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REMA amplia caminho de atletas rumo à elite mundial do surfe

Estreia do QS 6000 Internacional nas Américas coloca atletas regionais diante de um nível técnico e competitivo mais próximo do Challenger Series

Redação Surto Olímpico 3 min
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REMA amplia caminho de atletas rumo à elite mundial do surfe
Foto: Thiago Diz/ WSL

A chegada do QS 6000 Internacional ao REMA 2026 representa o crescimento do evento. O novo formato criado pela World Surf League (WSL) pretende diminuir uma das distâncias existentes na trajetória dos atletas regionais em busca de uma vaga na elite do surfe mundial.

Entre os dias 14 e 20 de setembro, na Praia de Itaúna, o REMA apresentado pela Prefeitura de Saquarema, receberá a primeira etapa QS 6.000 Internacional realizada nas Américas. A competição permitirá que atletas de diferentes regiões se enfrentem em um cenário que, na prática, se aproxima do nível encontrado no Challenger Series.

A diferença está justamente na experiência proporcionada antes que o competidor alcance a divisão seguinte. “O atleta regional que entra em um evento desse está competindo em um campo que se parece muito mais com um Challenger do que com um QS da região dele. E, com isso, a pressão é diferente, a experiência que ele tem é diferente. É exatamente o que nós queremos que ele vivencie”, explica Marcel Miranda, Tour Manager da WSL.

A categoria foi criada para ocupar um espaço intermediário na estrutura competitiva da WSL. Atletas de diferentes países podem disputar as etapas internacionais e levar o resultado para o ranking de sua região. Competidores que já estão no Challenger Series também podem utilizar a pontuação para melhorar sua classificação.

Embora possam participar de mais de uma etapa internacional, os atletas podem utilizar apenas um resultado do QS 6000 Internacional para efeito de ranking durante a temporada.

Em 2026, cinco etapas estão confirmadas no calendário mundial, com competições no Brasil, Espanha, Portugal, Filipinas e Taiwan. O REMA será a única parada nas Américas.

Um novo nível de comparação

A mudança também aparece dentro d'água. Os critérios de julgamento utilizados pela WSL serão os mesmos, mas o nível dos competidores e a composição internacional do evento alteram a referência usada para avaliar as performances.

Segundo Marcel Miranda, a presença de profissionais acostumados a trabalhar nas principais divisões da WSL contribui para aproximar ainda mais a experiência daquela encontrada nos eventos de maior nível.

“O critério de julgamento é o mesmo para todos os eventos da WSL. O que muda, na prática, é o tipo de onda e o nível técnico dos atletas. Quando temos juízes internacionais no painel que trabalham no Challenger e no CT, eles trazem essa referência de alto nível para a leitura do que acontece dentro d'água”, afirma.

Na prática, um surfista acostumado a enfrentar adversários da própria região passa a medir sua performance diante de competidores formados em diferentes circuitos.

A experiência pode ser especialmente importante para atletas que estão próximos da transição para o Challenger Series, mas ainda tiveram poucas oportunidades de competir regularmente contra nomes de outros países.

REMA entra em nova fase

A estreia do QS 6000 Internacional acontece em um momento de transformação do próprio REMA. Criado em 2021 como Saquarema Surf Festival, o evento passou por diferentes etapas de expansão. Em 2024, incorporou o skate à programação e atingiu a pontuação máxima do QS Regional. No ano seguinte, adotou oficialmente a marca REMA e ampliou a proposta para além das competições, incorporando música, arte, cinema, experiências e outras manifestações ligadas à cultura do surfe.

Para Gabriel Naccarato, Head de Marca do REMA, esse crescimento não significa abandonar a origem cultural do projeto, e a evolução esportiva precisa caminhar ao lado da preservação das conexões que historicamente formaram esse universo.

“É uma questão até pessoal, porque vai além só da performance, além da criação de ídolos. É manter a essência dos esportes”, afirma Naccarato.

A proposta ajuda a explicar o formato assumido pelo REMA nos últimos anos: competição de alto rendimento de um lado e, do outro, uma programação que busca aproximar atletas, público e diferentes expressões da cultura do surfe.

Em 2026, essa combinação ganha dimensão internacional. Além do QS 6000 International, o REMA chega com pista de skate montada na areia da Praia de Itaúna, programação musical, experiências de bem-estar e iniciativas sociais e ambientais. A programação também abre espaço para o audiovisual com o Cine REMA, uma noite dedicada a produções audiovisuais, com curadoria da Flamboiar, ampliando as experiências oferecidas pelo evento para além das competições e reforçando seu encontro com diferentes expressões da cultura.

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