Brasil inicia participação no Sul-Americano de Ginástica Rítmica na Colômbia


Na condição de principal força do continente, o Brasil começa nesta sexta-feira (31) sua participação no Campeonato Sul-Americano de Ginástica Rítmica, que será realizado em Bogotá, na Colômbia. Participarão da competição tanto a Seleção Brasileira Individual como de Conjunto.

Embora entre com um favoritismo natural na competição, a Seleção Brasileira encara o Sul-Americano como uma importante etapa para um dos grandes objetivos da temporada, que é a participação nos Jogos Pan-Americanos de Lima, a partir de 26 de julho.

O Brasil será representado na Colômbia com seu time principal. No Individual, estão Natália Gaudio e Bárbara Domingos, que já competiram em três etapas da Copa do Mundo em 2019. A Seleção de Conjunto chega com uma formação praticamente idêntica à da boa participação na Copa do Mundo de Guadalajara, quando o Brasil alcançou duas finais. Além de Deborah Medrado, Nicole Duarte, Camila Rossi e Morgana Gmach, passaram a fazer parte da equipe Beatriz Pomini e Vitória Guerra.

Para a treinadora e Coordenadora das Seleções de Ginástica Rítmica da CBG (Confederação Brasileira de Ginástica), Camila Ferezin, o Brasil chega ao Sul-Americano tendo como maior objetivo acertar detalhes nas séries, pensando tanto no desempenho no Pan de Lima quanto no Mundial de Baku, que valerá vaga para a Olimpíada de Tóquio-2020.

“É claro que entramos como favoritos, mas nosso foco principal no Sul-Americano é testar os novos exercícios acrescentados nas coreografias. Aumentamos bastante nossas dificuldades das séries e naturalmente poderão acontecer falhas, porque tivemos pouco tempo para tantas mudanças. Tudo isso faz parte do processo para chegarmos no auge nos Jogos Pan-Americanos e no Mundial”, afirmou Camila. Ela também elogiou a entrada de Beatriz Pomini e Vitória Guerra na equipe.

“São ginastas fortes e experientes, que vieram para somar no grupo. Foi uma surpresa e uma alegria muito grande o retorno da Beatriz. Ela é uma excelente ginasta, amadureceu e chegou com muita vontade. A experiência dela pode fazer muita diferença neste ano tão importante. A Vitória já era nossa ginasta titular, porém passou por uma cirurgia no joelho que a afastou das quadras durante três meses. Agora, ela está retornando ao ritmo”, explicou a treinadora brasileira.

Para Monika Queiroz, técnica responsável pelas ginastas do Individual, tanto Natália Gaudio quanto Bárbara Domingos terão este Sul-Americano como uma prévia do Pan de Lima. “Após a participação nas Copas do Mundo, fizemos modificações e lapidações necessárias nas séries, de acordo com o olhar da arbitragem continental. O desempenho corporal delas seguiu um desenvolvimento mais tranquilo e fortalecido após estas competições”, disse Monika, que vê com cuidado a questão do favoritismo das brasileiras na competição. 

“Acredito que favoritismo é uma situação ambígua. Devemos saber usá-lo a nosso favor, sempre respeitando e estudando os adversários”, afirmou.

Foto: CBG

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