Judô brasileiro chega ao Peru para a disputa dos Jogos Pan-Americanos, em Lima


A delegação brasileira de judô se apresentou na manhã da segunda-feira, 05, para concentração em São Paulo antes do embarque para a disputa dos Jogos Pan-Americanos de Lima 2019. Os 13 judocas convocados e todos os membros da comissão técnica desembarcaram na capital peruana na manhã desta terça-feira, 06, e seguiram para a Vila Pan-Americana. 

Diferentemente de outras edições de Pan, que abriram a programação com o judô logo na primeira semana, dessa vez, a agenda da modalidade ficou para o final do evento. Assim, a programação oficial começará com o sorteio das chaves, na quarta-feira, 07, e os combates vão de quinta a domingo no ginásio da Villa Deportiva Nacional (Videna).

No tatame, o Time Brasil será representado por 13 judocas, com um desfalque de última hora no meio-pesado masculino após lesão de Leonardo Gonçalves (100kg). Estarão em ação em Lima, portanto, Larissa Farias (48kg), Larissa Pimenta (52kg), a campeã olímpica Rafaela Silva (57kg), Aléxia Castilhos (63kg), Ellen Santana (70kg), a bicampeã mundial Mayra Aguiar (78kg) e Beatriz Souza (+78kg) ao lado de Renan Torres (60kg), Daniel Cargnin (66kg), Jeferson Santos Júnior (73kg), Eduardo Yudy Santos (81kg), Rafael Macedo (90kg) e o campeão de Toronto 2015, David Moura (+100kg). 

Em abril deste ano, grande parte dos convocados para Lima 2019 participaram do Campeonato Pan-Americano de Judô, também em Lima, que serviu como evento-teste para os Jogos. Na prévia, a seleção conquistou 15 medalhas individuais (4 ouros, 8 pratas e 3 bronzes), além do título por equipes, prova que não vai acontecer nos Jogos. 

Entre os convocados, três judocas sentiram o gostinho de levar o ouro no continental: Daniel Cargnin, Larissa Pimenta e Mayra Aguiar. 

O meio-leve Daniel Cargnin, estreante em Jogos assim como outros nove que estarão em Lima nesta semana, entende a responsabilidade de chegar como atual campeão das Américas, mas encara com naturalidade o desafio de tentar repetir o feito no evento poliesportivo. 

"Representar o Brasil no judô sempre é um grande desafio. Mas, encaro essa situação como um incentivo para os Jogos. Venci o Pan-Americano lá, onde estavam testando as estruturas para este período e estou bem confiante para a competição. Também estou tentando levar num clima mais leve, para absorver bastante antes das Olimpíadas", projeta Cargnin, que lutará na sexta, 09. "Fizemos treinos na Alemanha e na França, estamos bastante concentrados, fazendo muitos treinos específicos e acredito que chegaremos bem forte para a competição."

Histórico do Judô brasileiro em Jogos Pan-Americanos
O Judô brasileiro participou de 13 edições de Jogos Pan-Americanos e se consolidou como uma das potências do continente, somando 125 medalhas na história da competição. Foram 36 ouros, 35 pratas e 54 bronzes conquistados por judocas brasileiros de São Paulo 1963 a Toronto 2015. 

O primeiro campeão foi Lhofei Shiozawa, em 1963, e o maior campeão é Tiago Camilo, único tricampeão (2007, 2011 e 2015) de Jogos Pan-Americanos do judô brasileiro. Entre as mulheres, o melhor desempenho na história ainda pertence à Edinanci Silva, que tem dois ouros (2003 e 2007) e um bronze (1999). 

No quadro geral de medalhas do Judô, o Brasil ficou em primeiro lugar nas últimas duas edições - Toronto e Guadalajara, além de liderar também os quadros de San Juan 1979 e Indianápolis 1987. O melhor desempenho da história foi em Guadalajara, quando o país conquistou seis ouros, três pratas e quatro bronzes.

Foto: Diuvlgação

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