O Brasil ficou com o título de campeão do Sul-Americano Sub-18 de Atletismo, encerrado no domingo (9), no Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa, em São Paulo. Após três etapas da competição, que reuniu 269 atletas de 11 países, a seleção brasileira manteve a hegemonia de título no continente ao conquistar 347 pontos. Venceu nos naipes masculino, com 164 pontos, e feminino, 133. Conquistou 40 medalhas (12 de ouro, 17 de prata e 11 de bronze).
Arthur Monteiro Curvo (AABB-MT) foi um dos destaques do último dia. Ele venceu a prova do lançamento do dardo, com 72,17 m, recorde pessoal e liderança do Ranking Brasileiro da prova. O anterior era de 71,04 m.
“É sempre bom melhorar sua marca e ver que todo esforço feito vale a pena”, disse o atleta de 17 anos, nascido em Vilhena (RO). “Faço dardo há cinco anos e estou feliz por vencer no Sul-Americano, depois de ter sido prata nos Jogos da Juventude de Rosário”, comentou o atleta treinado por Elias Neves Ramos em Cuiabá. “Gostaria de competir no Brasileiro Loterias Caixa Sub-23, que será em Cuiabá, onde moro.”
O chileno Pablo Frutos ficou com a medalha de prata, com 66,25 m, seguido do uruguaio Kevin Machado, com 55,87 m.
No salto em altura, dobradinha brasileira. Maria Eduarda de Oliveira (Barra Bonita-SP) venceu com 1,75 m, seguida de Luísa Lummertz (Mampituba-SC), com 1,73 m. A colombiana Valéria Sofia George terminou em terceiro, com 1,65 m.
“Gostei muito da prova e consegui meu recorde pessoal, que era de 1,73 m. É importante vencer um Sul-Americano”, disse Maria Eduarda, que ganhou bronze no salto triplo. “Vim competir consciente de que poderia conseguir um bom resultado e garantir um lugar no pódio. Não melhorei minha marca (1,75 m), mas garanti minha medalha”, comentou Luísa.
Outra medalha de ouro do dia foi conquistada pelo revezamento 8x300 m misto, que fechou a competição. O Brasil venceu a prova com o tempo de 5:01.74.
No salto triplo, Gilvan Ribeiro da Costa (SEMELPA-MT) conquistou a medalha de prata, com 14,71 m (-0.6). O equatoriano Roy Jair Chila Ayovi garantiu o ouro, com 15,04 m (-0.7), e o colombiano Santiago David Theran Garcia levou o bronze, com 14,27 m (-1.2).
“Claro que fiquei feliz com a medalha, mas não com a marca que consegui. Tenho saltado mais de 15 metros nos treinos”, disse Gilvan de 17 anos, que treina e mora na cidade de Peixoto de Azevedo, a mesma de Almir Júnior, medalha de prata no Mundial Indoor de Birmingham (GBR), em 2018, e finalista da Liga Diamante de 2022, em Zurique (SUI).
Campeão brasileiro sub-18, ele gostaria de disputar o Brasileiro Sub-23 no final desta semana em Cuiabá, mas precisa passar por uma avaliação médica. “Estou sentindo um desconforto na lombar e preciso pensar. Estou inscrito, mas são 12 horas de viagem de ônibus desde Peixoto Azevedo, que fica perto do Pará”, afirmou.
Nos 800 m, Vinícius Moraes Costa (ABDA-SP) conquistou a prata, com 1:52.91. "A prova foi forte e gostei do resultado", disse o atleta catarinense de Itajaí. "Tive de lutar muito para garantir o pódio, lembrou o corredor, que diz se inspirar no velocista Rodrigo Nascimento, também de Itajaí, no atletismo.
O chileno Klaus Scholz conquistou a medalha de ouro, com 1:52.64, enquanto o catarinense Bryan Nikson Reis Alves (ACA-SC) levou o bronze, com 1:54.04.
Outra medalha de prata foi conquistada por Pedro Henrique dos Santos Aparecido (ASUFAM-SP), no salto com vara, com 4,55 m, que igualou seu recorde pessoal. Ele perdeu o ouro para o argentino Agustin Carril apenas no desempate. O chileno Leonardo Olate terminou em terceiro lugar, com 4,40 m.
Embora defenda a equipe de Guarulhos, Pedro treina com Renato Átila Souza da Câmara, “filho postiço do Neilton Moura” em São Bernardo do Campo (SP). “Agora vou focar no Brasileiro Sul-23, enfrentar atletas mais experientes, que com certeza vão me puxar. O objetivo é melhorar meu recorde pessoal”, disse Pedro Henrique.
Brasileira e uruguaio são escolhidos os melhores atletas do campeonato
Foram indicados os melhores atletas da competição a brasileira Vanessa Sena dos Santos, do Brasil, que ganhou medalhas de ouro nos 100 m e no salto em distância, com recorde brasileiro e do campeonato, em 6,39 m, 4ª melhor marca do mundo, e Gonzalo Gervasini, do Uruguai, que levou a medalha de ouro nos 1.500 m, com 3:53.72, recorde do campeonato.
A Argentina foi a segunda colocada na classificação geral com 190 pontos - também foi segunda no feminino, com 120 pontos, e terceira no masculino, com 70. O Equador foi o terceiro colocado no geral com 147 pontos e também o terceiro no feminino com 80 pontos. O Chile foi o segundo colocado no masculino, com 84 pontos.
No quadro de medalhas a Argentina ficou em segundo lugar com 19 (8 de ouro, 5 de prata e 6 de bronze). O Equador foi o terceiro colocado com 14 medalhas (7 de ouro, 3 de prata e 4 de bronze).
Foto: Wagner Carmo;CBAt

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