Paulo André desafia estrangeiros nos 100 m do GP Brasil de Atletismo

O 100 m masculino é tradicionalmente uma das provas mais nobres do Atletismo mundial. E não será diferente no Grande Prêmio Brasil de Atletismo, que acontece no dia 08 de julho, em Bragança Paulista (SP). A prova fechará o evento e terá largada às 16:30.

Um menino brasileiro está entre as atrações. O paulista Paulo André de Oliveira (Pinheiros), que vive um momento muito bom na carreira, aos 19 anos. No ano passado, aos 18 anos, ele venceu o GP Brasil disputado em São Bernardo do Campo, no ABC, com 10.23 (0.3). Depois, ganhou o Troféu Brasil, realizado também na Arena Caixa, em São Bernardo, com 10.18 (0.5).

Este ano, participou de Campings de Treinamento e Competição nos Estados Unidos e na Europa. Correu 10.13 (1.5), em São Paulo, no dia 25 de maio. Em Montreuil, na França, completou os 100 m, em 10.10 (0.9) no dia 19 de junho, e finalmente 10.06 (0.2), em Madri, no último dia 22.

"Estou me sentindo bem e espero melhorar ainda mais o meu tempo", disse o atleta, radicado em Vila Velha, no Espírito Santo, que tem a segunda melhor marca do Ranking Brasileiro da história da prova, igualando com André Domingos, que também tem 10.06 desde 25 de junho de 1999, em Bogotá. Os recordes brasileiro e sul-americano da prova são de Robson Caetano da Silva, com 10.00, desde 1988, alcançados na Cidade do México.

Outros dois brasileiros também estão muito bem na temporada. Vitor Hugo Mourão dos Santos (Orcampi Unimed), de 22 anos, conseguiu 10.12 (-0.7), nos 100 m, nos Jogos Sul-Americanos de Cochabamba, da Bolívia, enquanto Rodrigo Pereira do Nascimento (Orcampi Unimed), de 23, vem de uma sequência de bons resultados. O melhor foi 10.14 (1.0), obtido em Braga, em Portugal, neste mês.

Três estrangeiros fortes estão inscritos na prova. O sul-africano Thando Roto, que tem 9.95 (1.2) como recorde pessoal, alcançado em 18 de março de 2017, em Pretória, é o principal deles. Este ano, completou a prova em 10.17 (1.7), em Praga, no último dia 04. No ano passado, Thando foi vice-campeão mundial universitário em Taipé, com 10.24 (-0.9).

Já Cejhae Greene, de Antigua & Barbuda, entra na prova com 10.01 (0.0) como o seu melhor resultado, alcançado no dia 30 de abril de 2016, na cidade de Athens, nos Estados Unidos.

Outro destaque é Roscoe Engel, também da África do Sul, que tem 10.06 (1.7) como recorde pessoal. Ele é integrante da equipe de seu país campeã do 4x100 m do Campeonato Africano de 2015, em Stellenbosch (RSA).

Na prova feminina, Rosangela Santos (Pinheiros), Vitória Rosa (Orcampi Unimed) e Franciela Krasucki (Pinheiros) lutarão por boas marcas. Rosangela foi a primeira brasileira a ser finalista nos 100 m em um Mundial (em Londres 2017) e de correr a prova em menos de 11:00 (10.91, na semifinal do Mundial).

Este ano, Vitoria tem sido consistente. Ela lidera o Ranking Brasileiro, com 11.18 (-1.5), marca obtida em Cochabamba, enquanto Rosangela tem 11.31 (0.1), no Meeting de Goleniow, na Polônia. Franciela Krasucki (Pinheiros) correu em Bragança Paulista (SP), em 11.48 (0.5).

Entre as estrangeiras, a norte-americana Barbara Pierre tem o melhor resultado nos 100 m: 10.85 (2.0), em Des Moines, em 2013. Este ano, correu 11.23 m no mesmo lugar. Ela é campeã mundial em pista coberta dos 60 m em Portland, nos Estados Unidos, em 2016, com 7.02.

Melhor do que Barbara só a jamaicana Kerron Stewart, que tem 10.75 (0.4) nos 100 m (Roma 2009) e 21.99 (1.1) nos 200 m (Kingston 2008). Foi medalha de prata nos 4x100 m nos Jogos de Londres 2012 e de Pequim 2008. Em Mundiais, ganhou ouro no 4x100 m de Moscou 2013 e Berlim 2009 e prata em Daegu 2011 e Osaka 2007, além de prata individual nos 100 m em Berlim 2009.

A lista tem mais duas jamaicanas: Simone Facey e Jura Levy. Simone tem o recorde pessoal de 10.95 (1.8), obtido em 2008, em Boulder, Estados Unidos. Já Jura correu a distância em 11.06 (0.8), em Kingston, na Jamaica.
Foto: CBAt


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