Tatiana Weston-Webb fica em segundo lugar em competição de surfe na California - Surto Olimpico

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Tatiana Weston-Webb fica em segundo lugar em competição de surfe na California

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A gaúcha Tatiana Weston-Webb foi uma das dezesseis convidadas para participar da edição 2020 do Super Girl Surf Pro, realizado no fim de semana nos Estados Unidos. Devido a pandemia do Covid-19, esse ano é um evento especial, com as competidoras divididas em duas equipes e por duplas. No sábado, a brasileira classificada para as Olimpíadas de Tokyo, foi até a final das atletas da elite do World Surf League Championship Tour e só perdeu para a vice-campeã mundial Caroline Marks. As duas integram o time dos EUA, que fechou o primeiro dia com vantagem de nove pontos, contra cinco da Califórnia. A batalha pelo título por equipes prossegue nesse domingo nas ondas do famoso píer de Oceanside, no Sul da Califórnia.

O Super Girl Surf Pro é a primeira competição 100% feminina deste ano nos Estados Unidos e coloca as surfistas em ação, disputando baterias novamente. Tatiana já venceu esse evento em 2015 válido pelo WSL Qualifying Series e começou o sábado fazendo um confronto de campeãs em Oceanside, com a californiana Courtney Conlogue. Ambas iniciaram surfando de backside e a brasileira largou na frente com nota 6,17, pelas batidas verticais numa boa direita, contra 4,33 da californiana em uma esquerda. 

A brasileira logo escolhe outra direita boa, armando a parede para mandar quatro manobras que valem 7,17. Com essa nota, praticamente liquidou a campeã do Super Girl Pro de 2017 nos dez primeiros minutos da bateria. A gaúcha ainda mostra a força do seu frontside em uma esquerda que rende nota 6,37. Courtney surfa sua melhor onda há 10 minutos do fim, fazendo uma série de snaps de backside e um batidão na junção. Ela recebe nota 6,80 dos juízes e fica precisando de 6,75 para vencer. No entanto, não entraram mais ondas boas para mudar o placar, encerrado em 13,54 a 11,93 pontos para a brasileira.

“Estou muito animada e feliz por voltar a vestir a lycra de competição. Foi bem difícil enfrentar a Courtney (Conlogue), pois ela arrasa, surfa muito forte, então tentei não cometer erros”, disse Tatiana Weston-Webb, após essa vitória. “Eu simplesmente adoro competir e graças a Deus podemos estar aqui, fazendo o que mais gostamos. Fico muito grata pelo esforço de todos os envolvidos neste evento e espero surfar bem nas próximas baterias também”.

E Tatiana surfou bem também contra a californiana Lakey Peterson nas semifinais, liderando o confronto desde a sua primeira onda. Quando restavam 10 minutos para o término, entrou uma boa série de esquerdas que definiu a bateria. A brasileira pegou a primeira e atacou forte com seus snaps de frontside abrindo grandes leques de água, fechando com um estiloso roundhouse. Lakey vem na de trás e já manda um batidão de backside, seguido por mais três manobras. A nota de Tatiana saiu 7,50 e da americana 7,10, com a brasileira passando para a grande final por 13,23 a 12,43 pontos. 

DECISÃO DO TÍTULO
A decisão do título das atletas do CT fechou o sábado de boas direitas e esquerdas de 3-4 pés em Oceanside. Tatiana largou na frente com 7,17 e logo pega uma esquerda para ganhar nota 5,00 com seu frontside. A vice-campeã mundial Caroline Marks demora para entrar no jogo, mas massacra uma esquerda com várias batidas e rasgadas de frontside que arrancam 8,17 dos juízes. 

Na sequência, pega outra que rende duas manobras e uma nota 4,50 para passar à frente, abrindo 5,51 pontos de vantagem sobre a brasileira nos 10 minutos finais. Enquanto Tatiana fica com a prioridade de escolha da próxima onda, a americana mostra seu backside numa direita que vale nota 6,00. A brasileira passa a precisar de 7,01 para vencer, mas não entra mais nada de onda boa para ela e Caroline Marks vence por 14,17 a 12,17 pontos.

“Depois de tantas vezes chegar perto da vitória aqui, é uma sensação muito boa chegar ao topo agora”, disse Caroline Marks. “Eu fiquei bem frustrada quando a Tatiana (Weston-Webb) começou muito bem a bateria. Mas, eu sabia que isso poderia mudar a qualquer momento. As séries estavam demorando para entrar, mas aquelas esquerdas finalmente vieram para mim, então eu simplesmente tirei toda minha raiva nas ondas e estou feliz pela vitória”.

Foto: WSL/Stein Metz

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