Surto de olho na Rússia: Dinamarca pode ser a surpresa de 2018


Muita das seleções presentes na Copa do Mundo de 2018 tem um time para ser considerado uma surpresa no torneio, e a Dinamarca é uma delas. Uma das forças ao lado da França no grupo C, eles podem repetir a campanha de 20 anos atrás quando chegaram às quartas de final. Está é a quinta presença dos dinamarqueses em mundiais.

Nos anos 90, a Dinamarca foi tão poderosa, que acabou ganhando o apelido de ''Dinamáquina''. Nessa década, foi uma das seleções europeias mais fortes, vencendo a Eurocopa de 1992 e a Copa das Confederações em 1995. Na Copa do Mundo, os dinamarqueses ficaram ainda mais esperançosos ao se classificarem para as oitavas de final. Curiosamente, estava no mesmo grupo C ao lado da França, rival deste mundial.


A seleção comandada pelos irmãos Michael e Brian Laudrup, venceram o primeiro jogo por 1x0 da Arábia Saudita, empataram com a África do Sul e perderam para a França por 2x1. No mata-mata enfrentariam a Nigéria, vencedores dos Jogos Olímpicos de Atlanta em 1996 derrotando o Brasil na final, já tinham aprontado no mundial deixando a Espanha pelo meio do caminho.

Em Saint Dennis, o passado ficou fora de campo. Foi um passeio dinamarquês no Stade de France. Em 12 minutos, Moller e Brian Laudrup já fizeram 2x0. Na volta do intervalo Sand e Helveg marcaram mais duas vezes, com Babangida apenas diminuindo o placar de 4x1.

Nas quartas de final, enfrentar os então campeões do mundo também não assustava. Surpreendendo a todos em Nantes, Jorgensen abriu o placar contra a seleção brasileira aos dois minutos. O ataque brasileiro era forte demais e com Rivaldo inspirado é ainda mais difícil. O brasileiro deu passe para Bebeto marcar o de empate e virou a partida. Brian Laudrup aproveitou o erro crasso de Roberto Carlos e empatou, mas Rivaldo em tarde iluminada fez o 3x2, selando a classificação brasileira e a eliminação dinamarquesa.


Última Copa e Eliminatórias

Em 2010, na África do Sul, cair num grupo onde Holanda era a favorita a ficar com uma das vagas, era certo que os dinamarqueses lutariam contra Japão e Camarões. E assim se confirmou. O carrossel holandês venceu os três. Os africanos por sua vez perdeu para os japoneses e os alvirrubros por 1x0 e 2x1 respectivamente.

No confronto direto, Dinamarca e Japão jogariam pela segunda vaga no grupo E. Em duas cobranças de falta, Honda e Endo abriram o placar aos 17 e aos 30 do primeiro tempo. Agger sofreu pênalti e Tommason diminuiu. Já no fim do jogo, Honda deu belo drible na área e tocou na saída do goleiro para Okazaki fazer 3x1 e garantir a classificação.


Após ficar de fora do mundial de 2014 no Brasil, as eliminatórias europeias tiveram início em setembro de 2016 com a Dinamarca demorando a engrenar. Até a quinta rodada, duas vitórias, duas derrotas e um empate, correndo risco de não classificar. Depois, o que se viu uma grande arrancada. Da sexta rodada até o final, a seleção dinamarquesa emplacou quatro vitórias seguidas - uma delas com goleada de 4x1 na Polônia - e um empate, rendendo a segunda vaga do grupo, dando a chance de repescagem.

Logo em Copenhague, dinamarqueses e irlandeses não saíram do zero no placar, levando a decisão para a Irlanda. Na partida de volta, Duff marcou logo no início para deixar os torcedores enlouquecidos, o que alguns minutos depois deu espaço a frustração: Christensen empatou e Eriksen virou. Este que deu um show à parte, marcando três gols no jogo. Ainda teve tempo de Bendtner marcar o 5x1 e classificar a Dinamarca ao mundial.


Surto de olho no craque




Christian Eriksen é o melhor jogador da Dinamarca, sendo fundamental na campanha que levou a alvirrubra à Copa. O jogador de 26 anos foi revelado pelo holandês Ajax em 2010, onde ficou até 2013, quando foi contratado pelo Tottenham. Foi um dos destaques do Spurs no campeonato inglês, marcando e dando dez assistências cada nessa temporada pelo time londrino. 

Pela seleção, vai ser sua segunda Copa do Mundo. Em sua primeira, ele esteve presente, sendo o jogador mais jovem daquela competição. Nas eliminatórias, Eriksen marcou 11 gols e deu três assistências. Só ele corresponde ao total de 56% dos gols da Dinamarca na campanha, fazendo gols decisivos nas vitórias pelo placar mínimo diante de Montenegro, Armênia e o tento de empate contra a Romênia. Eriksen garantiu sete pontos importantes, que levaram o país até a repescagem, onde fez atuação história, marcando um hat-trick contra a Irlanda e classificando o Danish Dynamite. 

Eriksen é um coringa. Ele faz todas as funções no meio campo, desde volante até ambos os flancos. Tem qualidade de passe acurada, boa visão de jogo e pode salvar o time em uma bola parada. Se em 1998 a aposta era em Michael Laudrup no meio, agora o camisa dez tem de carregar uma seleção nas costas.

Time Titular




Age Hareid tem 65 anos, é treinador desde 1985 e comanda a Dinamarca desde 2016. Assumiu a seleção depois de Morten Olson que não conseguir classificar a seleção para a Eurocopa. O time base que Hareid deve ter na Rússia é Kasper Schmeichel, Kjaer, Boilesen, Ankersen, Durmisi; Kvist, Delaney, Schöne, Eriksen; Bendtner e Jorgensen.

Conclusão

A Dinamarca tem uma geração nova, que faz os torcedores lembrarem da tão famosa ''Dinamáquina'' dos anos 80 e 90. A seleção pode surpreender e repetir sua melhor campanha. Luta com o Peru por uma vaga no mata-mata. Tem tudo para ser a seleção indigesta desse mundial.




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