o Grand Prix de São Paulo


A seleção brasileira de judô paralímpico conquistou neste domingo (3) o título do Grand Prix de São Paulo de judô paralímpico, torneio que reuniu 77 atletas de 21 países no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, na capital paulista. Depois da estreia recheada com oito medalhas no sábado, os judocas da casa mantiveram o excelente desempenho e ganharam mais nove no segundo dia de competição, terminando o evento na primeira colocação geral: 17 medalhas, sendo seis de ouro, três de prata e oito de bronze. O Cazaquistão, segundo colocado, somou sete ao todo (dois ouros, uma prata e quatro bronzes). A Argélia foi a terceira, com quatro (dois ouros, uma prata e um bronze).

O Brasil já havia ganhado as duas etapas anteriores do circuito, na Turquia e no Cazaquistão. O foco agora será o Mundial de Baku, no Azerbaijão, de 7 a 9 de novembro.

Dos 11 judocas da casa que entraram em ação nos tatames neste domingo, apenas Marcelo Casanova (J2 até 90 kg) e Sergio Fernandes (J2 acima de 90 kg) não foram ao pódio. O primeiro perdeu seus dois confrontos, incluindo a disputa do bronze para o cazaque Zhanbota Amanzhol, líder do ranking na categoria. Já Sergio perdeu os três combates da sua chave com quatro atletas.

Em uma das disputas mais emocionantes do dia, na J2 (baixa visão) acima de 70 kg, as brasileiras Rebeca Silva e Meg Emmerich voltaram a se enfrentar logo na estreia. Derrotada nos principais combates diante da adversária no ciclo anterior, Rebeca mostrou por que é a atual melhor do mundo na categoria e deu o troco na conterrânea. Em seguida, ganhou da francesa Prescillia Leze, terceira do ranking, e confirmou o terceiro ouro na temporada. "Toda a experiência do ciclo passado serviu para alguma coisa. Este ano, vim com cabeça, corpo e técnica melhores. Foi muito importante essa vitória, temos o Mundial pela frente e quero sempre evoluir", vibrou a paulista de 21 anos. Meg acabou ficando com a prata pois também ganhou da francesa.

Quem também fez a trinca dourada na série dos Grand Prix foram o paraibana Wilians Araújo e o potiguar Arthur Silva, ambos líderes do ranking em suas respectivas categorias. O primeiro venceu nos pesados (acima de 90 kg) da J1 (cego total). O segundo, na categoria até 90 kg da J1. "Muito treinamento e muita dedicação que não vêm de hoje. São mais de dez anos de carreira. E, agora, estamos colhendo os frutos que sempre almejamos", disse Arthur, que ganhou do cazaque Bauyrzhan Astanbekov, do sueco Oscar Widegren e do tailandês Kittikai Chaisin. Já Wilians passou pelo argelino Abderrahmane Chetouane, pelo cazaque Yerlan Utepov e pelo francês Jason Grandry (vice-líder do ranking). "Fico muito feliz porque isto é fruto do trabalho de muita gente. Quando entro no tatame, por trás desse quimono tem o nome de muitas pessoas. E, agora, essa medalha não é só para mim. Descobri na semana passada que vou ser papai!", contou Wilians, que terá seu primeiro filho com a mulher, Claudinete. Na sua chave, o veterano Antônio Tenório conquistou o bronze após derrotar Utepov na luta decisiva.

O nosso quarto ouro do dia saiu de um duelo eletrizante entre a brasileira Erika Zoaga e a venezuelana Danitza Sanabria, as duas únicas atletas inscritas na J1 acima de 70 kg. Na série melhor de três duelos, Erika começou vencendo, depois perdeu a segunda luta. O ippon na terceira levantou a torcida na arquibancada do CT: "Era tudo ou nada! Tive de entrar focada e, com o apoio dos técnicos, consegui vencer", falou a atleta, que já havia ganhado a prata no Cazaquistão.

O Brasil ainda foi prata com Brenda Freitas e bronze com Karoline Duarte na categoria J1 até 70 kg, além de bronze com Michele Ferreira (J2 até 70 kg).
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