Surto de olho na Rússia: Equilibrio é a palavra dos tricolores

Já está cada vez mais certo que uma Copa do Mundo terá a presença do México. Na Rússia vão chegar para sua décima sexta participação em mundiais, com chances de fazer bons jogos e chegar novamente às oitavas de final. Curiosamente, as únicas vezes que o México chegou entre os oito melhores, foi nos mundiais que jogou em casa, em 1970 e 1986.

Em 1986 fizeram a melhor campanha do país na história das Copas. Na estreia venceram a Bélgica por 2x1, empataram com Paraguai em 1x1 e venceram o Iraque por 1x0. Nas oitavas, a vitima foi a Bulgária, os derrotando por 2x0. Contra a Alemanha, o empate permaneceu até a cobrança de pênaltis, quando os alemães venceram por 4x1 e eliminaram os mexicanos, com Schumacher defendendo os pênaltis de Quirarte e Servín. 


Última Copa e Eliminatórias

Jogando no grupo A de Brasil, Croácia e Camarões, o México conseguiu a vaga com certa dificuldade, mas classificou com sete pontos, o mesmo número da seleção brasileira.

Na estreia em Natal, diante de muita chuva, os mexicanos bateram Camarões por 1x0, gol de Peralta. Ainda teve dois gols mal anulados de Giovani dos Santos.


Contra o Brasil, Ochoa fez milagres e evitou várias vezes o gol brasileiro, conseguindo um 0x0 e sendo o melhor jogador em campo. Foi a primeira vez que uma seleção que não seja da UEFA ou da Conmebol tirou pontos da seleção canarinho um uma Copa do Mundo.


E a confirmação da vaga veio contra a Croácia por 3x1, chegando ao mata-mata pela sexta vez seguida.


Já nas oitavas de final, a Holanda era o adversário da vez e vinha sendo uma das sensações do último mundial. Apesar do empate prevalecer no zero ao fim da primeira etapa, Giovani dos Santos abriu o placar logo no começo do jogo. Quando parecia que tudo iria dar certo, Sneijder empatou aos 42 do segundo tempo. E após o árbitro marcar pênalti inexistente em Robben logo no último lance do jogo, Huntelaar virou a partida, eliminando os mexicanos, que caíram pela sexta vez seguida na mesma fase.


Para chegarem até a Rússia, o México não encontrou dificuldades. Na quarta fase, quando começou a disputar uma vaga, a seleção tricolor venceu cinco jogos e um empate. No quadrangular final, fizeram a melhor campanha da América central e Caribe, com 21 pontos, distribuídos entre seis vitórias, três empates e uma derrota, com o melhor ataque (16 gols) e a melhor defesa (sete gols sofridos).


Surto de olho no craque


Javier ''Chicharito'' Hernández e Hirving ''Chucky'' Lozano são hoje o presente e o futuro da seleção mexicana no ataque. Ambos devem ser titulares na campanha dos tricolores na Copa do Mundo da Rússia.


O maior artilheiro da história da seleção mexicana vai disputar seu terceiro mundial. Chicharito foi revelado pelo Chivas Guadalajara em 2006 e após quatro temporadas e dois títulos, partiu para a Inglaterra, sendo trazido por Alex Ferguson ao Manchester United. Logo na temporada de estreia, em 2010/2011, foi eleito melhor jogador do clube na conquista do campeonato inglês, também sendo nomeado pela IFFHS o terceiro melhor atacante daquele ano, perdendo apenas para David Villa e Samuel Eto'o.

Em 2014, foi emprestado para o Real Madrid, onde amargou a reserva mas correspondeu quando foi chamado por Carlo Ancelotti. Apesar de marcar apenas nove gols em 33 jogos na temporada, Chicharito retornou à Manchester, mas logo se transferiu de novo em 2015 para o Bayer Leverkusen. Depois de dois anos, foi contratado pelo West Ham, onde voltou a disputar o campeonato inglês, marcando oito gols em 30 partidas.

Pela seleção, a história de Chicharito é grande. Atualmente é o maior jogador do país e um dos mais conhecidos do mundo, sendo constantemente comparado com Hugo Sánchez, o maior jogador mexicano da história. É o artilheiro da ''El Tri'' com 49 gols e tende a aumentar esse número. Já foi campeão da Copa Ouro da CONCACAF em 2011, sendo eleito melhor jogador da competição e o goleador máximo. Quatro anos depois, foi campeão da primeira edição da Copa CONCACAF.

O camisa 14 joga na ponta esquerda e como centroavante. Um jogador rápido e forte, finaliza bem com as duas pernas e tem bom jogo aéreo. Marcou três gols nas eliminatórias e Juan Carlos Osório conta com ele para um bom mundial.


O futuro do ataque mexicano passa pelos pés de Hirving ''Chucky'' Lozano. O jogador de 22 anos foi revelado pelo Pachuca e já é um dos ídolos da torcida. Começou a carreira pelo clube em 2014 e ficou até 2017, mas já deixou sua marca com os títulos da Liga dos Campeões da CONCACAF e o apertura da Liga MX entre 2016 e 2017. Partiu para o PSV e já é um dos destaques do futebol europeu. No clube holandês, já foi campeão em sua primeira temporada, com o título nacional, marcando 17 gols e oito assistências em 29 jogos.

Na seleção foi o artilheiro do país nas eliminatórias, fazendo nove partidas e quatro gols - um gol a cada 109 minutos. Fez três gols importantes, que garantiram pontos, como o único gol da partida contra o Panamá e o gol de empate que marcou a virada por 3x1 contra Trinidad e Tobago.

Lozano joga em todas posições do ataque. Seu estilo de jogo é cheio de dribles, velocidade e passes-chave. Tem um bom chute à longa distância, só que nem tudo são flores no jogo de Hirving. O jogador é tido como indisciplinado, tomou quatro amarelos e dois vermelhos no campeonato holandês dessa temporada. Não contribui tão bem com a defesa, sendo mais um atacante. Ainda assim, deve ser o titular da tricolor nessa Copa do Mundo.

Time titular


Juan Carlos Osorio é conhecido no futebol brasileiro por ter sido treinador do São Paulo em 2015. O técnico de 56 anos vai disputar a Copa do Mundo pela primeira vez. Chegou a seleção mexicana em outubro de 2015, após passagens de destaque por New York Red Bull em 2008 com título da Conferencia Leste, pelo Once Caldas também com título em 2010. Mas só apareceu para o continente ao ganhar seis campeonatos em três anos.

Seu time base pode mudar mas em suma seria José Corona, Alvarez, Ayala, Salcedo, Gallardo; Herrera, Layún, Giovani dos Santos; Lozano, Vela e Chicharito.

Conclusão



Quando se trata de Copa do Mundo, o México está quase sempre presente, mas acompanhado daquele ditado popular: ''O México joga como nunca e perde como sempre'' e é uma verdade já que os mexicanos caem nas oitavas desde 1994. A defesa não ajuda tanto quanto o ataque e Osorio luta para achar um equilíbrio. Para ajudar, a seleção se vê em meio a um escândalo envolvendo uma festa ocorrida nos últimos dias. O México tem boa seleção, vai lutar pelo mata-mata mas virou uma incógnita.


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