Medalhistas em Tóquio, brasileiros se classificam para as finais do Mundial de Canoagem na Dinamarca

Cinco membros da delegação brasileira posam para foto

Sete atletas brasileiros participaram do primeiro dia de competições do Mundial de Canoagem Velocidade que acontece no Lago Bagsværd, ao norte de Copenhague, capital da Dinamarca. Nas competições organizadas pela Federação Internacional de Canoagem (ICF), eventos de paracanoagem são disputados simultaneamente. 

Nesta quinta (16), o destaque ficou para Fernando Rufino e Luis Cardoso que venceram suas baterias e se garantiram na final. Outros quatro brasileiros participaram de eliminatórias e seguem em busca da medalha, enquanto Carlos Moreira já disputou sua final, terminando em quarto no VL1 200m.

Ainda com o gostinho do ouro de Tóquio no peito, Fernando Rufino liderou tranquilamente sua bateria do VL2 200m, indo direto para a final. Já o campeão mundial de 2019, Luis Cardoso da Silva brigou bastante pela segunda colocação na mesma bateria, mas cruzou a linha de chegada pouco depois do ucraniano Andrii Kryvchun. Mesmo assim, o terceiro lugar o garantiu na final.

Pela madrugada brasileira, Luis Cardoso ainda se garantiu na final do KL1  ao vencer sua bateria. Fernando Rufino também se classificou para uma segunda final, no KL2 200m.

Adriana Azevedo passou em terceiro na primeira bateria do KL1 feminino, corrida vencida pela bicampeã mundial (2018 e 2019), Maryna Mazhula, da Ucrânia. O resultado foi suficiente para classificar diretamente para a final. Quem também garantiu vaga direto para a final foi Mari Santilli, terceira na primeira bateria do KL3 200m feminino.


Caio e Giovane disputam duas semis

Caio Carvalho e Giovane Vieira de Paula tiveram um dia mais agitado, se classificando para duas semifinais e disputando três baterias no dia. Na manhã europeia, Giovane de Paula ficou em terceiro na sua bateria do KL3 200m, enquanto Caio Carvalho, bronze no Rio2016 nesta prova, foi apenas o quarto na primeira bateria. Disputando a primeira semifinal, Caio venceu com tranquilidade, indo para a final A, enquanto Giovane completou em quarto, se contentando com a final B.


Horas depois, eles voltaram às aguas dinamarquesas para a disputa do VL3 masculino 200m. Caio Carvalho, vice-campeão nos dois últimos mundiais, terminou em quinto lugar em sua bateria, tendo que disputar a semifinal que acontecerá amanhã. Na terceira bateria, Giovane de Paula começou na frente mas foi ultrapassado pelo ucraniano Vladyslav Yepifanov. Em segundo lugar, o medalhista de prata em Tóquio 2020, precisou disputar uma nova semifinal.

Primeiras medalhas são decididas

Três finais distribuíram as nove primeiras medalhas do Mundial de Canoagem de 2021. 

O brasileiro Carlos Moreira entrou direto na disputa da final do VL1 200m, terminando em quarto lugar. Representando a Federação de Canoagem da Rússia (RCF), Artur Chuprov foi ouro indiscutível ao completar com folga os 200m, em 1:04.80. O chileno Robinson Mendez garantiu a primeira medalha não-europeia do dia, ao terminar em segundo com 1:15.69, pouco a frente do italiano Alessio Bedin, bronze com 1:16.40. Moreira completou o percurso em 1:19.07

Na disputa do Va'a, Lillemor Köper sagrou-se como a primeira campeã ao vencer o VL1 feminino 200m, em 1:24.32, com direito a dobradinha alemã, já que Esther Bode ficou em segundo. A francesa Celine Brulais completou o pódio.

Outra dobradinha aconteceu no VL3 feminino 200m, desta vez da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, o famoso Team GB. Charlotte Henshaw venceu com o tempo de 59.33. Hope Gordon foi prata com 1:00.69, a frente da ucraniana Nataliia Lahutenko, que venceu uma forte batalha contra a russa Larisa Volik, chegando apenas seis centésimos de segundo a frente da rival.

Surte+: Você tem tempo para responder essa pesquisa rápida e deixar o Surto ainda melhor? Dura apenas dois minutos!

Foto: Divulgação / Federação Brasileira de Canoagem (Twitter)

APOIE O SURTO OLÍMPICO EM PARIS 2024

Sabia que você pode ajudar a enviar duas correspondentes do Surto Olímpico para cobrir os Jogos Olímpicos de Paris 2024?

Faça um pix para surtoolimpico@gmail.com e nos ajude a levar as jornalistas Natália Oliveira e Laura Leme para cobrir os jogos in loco.

Composto por cinco editores e sete colaboradores, o Surto Olímpico trabalha desde 2011 para ser uma referência ao público dos esportes olímpicos, não apenas no Brasil, mas em todo o mundo.

Apoie nosso trabalho! Contribua para a cobertura jornalística esportiva independente!

Mateus Nagime

Mestre em cinema pela UFSCar com tese sobre cinema queer brasileiro e mestrando em Estudos Olímpicos pela Academia Olímpica Internacional (IOA) Universidade de Peloponeso (Grécia), com pesquisa em andamento sobre relações entre esportes e audiovisual.

Postar um comentário

To Top