Petrobras anunciará volta de seu time de atletas para as Olimpíadas de Tóquio 2020

Após encerrar todos os seus contratos com esportes olímpicos depois do fim dos Jogos Rio 2016, A Petrobrás deverá voltar ao jogo em 2018. Em entrevista ao site GloboEsporte.com, o gerente de relacionamento e patrocínios da empresa, Diego Pila afirmou que a estatal vai anunciar em maio a retomada do Time Petrobras, que antes da Rio 2016 patrocinou 15 atletas. Voltar a colocar dinheiro em confederações, porém, não está em pauta.

O novo time será maior, terá 25 atletas, mas o investimento individual permanecerá no mesmo patamar do contrato anterior que teve um ano e meio de duração e um aporte total de R$ 2,3 milhões. O novo acordo prevê R$ 10 milhões de investimento de maio de 2018 a dezembro de 2020.

"A gente está pegando atletas de diferentes esportes, vôlei, boxe, judô, skate, surfe, taekwondo, diversos paratletas... Agora estamos expandindo o patrocínio de 15 para 25 atletas, porque entendemos que o projeto teve resultados significativos, e também estendendo em número de meses. O investimento individual por atleta vai se manter estável com o último contrato. Esse patrocínio é muito significativo porque trouxe o investimento de imagem que esperávamos, a gente tem um cálculo de que cada real que colocamos no Time Petrobras retornou 10 vezes em termos de exposição de marca. A gente tem atletas que foram decisivos para o quadro de medalhas do Brasil, o Isaquias, a Mayra Aguiar, o Baby do judô, além do Daniel Dias que é um fenômeno da natação paralímpica" disse Pila, sem confirmar ainda quais serão os nomes patrocinados até 2020.

O gerente de patrocínios da estatal explicou que a crise de imagem do esporte olímpico após a Rio 2016, com escândalos envolvendo diversas confederações e até o ex-presidente do COB Carlos Arthur Nuzman, não foi preponderante na decisão de encerrar o investimento nas entidades. Mas foi levado em consideração.

"Hoje a gente não tem nenhum contrato com confederação e não está na pauta nenhum patrocínio neste momento. É muito mais estratégia. Eu não posso dizer que foi decisivo essa questão de risco de reputação em relação às confederações. Se for avaliar a relação da Petrobras com as confederações que patrocinou nesse período, a gente não teve nenhuma grande crise de imagem, com exceção do taekwondo. Mas não foi preponderante, foi muito mais uma questão de que para cada real que invisto no Time Petrobras e no esporte motor o retorno foi muito maior do que para cada real investido nas confederações."

Pila esclareceu a estratégia da estatal para aplicar os recursos, já que houve um corte de patrocínio geral da empresa de R$ 180 milhões para cerca de R$ 130 milhões. Ele explicou que, cada vez mais, resultados tangíveis de retorno da exposição de marca são cobrados para alocar essa verba.

"Nos esportes olímpicos, a estratégia agora é investir em algumas modalidades que têm uma relação mais direta com o nosso posicionamento de marca, que passa pelo território do movimento, do conhecimento, e do mar, que tem muita proximidade com a marca Petrobras, é onde está a maior parte das nossas operações. Então estamos investindo em corridas de rua, maratonas e travessias aquáticas, e além disso a gente deve agora já no próximo mês anunciar a renovação do Time Petrobras, que é onde iremos investir realmente em um grupo que vão levar a marca da companhia, é um projeto de “naming rights”. Então o nosso investimento prioritário em esporte olímpico estará nessas duas frentes. No esporte motor a gente acabou de celebrar uma parceria estratégica com a McLaren, um contrato de longo prazo, mas temos o investimento na Stock Car, kart, em protótipos do Baja, e somos patrocinadores do GP Brasil da F1."


foto: Divulgação
Com informações de globoesporte.com

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