Arthur Zanetti vai dificultar sua série nas argolas e fala em parar após Tóquio/2020

Atual vice-campeão mundial e olímpico, o ginasta Arthur Zanetti decidiu iniciar o ano antes do habitual. Após participar de um camping no Rio até o final do mês, juntamente com o restante da seleção brasileira, ele vai competir nos Estados Unidos e na Austrália, em torneios que não fizeram parte de sua rotina nos anos anteriores. Duas razões justificaram a mudança: ele pretende modificar sua série nas argolas e terá pela frente a disputa pela vaga nos Jogos de Tóquio no Mundial de Stuttgart, na Alemanha, em outubro.

“Este é o ano mais importante do ciclo olímpico para a ginástica”, afirma o campeão olímpico das argolas nos Jogos de Londres, em 2012. “Vamos buscar a vaga para os Jogos de Tóquio no Mundial de Stuttgart”, afirmou ao Estado.

No dia 5 de fevereiro, ele viaja para Houston, nos Estados Unidos. De lá, o ginasta vai para a Austrália no dia 15 para a etapa de Melbourne da Copa do Mundo. Em seguida, embarca com a seleção para a Alemanha para a disputa da DTB Cup.

Os dois primeiros torneios, que não fizeram parte da programação do atleta nos últimos anos, representam uma forma simbólica de dizer aos concorrentes que o ano já começou. “Melbourne é uma Copa do Mundo nova, que eu nunca fiz. Optei por competir lá para mostrar que já estamos iniciando o ano e estaremos fortes. Será um ano bem importante”.

Zanetti está treinando novos elementos para aumentar a nota de dificuldade de sua série. Mas faz certo mistério. “Estou treinando, mas não vou mostrar nas primeiras apresentações. Provavelmente no Pan”, diz o ginasta de 28 anos.

No Mundial de Doha, no Catar, a rivalidade contra o veterano Eleftherios Petrounias, de 28 anos, atual campeão olímpico, voltou a pegar fogo. Petrounias venceu o mundial com apenas 0.266 centésimos a mais que o brasileiro, que ficou com 15,100 pontos e conquistou a medalha de prata. Arthur Zanetti já havia conquistado um ouro, em 2013, e outras duas pratas, em 2011 e 2014.

Os Jogos Pan-Americanos de Lima, no mês de julho, serão uma espécie de preparação para o Mundial na Alemanha, o principal torneio da temporada, pois vale vaga para os Jogos de Tóquio. Nove lugares estarão em disputa – China, Japão e Rússia estão classificados. No Rio-2016, o Brasil conseguiu levar uma equipe completa com a ginástica masculina à final olímpica pela primeira vez na sua história.

O Pan será uma espécie de termômetro. Arthur Zanetti afirma que o time tem de estar bem alinhado, em provavelmente 90% da performance. “Como terminamos em sexto no Mundial de 2018, temos ao menos que manter essa colocação”, afirma o treinador Marcos Goto. “Conquistada a vaga olímpica, iremos buscar o maior número possível de finais e medalhas. Com isso, teremos uma ideia dos atletas que vão brigar por medalhas em 2020”, avalia.

Arthur, que estará com 30 anos em Tóquio 2020, em entrevista ao Correio ZH, revelou que a Olimpíada de 2020 será sua última grande competição na carreira: "Depois de Tóquio, vou me aposentar. Não me enxergo fazendo outro ciclo. Estou me programando para a aposentadoria, já estou abrindo meus negócios para encerrar minha carreira de ginasta em 2020. Vou seguir minha vida fora da ginástica, mas ao mesmo tempo dentro da ginástica. Fora como atleta, mas ainda no meio do esporte". 

Foto: CBG/Divulgação


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