Esperança de medalha para Israel, atleta da vela se envolve em polêmica após caso com o treinador


Uma das principais esperanças de medalha para Israel nos próximos Jogos Olímpicos Tóquio 2020, Katy Spychakov, de 20 anos, protagonizou um escândalo após o descobrimento de seu envolvimento com o seu treinador Pierre Loquets, de 37 anos. O relacionamento já durava cerca de oito meses e foi a causa da demissão do técnico.

Os concorrentes pela vaga olímpica para defender o país na modalidade acusaram Spychakov de ter sido privilegiada na corrida por receber treinamentos extras. Para ficar de fora de Tóquio, é necessário que outra israelense consiga a medalha de ouro no RS: X World Championships no ano que vem em Sorrento na Austrália combinado a um desempenho negativo de Katy, que foi medalhista de prata no RS: X World Championships do mês passado no lago Garda, na Itália,

Além disso, a velejadora terminou o evento de teste para Tóquio 2020 em Enoshima Yacht Harbor no mês de agosto na terceira posição. Para compensar a situação, os rivais estão pedindo a anulação de todo o progresso anterior, em virtude dos privilégios, e o reinício do processo de seleção olímpica israelense na modalidade.

A Israel Sailing Association (ISA) rejeitou pedidos de suspensão de Spychakov, mas demitiu Loquet. "Em uma conversa com o treinador e o surfista, ambos confirmaram o relacionamento", afirmou a ISA em um comunicado. "Portanto, e de acordo com o código ético e as regras da Sailing Association, foi decidido encerrar o emprego do treinador após três anos." A ISA também criou um comitê especial para investigar se a velejadora recebeu uma vantagem injusta na corrida pela vaga olímpica.

Spychakov natural de Eilat e filha de pais ucranianos, confirmou o relacionamento em entrevista ao jornal israelense Yedioth Ahronoth. "Em fevereiro passado, um relacionamento romântico se desenvolveu entre mim e Pierre, e nós dois estamos felizes com isso. Estamos totalmente apaixonados".

Em sua defesa, a velejadora afirmou que competiu em condições justas apesar do envolvimento. "Nos últimos meses, nenhum atleta foi prejudicado ou discriminado devido ao nosso relacionamento. O treinador não pode mudar o vento e estamos sozinhos no mar. Não tínhamos conhecimento do código ético e isso agora está tendo consequências" completou Spychakov.

Foto: Robert Hajduk/ShutterSail

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