"Não temos um Plano B", diz Thomas Bach sobre a crise de seleção de sedes para os Jogos Olímpicos

O presidente do COI, Thomas Bach, disse ter confiança naa propostas de Milão/Cortina D'Ampezzo e Estocolmo, e não estar considerando outros projetos para sediar as Olimpíadas de Inverno de 2026: "Não temos plano B, não há um plano B". Ele esteve em Tóquio, onde foi realizada a Assembléia Geral da Associação de Comitês Olímpicos Nacionais (ANOC). No evento as cidades fizeram apresentações de 20 minutos contendo suas propostas para um grupo de investidores, influenciadores e membros do COI.

A declaração de Bach poderia por fim às especulações de uma escolha emergencial de novas sedes caso as candidaturas italiana e sueca—as únicas ainda vigentes das sete originalmente feitas—se mostrem inviáveis. Mas ambas as apresentações das propostas não responderam ao principal obstáculo, que é a falta de garantias sobretudo financeiras da parte dos governos federais dos países à realização das Olimpíadas de Inverno, o que é uma exigência do COI. 

Durante a apresentação de Milão/Cortina D'Ampezzo, o prefeito de Milão, Giussepe Sala acenou que um esforço combinado entre o governo da Lombardia e o do Veneto—regiões onde se localizam as duas cidades—poderia pagar a falta de dinheiro público federal envolvido. Sala citou ainda pesquisas do COI que apontam que a população de Milão é francamente favorável à realização dos jogos, com uma aprovação de 83%. O Governo Federal Italiano retirou a promessa de apoio financeiro após a proposta original ser alterada com a saída da cidade de Turim do projeto.

A apresentação de Estocolmo não abordou o assunto, ressaltando mais o plano bem estruturado, descrito pela integrante do Comitê Executivo do COI, Gunilla Lindberg como "sensível, responsável e sustentável" que incluiria o uso de instalações já existentes numa região que incluiria também as cidades de Are, Falun e uma pista em Sigulda, na Letônia para a realização de eventos de bobsled, luge e skeleton. Tanto o Governo Federal sueco quanto a prefeitura de Estocolmo e a junta de coalisão da cidade se negam a investir nas Olimpíadas, mesmo que o projeto receba verbas da iniciativa privada. A prefeita de Estocolmo, Anna König Jerlmyr, não viajou para Tóquio para a reunião da ANOC. Reuniões entre membros do Comitê Olímpico da Suécia com a administração municipal de Estocolmo estão agendadas para este mês.
O COI acenou com a possibilidade de aguardar um posicionamento definitivo oficial sobre o apoio dos governos federais para ambas as candidaturas até o dia 11 de janeiro.


Foto: Getty

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