A acirrada corrida pela vaga olímpica no judô brasileiro já começou

Um total de 386 atletas podem se classificar para o judô nos Jogos Olímpicos de Tókio/2020. Cada confederação poderá inscrever, no máximo, 14 judocas (um em cada divisão). A lista completa será formada em 25 de maio de 2020.

As vagas serão distribuídas da seguinte forma:
  1. A nação anfitriã, Japão, já tem garantida vaga em cada uma das 14 categoria;
  2. Os 18 melhores atletas em cada divisão se qualificam diretamente. Cada categoria, no entanto, estará sujeito a um atleta por país. Se uma nação contiver mais do que um atleta classificado, entre os 18 primeiros da lista de classificação mundial, poderá decidir qual dos seus atletas obterá a vaga;
  3. Outras cotas continentais (13 homens e 12 mulheres para a Europa, 12 de cada gênero para a África, 10 homens e 11 mulheres para a América Latina, 10 de cada gênero para a Ásia e 5 de cada gênero para a Oceania também estão disponíveis), mediante uma lista de todos os atletas para cada continente, em todas as divisões e ambos os sexos. Os atletas classificados se qualificam, por sua vez, sujeitos à regra geral de 1 atleta de cada país por categoria, bem como a regra adicional de que cada confederação só pode qualificar um judoca através das quotas continentais;
  4. 20 outras vagas serão distribuídas a partir de convites.
Segundo a IFJ, essas regras asseguram que 100 diferentes países sejam representados na competição de Judô.

A qualificação de equipe mista, por sua vez, é baseada nos países que qualifiquem judocas individuais suficientes em várias divisões, para ter uma equipe de seis pessoas que atenda aos requisitos específicos (um homem e uma mulher em cada um dos três grupos de divisões: FEM: -57kg / -70kg / +70kg e MAS: -73kg / - 90kg / + 90kg).

No Brasil, potência na modalidade, além da disputa para garantir um judoca em cada uma das categorias, há a disputa interna. Há categorias, por exemplo, em que até três judocas estão diretamente lutando por uma vaga. Vamos ver a disputa como está atualmente, após o Grand Prix de Cancún (lembrando que ainda há muitas competições a serem disputadas e mudanças significativas poderão acontecer):

CATEGORIAS MASCULINAS

(-60kg)

Eric Tabatake (13º) 351 pontos (classificado diretamente)

Phelipe Pelim (33º) 136 pontos (não classificado)

Raphael Miaque (56º) 59 pontos (não classificado)

Felipe Kitadai (57º) 56 pontos (não classificado)

(-66kg)

Daniel Cargnin (8º) 486 pontos (classificado diretamente)

Charles Chibana (16º) 331 pontos (classificado diretamente)*

Diego Santos (66º) 59 pontos (não classificado)

Obs.: Nesse caso, estando Daniel Cargnin e Charles Chibana classificados, a CBJ poderia decidir qual dos dois iria aos Jogos Olímpicos.

(-73kg)

Eduardo Barbosa (29º) 182 pontos (não classificado)

Marcelo Contini (30º) 181pontos (não classificado)

Lincoln Neves (84º) 42 pontos (não classificado)

Obs.: Única categoria entre homens e mulheres, que, hoje, o Brasil não teria classificados.

(-81kg)  

Victor Penalber (12º) 368 pontos (classificado diretamente)

Eduardo Yudy (34º) 160 pontos (não classificado)

João Macedo (60º) 59 pontos (não classificado)

Tiago Pinho (62º) 56 pontos (não classificado)

Leandro Guilheiro (76º) 42 pontos (não classificado)

(-90kg)

Rafael Macedo (34º) 185 pontos (classificado pela quota continental)

Obs.: Única categoria em que só figura um atleta brasileiro na lista dos cem melhores classificados.

(-100kg)

Rafael Buzacarini (17º) 266 pontos (classificado diretamente)

Leonardo Gonçalves (41º) 126 pontos (não classificado)

(+100kg)

Ruan Isquierdo (20º) 217 pontos (classificado diretamente)

Rafael Silva (23º) 185 pontos (não classificado)

David Moura (32º) 139 pontos (não classificado)

Obs.: Mesmo estando em 20º (fora dos 18 primeiros), Ruan Isquierdo estaria classificado, em razão de haver na lista casos em que há mais de um atleta do mesmo país na sua frente, hipótese em que o ITF anota apenas um para fins de contagem da vaga olímpica, sendo que atletas japoneses na lista também são excluídos (vagas já garantidas pelo país). Aqui temos uma disputa acirradíssima. Três lutadores na disputa direta pela vaga.

CATEGORIAS FEMININAS

(-48kg)

Gabriela Chibana (12º) 358 pontos (classificada diretamente)

Sarah Menezes (30º) 129 pontos (não classificada)

Nathália Brígida (50º) 42 pontos (não classificada)

(-52kg)

Erika Miranda (7º) 503 pontos (classificada diretamente)

Jéssica Pereira (12º) 363 pontos (classificada diretamente)

Obs.: Nesse caso, estando Érika Miranda e Jéssica Pereira classificadas, a CBJ poderia decidir qual das duas iria aos Jogos Olímpicos. 

(-57kg)

Rafaela Silva (4º) 892 pontos (classificada diretamente)

Tamires Crude (49º) 56 pontos (não classificada)

Kamila Silva (52º) 45 pontos(não classificada)

(-63kg)

Alexia Castilhos (15º) 350 pontos (classificada diretamente)

Ketleyn Quadros (20º) 249 pontos (classificada diretamente)

Yanka Pascoalina (51º) 42 pontos (não classificada)

Obs.: Mesmo estando em 20º (fora dos 18 primeiros), Ketleyn Quadros estaria classificada, em razão de haver na lista casos em que há mais de um atleta do mesmo país na sua frente, hipótese em que o ITF anota apenas um para fins de contagem para vaga olímpica, sendo que atletas japonesas na lista também são excluídas (vagas já garantidas pelo país).  Nesse caso, estando Alexia Castilhos e Ketleyn Quadros classificadas, a CBJ poderia decidir qual das duas iria aos Jogos Olímpicos.

(-70kg)

Maria Portela (16º) 286 pontos (classificada diretamente)

Amanda Oliveira (32º) 129 pontos (não classificada)

Ellen Santana (84º) 3 pontos (não classificada)

(-78kg)

Mayra Aguiar (3º) 741 pontos (classificada diretamente)

Samanta Soares (15º) 350 pontos (classificada diretamente)

Nathália Parisoto (39º) 59 pontos (não classificada)

Obs.: Nesse caso, estando Mayra Aguiar e Samanta Soares classificadas, a CBJ poderia decidir qual das duas iria aos Jogos Olímpicos.

(+78kg)

Maria Suelen Altherman (3º) 780 pontos (classificada diretamente)

Beatriz Souza (14º) 335 pontos (classificada diretamente)

Camila Yamakawa (58º) 3 pontos (não classificada)

Obs.: Nesse caso, estando Maria Suelen Altherman e Beatriz Souza classificadas, a CBJ poderia decidir qual das duas iria aos Jogos Olímpicos.

Entre os times, o IJF aponta que o Brasil estaria classificado, devido conter representantes nas categorias exigidas para disputa em equipes.

FOTO: IJF




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