Judoca Jéssica Pereira é flagrada em exame antidoping e pode ficar de fora dos Jogos Olímpicos de Tóquio

Quinta colocada no Campeonato Mundial de Baku, no Azerbaijão, no ano passado, e uma das principais revelações do judô feminino brasileiro, Jéssica Pereira está suspensa de competições por violação de código antidoping. Sua infração pode custar uma vaga nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020, já que a punição máxima pode chegar a dois anos.

A atleta de 24 anos foi flagrada em um exame em setembro do ano passado com a substância proibida furosemida, um diurético que pode ser usado para mascarar outros produtos dopantes - como esteroides anabolizantes e hormônios. A divulgação de seu nome foi feita pela ABCD (Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem) nesta segunda-feira(29) em seu site.

Jéssica ficou na quinta posição do Mundial de Baku, onde chegou até a disputa da medalha de bronze. Na luta decisiva que valia a ida ao pódio, perdeu para a compatriota Erika Miranda na categoria até 52kg (meio-leve).

Como Erika anunciou sua aposentadoria pouco depois do Mundial, Jéssica despontou como substituta natural e favorita à vaga nos 52kg para a Olimpíada do Japão.

Enquanto aguarda a resolução de sua sentença, Jéssica contratou como advogado de defesa Marcelo Franklin, que já trabalhou em inúmeros casos de doping de relevantes atletas do país, como Cesar Cielo - que foi flagrado com a mesma substância, a furosemida -, Etiene Medeiros, Ana Cláudia Lemos e Caio Bonfim, entre outros.

O teste no qual Jéssica acabou pega foi realizado fora de competição em setembro, antes do torneio no Azerbaijão. A atleta optou por cumprir uma suspensão voluntária e se ausentar de competições assim de sua notificação. Ainda não há data para que ocorra uma julgamento em tribunal constituído.


foto: Valter França/ CBJ

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