Coluna Lógos Olympikus #6 - Dia de multicampeões

Por Juvenal Dias

Para contar uma história é preciso ter elementos que chamem a atenção do leitor, que façam as pessoas se surpreenderem e se emocionarem. Em um dia como hoje, que muitas histórias interessantes surgiram, é difícil escolher uma como o maior destaque. Vou deixar para quem acompanha o Surto decidir.

Teria sido a vitória inédita do Canadá na Patinação Artística por equipes? Tivemos algumas exibições espetaculares no programa longo masculino, com Patrick Chan batendo recorde olímpico de pontuação; no feminino, com a menina de 15 anos Alina Zagitova, da Rússia, assombrando o mundo e também batendo recorde; e na dança livre com mais um recorde do casal canadense Tessa Virtue e Scott Moir.

Outra candidata é a snowboarder Jamie Anderson, que conquistou o bicampeonato no Slopstyle, depois das baterias classificatórias terem sido canceladas e todas as atletas irem diretamente para a final, aumentando ainda mais a tensão, que já estava grande por conta das condições adversas na hora da prova.

Que tal a Laura Dahlmeier? A alemã se tornou a primeira mulher a conquistar ouro no Biatlo tanto no Sprint 15 km quanto na Perseguição 10 km em uma única edição de Jogos, isso depois de ter errado apenas um tiro em 30 disparos, somando os dois eventos.

Outro personagem que se consagrou bicampeão de uma modalidade e se coloca entre as melhores histórias foi o francês Martin Fourcade, no Biatlo Perseguição 12.5 km. Depois de largar 22 segundos atrás do líder, recuperou o tempo perdido sendo preciso em seus tiros, errou apenas um de 20, e ainda colocou mais 12 segundos de vantagem para quem veio depois.

Mikael Kingsbury pode ser o campeão “mais comum” do dia, ao ter vencido o Esqui Estilo Livre – Moguls pela primeira vez, mas sua exibição foi tão boa que os juízes tiveram que dar a coroa para o rei (de fato) dos montes pequenos.

A minha favorita, sem querer influenciar a escolha de cada um, é Ireen Wust, da Holanda. A holandesa voadora se tornou a maior campeã da Patinação de Velocidade da história, ao conquistar sua 10ª medalha em Jogos, a 5ª de ouro, recuperando o título na distância de 1500m que havia conquistado em 2010, mas que, em 2014, deixou escapar, ficando em 2ª.

Para terminar, a notável norueguesa Maren Lundby, de 23 anos, que saltou 110 metros na volta final do Salto em Esqui – Montanha normal, ou seja, foi além da parte inclinada de aterrissagem, já pousou na faixa plana de frenagem. Bom, para quem faz isso desde os três anos de idade, nada mais normal e tranquilo.

E aí, qual foi a melhor história do dia 3 de PyeongChang?

foto: Reuters

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