Após problemas em barco, Martine Grael abandonará regata de volta ao mundo

Durará pouco a participação de Martine Grael na regata de volta ao mundo. Primeira mulher brasileira a disputar a famosa regata, que começou neste domingo (22) em Alicante(ESP), Martine deverá deixar a tripulação do barco holandês AzkoNobel ao fim da primeira etapa da regata, que será em Lisboa (POR)

Tudo começou a demissão do holandês Simeon Tienpont, chefe do barco e quem providenciou a contratação de Martine, pelo patrocinador AzkoNobel a uma semana do início da regata. Mas Tienpont conseguiu na justiça o direito de ser o capitão novamente. A decisão de última hora do retorno do antigo comandante pegou os participantes do time AzkoNobel de surpresa, apesar da aprovação da formação da equipe pela comissão de regata da Volta ao Mundo para a perna de 1.450 milhas náuticas.Só que, como explicou Torben Grael, pai da velejadora, o prosseguimento da campeã olímpica a partir da etapa de Lisboa é improvável,já que os problemas de relacionamento com o capitão é evidente

"Acabou com esse vai e volta, o afastamento do comandante e o retorno após uma decisão jurídica. Os principais membros da equipe decidiram abandonar. Foi uma decisão difícil hoje largar ou não. Precisa de muita coisa para essa equipe funcionar. A largada foi péssima. Teve risco de abalroar. Prejudicou o desempenho e vai prejudicar mais. Tem duas semanas até a largada em Portugal para saber se valerá seguir. Preocupa a maneira como ficou a equipe. Não há uma liderança. A gente vai até Lisboa em respeito à equipe, mas acho que dali pra frente tem que se pensar muito se vale a pena continuar" Explicou o bicampeão olímpico.

A equipe holandesa continuou se preparando mesmo após o afastamento de Simeon Tienpont. O velejador foi substituído pelo comandante Brad Jackson no fim de semana passado. Na sexta-feira, Tienpont ganhou na Justiça o direito de retornar ao time, mas apenas horas antes da largada deste domingo enviou a lista atualizada da tripulação. Joca Signorini, por exemplo, está fora e, dos brasileiros previamente escalados, apenas Martine Grael ficou, na função de reguladora de velas.

A edição de 2017-2018 será a mais longa da história de 43 anos da Volvo, com 45 mil milhas náuticas, o equivalente a 83 mil km, cruzando quatro oceanos, cinco continentes e parando em 11 cidades.


foto: Divulgação

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