Ex-ciclista da Grã-Bretanha perde ação na Justiça do Trabalho

A ex-ciclista britânica Jess Varnish não teve sucesso em seu intento para provar que era funcionária da British Cycling e da UK Sport em um tribunal trabalhista.

A decisão final firmou o entendimento de que a ciclista não conseguiu elementos suficientes para processas os órgãos citados por demissão sem justa causa e discriminação sexual.

Jess Varnish ingressou com um processo legal depois de ser expulsa do programa olímpico em 2016, alegando que foi devido a suas críticas aos treinadores. A ciclista também afirmou que o diretor técnico da British Cycling na época, Shane Sutton, disse-lhe para "ir e ter um bebê".

Uma investigação interna descobriu que Sutton, que havia renunciado logo após o incidente, usara linguagem sexista, mas não era culpado de bullying.

No mês passado, Varnish foi interrogada e deu exemplo de vários abusos cometidos em seu desfavor, incluindo treinadores que ouviam pela porta do hotel para verificar se ela estava dormindo quando foi para os campos de treinamento. Quando jovem, a ciclista afirma que teve de fornecer amostras de sangue mensalmente.

A ciclista argumentou que esse nível de controle era semelhante ao de um empregador, com sua capacidade de ganhar dinheiro como uma "freelancer" controlada por seus contratos com a British Cycling e a UK Sport.

Suas reivindicações foram apoiadas por sua parceira e ex-estrela britânica do BMX Liam Phillips e seu agente James Harper.

Varnish, ex-campeã européia de sprint e medalhista de prata no mundo, divulgou um comunicado dizendo que estava "decepcionada com o julgamento", mas não "lamenta" ter passado pelo processo. 

"Apesar das reuniões, da mediação e das tentativas de solução, ficou claro que a única maneira de envolver e assegurar a mudança ocorrida dentro dessas organizações era um desafio legal", diz a declaração.

Foto: Divulgação


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