O dia de jogos foi aberto com um sensacional empate envolvendo Argentina e África do Sul no Grupo G. Ambas as equipes fizeram um segundo tempo atrativo e de grandes emoções, com as sul-americanas mostrando força para recuperar um ponto após saírem em desvantagem por dois gols de diferença. Em Sydney, a favorita Inglaterra alcançou os seis pontos na tabela após superar a Dinamarca pelo placar mínimo e com um rendimento pouco vistoso. Pelo mesmo Grupo D, a China venceu o Haiti também por 1x0 e está viva na briga pela vaga à próxima fase.
Grupo D (2ª Rodada) – China 1x0 Haiti
A China conseguiu os seus primeiros pontos na Copa do Mundo a superar o Haiti por 1x0 na noite desta sexta-feira em Adelaide. O gol da partida foi marcado por Wang Shuang em cobrança de pênalti aos 29 minutos da etapa final. O detalhe é: desde os 29 do primeiro tempo a equipe asiática estava com dez em campo por conta de uma expulsão.
O detalhe é que ambas as seleções não tiveram suas craques em campo desde o minuto inicial. A China iniciou o jogo sem Wang Shuang, principal referência técnica do time nacional e que vem sofrendo com problemas físicos nos últimos tempos. Já o Haiti teve o importante desfalque de Melchie Dumornay, grande nome da seleção no confronto diante da Inglaterra.
E a China começou melhor o jogo, tendo domínio territorial e também maior posse de bola. O problema era criar algo de diferente no campo ofensivo. Lou Jiahui foi bastante ativa, e contou especialmente com a parceria de Zhang Linyan e Li Mengwen para lances onde as campeãs asiáticas apareciam na frente.
As coisas mudariam a partir dos 30 minutos, quando a China viu Zhang Rui ser expulsa após falta violenta cometida sobre Sherly Jeudy. Inicialmente, a arbitragem havia dado somente o cartão amarelo. Porém, o VAR interferiria na decisão e ela seria modificada após a arbitragem se deslocar até o monitor de vídeo para uma análise mais detalhada.
Até por conta dessa vantagem numérica, o Haiti passou a equilibrar a posse de bola e incomodou a linha defensiva adversária. Aos 42 minutos, na melhor jogada criada dentro do primeiro tempo, as comandadas de Nicolas Delépine chegaram até a balançar as redes. Entretanto, Nérilia Mondésir estava em clara posição de impedimento.
Como imaginado, Wang Shuang e Melchie Dumornay entraram em campo já para o início da etapa decisiva. E a haitiana teria uma chance de ouro para abrir o marcador aos 4 minutos, mas pararia em uma defesa espetacular de Zhu Yu. Ela que foi uma das novidades chinesas para a partida, substituindo a outrora titular Xu Huan.
Outro bom lance surgiu aos 15 minutos, quando Batcheba Louis invadiu a área pelo lado direito e bateu cruzado. A bola acabaria sendo desviada por Li Mengwen, que salvou na altura da linha do gol. A China havia chegado bem alguns momentos antes, quando Wang Shuang recebeu a bola na área e tentaria finalização antes de se ver cercada por duas haitianas.
O cenário mudaria aos 28 minutos. Após rápida troca de passes no campo ofensivo, Zhang Linyan foi derrubada dentro da área. A arbitragem havia assinalado impedimento, mas o VAR entrou em ação e assinalou o pênalti. Pouco tempo mais tarde, Wang Shuang converteria a cobrança e abriria o placar para as asiáticas.
A China ainda reclamaria de outro pênalti minutos mais tarde, mas a arbitragem deixaria o jogo andar. Aos 32’, Zhang Linyan quase ampliou a vantagem em toque de cabeça, mas a bola sairia próxima ao travessão. O Haiti pressionaria no final e teria uma penalidade assinalada, mas novamente a decisão seria alterada após utilização do VAR.
Para a rodada decisiva, a China enfrenta a Inglaterra na próxima terça-feira (01) a partir das 8h – ainda em Adelaide. No dia mesmo dia e no mesmo horário, o Haiti enfrenta a Dinamarca em Perth.
Grupo D (2ª
Rodada) – Inglaterra 1x0 Dinamarca
Mesmo sem convencer, a Inglaterra alcançou sua segunda vitória na Copa do Mundo. Em Sydney, o conjunto europeu bateu a Dinamarca pelo placar de 1x0 em confronto responsável por colocar frente a frente as duas seleções vitoriosas na primeira rodada do Grupo D. Dessa forma, as Lionesses encaminharam a classificação à segunda fase.
E o gol da vitória saiu rapidinho. Já aos cinco
minutos, Lauren James recebeu bom passe de Rachel Daly e abriu o marcador com
um belo chute de fora da área. O detalhe é que a dupla foi novidade na
escalação de Sarina Wiegman, que optou por manter em campo a base da equipe que
esteve em campo contra o Haiti na rodada inaugural.
A Dinamarca incomodou em duas chegadas ainda antes
dos 30 minutos. Em ambas, que teriam participação de Rikke Madsen e Pernille
Harder nos momentos decisivos, a goleira Mary Earps realizaria boas defesas. Em
um primeiro tempo sem tantas chances de gol, o maior ponto destacável foi a
saída da volante Keira Walsh por conta de lesão aos 38 minutos.
E tudo leva a crer que não foi uma lesão qualquer, o
que certamente servirá como preocupação para a Inglaterra visando a sequência
da Copa do Mundo. Isso afetou muito o rendimento ofensivo da seleção, que conta
com a atleta do Barcelona como a principal opção para iniciar a construção
ofensiva a partir de uma região mais central do campo.
Muito por conta dessa falta de chances claras, o
magrinho 1x0 foi se mantendo com o passar dos minutos, deixando o confronto em
aberto até os momentos finais. Até por conta do saldo de gols poder fazer a
diferença em um grupo onde nenhuma partida teve um vencedor marcando mais do
que um gol, não necessariamente vimos as nórdicas atacando muito.
Lars Søndergaard iniciou o confronto com o mesmo time
que bateu a China, o que significou a presença de Amalie Vangsgaard no banco de
reservas. Quando entrou, porém, foi dela a principal chance dinamarquesa para o
empate. Aos 42 minutos, ela completou cruzamento gerado pelo lado esquerdo e de
cabeça acertou o poste de Mary Earps.
Na última rodada, a Dinamarca enfrenta o Haiti em Perth a partir das 8h. No mesmo horário, a Inglaterra joga diante da China em Adelaide. Ambas as partidas ocorrem na próxima terça-feira, dia 01 de Agosto. Lembrando que as duas equipes classificadas enfrentam adversários do enrolado Grupo B, que tem Nigéria, Canadá e Austrália disputando vaga.
Grupo G (2ª
Rodada) – Argentina 2x2 África do Sul

Foto: Molly Darlington (Reuters)
Dunedin presenciou um dos jogos mais divertidos do mundial até o momento. Emocionante e com reviravoltas dentro dos 90 minutos, fato é que o empate entre Argentina e África do Sul acabaria não sendo bom para nenhuma das seleções. Ambas conquistaram seu primeiro ponto no mundial, mas veem o sonho da classificação um pouco mais distante.
Isso por conta dos duelos finais, já que as equipes
enfrentarão as favoritas Suécia e Itália respectivamente. E o placar, sem
dúvida, doeu mais para as africanas, que chegaram a abrir 2x0 e pareciam estar
com a vitória encaminhada (até mesmo ao criar boas chances para ampliar o
marcador) até o apagão sofrido a partir dos 74 minutos.
O primeiro tempo foi equilibrado, sem muitas chances
claras de gols e com seguidos erros de passe no momento da construção ofensiva.
Até por contar com atletas de maior explosão para lances em velocidade, quem
ainda se daria melhor na etapa foi a África do Sul. Aproveitando-se de um erro
defensivo rival, Linda Motlhalo abriria o placar aos 30 minutos.
A meio campista acompanhou a companheira Thembi
Kgatlana, acionada às costas da linha de defesa argentina e arrancou livre para
dentro da área. Sem maiores dificuldades, Motlhalo apenas empurrou para as
redes após receber passe de Kgatlana. A bandeirinha inicialmente anularia o
lance por impedimento, mas o VAR corrigiria a decisão e confirmaria o gol.
E as coisas pareciam destinadas para a África do Sul,
que gosta de atuar em contra-ataques e se via diante de uma defesa desajustada
e lenta para acompanhar movimentações mais velozes. Dessa forma, sempre que
Kgatlana, Jermaine Seoposenwe (outro destaque da partida) e Motlhalo eram
acionadas, a seleção conseguia criar algo de perigo.
A única notícia ruim para as comandadas de Desiree
Ellis até aquele momento foi a lesão da capitã Refiloe Jane, que sentiu um
problema em dividida com Florencia Bonsegundo e precisou ser sacada da equipe
ainda na etapa inicial. Por falar em trocas, a Argentina voltou com duas do
intervalo – e que teria uma delas participando ativamente da reviravolta no
placar.
Antes disso, aos 21 da etapa final, as campeãs
africanas abririam 2x0 em finalização de Thembi Kgatlana. A atacante já havia
perdido um gol feito poucos minutos antes, mas mostraria eficiência ao
finalizar cruzamento rasteiro de Jermaine Seoposenwe já dentro da grande área
rival. Pelo placar e pelo que se via em campo, parecia algo definido.
Entretanto, a Argentina lutaria até o fim. Aos 29’,
viria a recompensa. Sophia Braun pegou rebote da entrada da área e marcou um
golaço. Seu lindo chute de pé direito encontraria o ângulo de Kaylin Swart, que
saltou e nada pôde fazer. A entrada de Erica Lonigro também daria um novo gás
ao ataque, carente por conta da atuação regular de Mariana Larroquette.
Cinco minutos mais tarde, viria o gol de empate.
Yamila Rodríguez, mais uma que deixou o banco de reservas para melhorar muito o
ataque sul-americano, efetuou cruzamento à área e encontrou Romina Núñez. A
meio campista cabeceou livre e com precisão, no cantinho direito baixo da meta
sul-africana. Era o empate, obtido em momento de apagão das adversárias.
As duas equipes teriam movimentações interessantes
nos minutos finais do confronto, mas o desgaste falaria mais alto. Dessa forma,
o 2x2 se manteve, bem como as chances de ambas as equipes se classificarem ao
mata-mata. Na rodada final, a acontecer na próxima quarta-feira às 4h, a Argentina
enfrenta a Suécia em Hamilton; já a África do Sul joga diante da Itália em
Wellington.


0 Comentários