CBDA mantém seletiva única até Olimpíada de Paris e projeta montagem de equipe fixa



 

A CBDA deve manter o esquema de seletiva única, que causou polêmica em abril deste ano por conta da chance única para se classificar para a olimpíada, para os Jogos de Paris 2024 . Em entrevista ao site ge.globo.com, o head coach (técnico geral) da CBDA Felipe Domingues explicou sua intenção de dar uniformidade aos processos de formação das seleções e implementar algumas novidades:


"A gente pretende manter essa seletiva única para os principais torneios desse ciclo. Mas queremos fazê-la em lugares fechados [o Maria Lenk é ao ar livre], para não termos os problema de clima relatados em abril" disse Felipe


A próxima seletiva única será em abril de 2022, provavelmente entre os dias 4 e 9, para o Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos de Fukuoka, no Japão, que ocorrerá no mês seguinte. De acordo com Domingues, dois locais indoor são considerados para abrigá-la: a piscina da Unifa (Universidade da Força Aérea), no Rio, e a do Centro Paralímpico Brasileiro, em São Paulo. Não está descartado, porém, realizar a classificatória para Fukuoka no Maria Lenk se as outras opções não se viabilizarem.


"Vamos trabalhar nessas três opções. Isso de seletiva única não vai mudar nesse ciclo. Entendemos que o gargalo está em os atletas mostrarem seu máximo na hora certa. Queremos aumentar a presença em finais nas Olimpíadas de Paris. Para a gente ganhar mais medalhas, tem que chegar a mais finais" explicou


O mundial de esportes aquáticos de Fukuoka em 2023 e os Jogos Pan-americanos de Santiago também terão seletiva única, mantendo o padrão que foi iniciado em abril de 2021 com a seletiva dos jogos olímpicos de Tóquio. Antes, os nadadores tinham duas chances para conseguir o índice para as grandes competições.


Outro projeto de Domingues é montar uma estrutura para que nadadores e nadadoras que façam parte das convocações nacionais com frequência, em um modelo baseado no que ocorre na natação dos Estados Unidos, em uma espécie de seleção permanente:


"Queremos dar plano de saúde, valor mensal, possibilidade de usar estrutura de centros de treinamento. E ter todo custo pago em eventos no exterior, como nos Grand Prixs nos EUA. Nossa intenção é qualificar cada vez mais nossa natação. Precisamos ter base enorme, mas no alto rendimento mais qualidade"  observou.


O que trava a concretização do projeto de Felipe é o financeiro. Sem receber verbas da lei Agnelo/Piva desde 2017 por conta de prestações de contas atrasadas , a CBDA não tem verbas no momento. Segundo Felipe, as opções são captação de patrocinadores ou regularização da situação junto ao COB. Uma terceira via é tentar aprovar com o COB um orçamento direto, sem repasse à CBDA, aos atletas da seleção.


Mas mesmo com os entraves financeiros, Felipe quer montar um calendário de treinamento e competições até 2024, para se manter em contato com nadadores e seus treinadores no período. 


"Vou montar um calendário com todas as ações até Paris 2024. Como disse, nosso objetivo é buscar mais finais. Muitos atletas jovens foram recentemente para os Estados Unidos, como Murilo Sartori, Gustavo Saldo, Bernardo Bondra, que têm um grande potencial. Quero montar um estafe com biomecânico, fisiologista, fisioterapeuta e psicólogo para acompanhá-los, quero falar com todos e acompanhar o desenvolvimento deles. Não podemos nos dar ao luxo de perder talentos "


foto: Jone Roriz/ COB

Com informações do ge.globo.com

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