Surto Entrevista: Andressinha


Por Bruno Guedes, Flávia Vasconcellos, Marcos Antônio, Mateus Nagime e Regys Silva

Umas das jogadoras da nova geração do Brasil, Andressinha acabou tendo poucas oportunidades no time de titular de vadão, que optou na copa do mundo jogar com apenas duas meiocampistas de ofício. Mas ela teve contra Itália uma chance de titular no lugar da suspensa Formiga e teve uma boa atuação, com direito a falta cobrada na trave. ela também entrou no jogo contra a França, que eliminou o Brasil na Copa.

Nessa entrevista, a jogadora fala que a seleção precisa ser mais precisa na hora de concluir a gol e que espera que a copa seja um divisor de água no futebol feminino, com mais amistosos da seleção no Brasil. Confira:


- O Brasil foi para a Copa com desconfiança por conta das 9 derrotas seguidas em amistosos e conseguiu fazer uma participação boa, com uma partida disputada de igual para igual contra a França. Quais as lições que podem ser tiradas do desempenho do Brasil?

Nós nos esforçamos ao máximo para fazermos uma boa copa do mundo, independente de qualquer resultado negativo durante a nossa preparação. Nós sabíamos da repercussão e da importância que a copa teria para todas nós. A principal lição que fica para a nossa equipe é que precisamos ser mais eficientes durante as partidas e marcarmos mais gols. 


- E como você avalia sua participação no mundial? 

Eu avalio que contribui bem para equipe quando precisaram de mim (Andressinha foi titular no jogo contra Itália e entrou no jogo contra a França). Lógico que todas querem jogar o tempo todo e comigo não é diferente, mas nosso grupo é bem qualificado e entendo que a disputa por posição é acirrada. 


- Muita gente queria ver você jogando mais avançada no meio campo, junto com Thaísa e Formiga, mas essa formação não foi usada por Vadão. Essa formação foi treinada alguma vez no pré-copa ou você sempre ficou como opção a uma das duas?

Sim, nós já havíamos treinado assim antes. Inclusive, em 2015, joguei junto com elas no Mundial no Canadá. Foi questão de opção mesmo.


- Qual a diferença de ter sido treinada por uma mulher (a Emily) e por um homem (o Vadão), na Seleção?

A única diferença mesmo é em relação ao modelo de trabalho. Acredito que cada pessoa tem seu modo de trabalhar baseado nas suas experiências passadas, estudos e etc... e isso varia muito de treinador para treinador.


- A audiência do Mundial bateu recordes na TV brasileira e mundial. Esse pode ser um fator decisivo no maior desenvolvimento do futebol feminino no país? O que mais pode ser feito para que esse sentimento que o futebol feminino causou no brasileiro não desapareça?

Pode ser que essa Copa seja o início de um novo começo para a modalidade no país. E acho que poderíamos fazer mais jogos amistosos da seleção aqui dentro do Brasil, para nos aproximarmos do público que nos assistiu pela TV. 


- A gente tem visto algumas seleções brigando por igualdade de gênero, como os Estados unidos. Existe algum movimento da parte das jogadoras enquanto grupo sobre essas questões?

Nós procuramos fazer um bom trabalho dentro de campo para que melhorias possam acontecer.


- Na internet chegou-se a pedir que o escudo da seleção feminina não tenha as estrelas dos títulos mundiais masculinos. O que você acha dessa ideia?

Eu acho ótimo. Para mim, a masculina e a feminina são seleções distintas e cada um tem que estampar as suas próprias conquistas no escudo.

- A seleção feminina está classificada para Tóquio. Acredita que essa Copa mostrou um padrão de jogo a ser evoluído para a olimpíada?

Sabemos que nós temos muito que evoluir ainda, mas demonstramos nessa Copa do Mundo que somos competitivas e que temos uma capacidade de reação que é muito importante para competições de tiro curto, como os Jogos Olímpicos.

- A Olimpíada deverá será a última competição de Formiga, Marta e Cristiane, que vão passar o 'bastão' para sua geração. Como você crê que será essa transição?

O mais importante é que nosso grupo hoje é qualificado. Hoje em dia, o protagonismo tem que ser de toda a seleção e não de apenas uma, duas ou três atletas. Eu acredito que a nova geração trará bons frutos para o Brasil no futuro.


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fotos: Assessoria/CBF

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