Por falta de verbas, Brasil embarca para disputa da Special Olympics com metade da delegação prevista


A delegação brasileira que representará o Brasil nos Jogos Mundiais das Olimpíadas Especiais de Abu Dhabi 2019 - a special olympics - embarca nesta quinta (7) para os Emirados Árabes, onde participa do maior evento humanitário e do segundo maior evento esportivo do mundo, de 14 a 21 de março.

Os jogos Mundiais das Olimpíadas Especiais recebem nesta edição mais de 7,5 mil atletas de mais de 190 nações, sendo 25 brasileiros com deficiência intelectual, para celebrar a inclusão e o empoderamento de pessoas com deficiência intelectual através do esporte em sintonia com o movimento global da Special Olympics.

A delegação brasileira deveria ser maior - 100 pessoas, sendo 56 atletas -, mas devido a problemas para a captação de recursos para as passagens dos atletas, metade da delegação foi cortada. O principal motivo foi o fim dos recursos captados por meio da Lei de Incentivo ao Esporte, que foram travados no fim de dezembro de 2018, após rebaixamento do Esporte ao status de secretaria pelo novo governo federal. 

Em comunicado, a Special Olympics Brasil afirmou ainda tentou fazer reuniões com a comissão técnica da lei de incentivo ao esporte, mas elas foram canceladas. A busca por convênios e parcerias com outras empresas foram tentados, e até uma vaquinha online também foi feita para conseguir verbas, mas por conta do pouco tempo hábil não obteve sucesso e o corte de metade da delegação foi inevitável. 

A equipe brasileira que viaja para Abu Dhabi com patrocínio da Mubadala Investment Company, competirá nas modalidades de águas abertas, atletismo, bocha, futsal, ginástica rítmica, tênis, natação e vôlei de praia é composta por 51 pessoas, sendo  25 atletas, 11 atletas parceiros, 11 técnicos e 4 staffs (delegados e equipe médica).

Antes dos jogos, os atletas brasileiros participarão do maior programa de intercâmbio cultural da região. O Programa Cidade Anfitriã é o primeiro marco para as delegações e atletas na chegada aos Emirados Árabes para os jogos mundiais e tem o objetivo de envolver as comunidades locais com o movimento das Olimpíadas, criando um legado de mudanças positivas a longo prazo.

Projeto global sem fins lucrativos, a Special Olympics é um movimento mundial centrado no desporto, fundado em 1968 por Eunice Kennedy – irmã do 35° presidente dos Estados Unidos John F Kennedy. Trata-se de uma organização internacional criada para apoiar pessoas com deficiência intelectual a desenvolverem a sua autoconfiança, capacidades de relacionamento interpessoal e sentido de realização por meio do esporte e que já tem como embaixadores mundiais nomes como Cafu, Bob Deamon, Didier Drogba, Princesa Charlene de Mônaco, Yao Ming. Michael Phelps, Nadia Comaneci, entre outros.

Acreditada pela Special Olympics International, as Olimpíadas Especiais Brasil atuam nas seguintes modalidades esportivas: atletismo, águas abertas, basquete, bocha, futebol, natação, ginástica rítmica, tênis, tênis de mesa, vôlei de praia e judô, além dos Programas: APLs (Atleta Líder), Escolas Unificadas, Atletas Saudáveis,  Atletas Jovens, MATP (Atividade Motora Adaptada) e Famílias. Tendo o país quase seis milhões de pessoas com deficiência intelectual, as Olimpíadas Especiais Brasil possui cerca de 50 mil atletas cadastrados e mais de 7 mil atletas treinando e competindo durante todo o ano.

foto: Divulgação

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