Noite de festa no CT homenageia os melhores do ano no Prêmio Paralímpicos 2018

O Prêmio Paralímpicos aconteceu na noite de ontem, dia 12 de dezembro no Centro de Treinamento Paralímpico em São Paulo, e premiou os atuais destaques do paradesporto brasileiro. Realizado desde o ano de 2011, o prêmio é uma grande celebração da inclusão e superação de limites. Atletas de 24 modalidades foram homenageados, bem como técnicos e dirigentes no evento que encerrou as atividades do Comitê Paralímpico Brasileiro no ano de 2018.

Os destaques como melhores atletas do ano, nas categorias feminina e masculina foram respectivamente a judoca Alana Maldonado e o jogador ala esquerdo de futebol de cinco Ricardinho Alves. Alana Maldonado teve um ano desafiador onde superou uma grave lesão de joelho que exigiu cirurgia, conquistou medalhas de ouro no Open Internacional na Alemanha e no Brasil e venceu o Campeonato Mundial na categoria até 70 kg, uma conquista inédita para o Brasil. A paulista de Tupã conquistou o prêmio pelo segundo ano consecutivo, e seu técnico Denilson Lourenço, ganhou o prêmio de Melhor Técnico de Paradesporto Individual.

Ricardinho, jogando pela Seleção Brasileira de futebol de 5, foi o artilheiro, melhor jogador do Campeonato Mundial na Espanha e comandou a campanha do time rumo ao título, além de conquistar o título nacional jogando por seu clube, o Agafuc-RS. Ele se emocionou ao falar sobre a premiação: "Foi um ano de ouro. Com minha equipe disputei quatro competições e venci todas. No Mundial fomos campeões, fiz gol na final, fui artilheiro e melhor jogador. Estou bastante feliz e já vamos pensar no próximo ano, quando teremos Copa América e o Parapan em Lima."

O Atleta da Galera, prêmio de votação popular, foi Igor Barcellos da bocha, ao receber 44% de cerca de 24 mil votos de internautas que participaram da escolha. O fluminense de 30 anos descobriu a bocha paradesportiva ao assistir os jogos Paralímpicos de 2016, e já em 2018 passou a integrar a Seleção Brasileira.

Outro destaque da noite foi o prêmio Aldo Miccolis, outorgado para Andrew Parsons. O carioca é o atual presidente do Comitê Paralímpico Internacional, é membro do COI e comandou o Comitê Paralímpico Brasileiro de 2009 a 2017. Durante sua gestão, foi o organizador da delegação brasileira que alcançou o 7o. lugar no quadro de medalhas das Paralimpíadas de Londres-2012, foi o dirigente realizador das Paralimpíadas Rio-2016 e o responsável pela criação do Centro de Treinamento Paralímpico de São Paulo, uma estrutura que atende a quase 20 mil atletas por ano e abrigou mais de 260 competições em 2018.

Fundado em 2016, o espaço é totalmente acessível, tem instalações nos melhores padrões mundiais que servem a 15 modalidades, e é referência na América Latina de excelência em paradesporto de alto rendimento. O presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, Mizael Conrado ressaltou os avanços realizados no ano de 2018 no paradesporto brasileiro, muitos proporcionados pela estrutura do Centro de Treinamento: "Tivemos muito para celebrar. Foram diversas medalhas e performances em 2018 que nos orgulharam e nos fizeram vibrar. Tivemos, ainda, projetos importantes que tiveram inicio em 2018, como o Centro de Formação-Esportes Paralímpicos."

Conquistas que os atletas comemoram, e pedem que tenham mais reconhecimento: com a boa estrutura, a visibilidade para o paradesporto é a principal meta ainda a ser alcançada. "Nós somos um público que merece prestígio. Eu convido todo o pessoal que tire um final de semana, que venha conhecer uma modalidade, participar, assistir. Que se permita vir conhecer e dar esse respeito, essa moral para essa galera que tanto se supera no dia-a-dia e que inspira pessoas", disse Débora Menezes, atleta do Taekwondo premiada no evento. Geraldo von Rosenthal, premiado na modalidade tiro esportivo, lembrou também da importância dos apoios de prefeituras e da iniciativa privada para que o paradesporto se difunda: "Temos o apoio do Governo Estadual, de alguns municípios, mas ainda assim falta muito apoio dos municípios no geral, são poucos que apoiam. E das empresas privadas: acho que esse olhar para o esporte paralímpico é necessário, e ainda faz muita falta. Apesar das Paralimpíadas, de tudo isso que tem acontecido ser maravilhoso, ainda falta muito apoio das empresas."


Veja a lista dos premiados no 8o. Prêmio Paralímpicos:


Destaques:

Melhor Atleta Masculino: Ricardinho Alves (Futebol de 5)

Melhor Atleta Feminino: Alana Maldonado (Judô)

Melhor Técnico-Esporte Individual: Denilson Lourenço (Judô)

Melhor Técnico-Esporte Coletivo: Alessandro Tosim (Goalball)

Revelação: Cristian Ribera (Sitting Ski)

Atleta da Galera - Votação Popular: Igor Barcellos (Bocha)

Prêmio Aldo Miccolis: Andrew Parsons

Prêmios por esportes:

Atletismo – Petrúcio Ferreira (Paraíba)
Classe: T47

Basquete em Cadeira de Rodas – Marcos Sanchez (Minas Gerais)
Classe: 3.0

Bocha – Maciel Santos (Ceará)
Classe: BC2

Canoagem – Igor Tofalini (Paraná)
Classe: L2

Ciclismo – Lauro Chaman (São Paulo)
Classe: C5

Esgrima em Cadeira de Rodas – Jovane Guissone (Rio Grande do Sul)
Classe: B

Esportes de Neve – Cristian Ribera (Rondônia)
Classe: Sitting (Ski Cross-Country)

Futebol de 5 – Ricardinho Alves (Rio Grande do Sul)
Classe: Ala Esquerdo

Futebol de 7 – Evandro Gomes (São Paulo)
Classe: FT2

Goalball – Leomon Moreno (Distrito Federal)
Classe: B1

Halterofilismo – Mariana D’Andrea (São Paulo)
Classe: até 67kg

Hipismo – Rodolpho Riskalla (São Paulo)
Classe: III

Judô – Alana Maldonado (São Paulo)
Classe: até 70kg

Natação – Daniel Dias (São Paulo)
Classe: S5

Parabadminton – Vítor Tavares (Paraná)
Classe: SS6

Parataekwondo – Débora Menezes (São Paulo)
Classe: K44

Remo – Diana Barcelos (Rio de Janeiro)  e Jairo Klug (São Paulo)
Classe: LTA

Rugby em Cadeira de Rodas – José Raul Schoeller (Santa Catarina)
Classe: 0.5

Tênis de mesa – Cátia Oliveira (São Paulo)
Classe: 2

Tênis em Cadeira de Rodas – Ymanitu Geon (Santa Catarina)
Classe: Quad

Tiro com arco – Jane Karla (Goiás)
Classe: ARW2

Tiro esportivo – Geraldo von Rosenthal (Rio Grande do Sul)
Classe: SH1 e SH2

Triatlo – Jessica Ferreira (São Paulo)
Classe: PTWC

Voleibol sentado – Wescley Oliveira (Rio de Janeiro)
Classe: Meio de rede


Foto: CPB

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