Brasil segue para a disputa do Mundial de Marcha Atlética por Equipes, em Omã


A delegação brasileira da marcha atlética, que disputará o Campeonato Mundial por Equipes na sexta-feira (4/3) e sábado (5/3), em Mascate, Omã, embarcou na madrugada da segunda-feira (28/2) rumo ao pais sede da competição.

A equipe terá uma equipe completa, ou seja, todos que alcançaram os índices exigidos pela World Athletics, a Federação Internacional de Atletismo, foram convocados e representarão o País nos dois dias de competição. Serão 15 atletas – sete mulheres e oito homens – e quatro treinadores, na maior delegação da Marcha da história num Campeonato Mundial.

O brasiliense Caio Bonfim (CASO-DF) é o destaque. Medalha de bronze nos 20 km no Mundial de Londres-2017, ele está inscrito na prova dos 35 km. "Vamos participar com uma delegação cheia, uma galera muito boa, que mostra que a marcha está crescendo no Brasil. O trabalho tem sido muito bem feito", disse o atleta de 30 anos, que terá a companhia de seus pais, os treinadores João Sena e Gianetti Bonfim, também convocados. "Já estive com meus pais em Saranski, na Rússia, em 2012, e nos Jogos do Rio-2016."

Caio será um dos sete atletas do CASO que conseguiram os índices exigidos. "Vamos com a esperança de fazer excelentes resultados e representar bem o Brasil", comentou.

Outro destaque é Viviane Santana Lyra (AEFV-RJ), inscrita nos 20 e nos 35 km. "Ainda não sei como é disputar uma competição deste nível, porque será a minha primeira vez. Encaro como um grande desafio, porém o objetivo é pensar uma prova de cada vez. Estou focada para os 20 km e tudo vai depender de como meu corpo vai reagir para fazer os 35 km no dia seguinte", lembrou a marchadora carioca. "É uma oportunidade de buscar boas marcas ao lado das melhores atletas do mundo."

Outra atração é Matheus Gabriel Correa (AABLU-SC), que esteve na equipe brasileira na Olimpíada de Tóquio, juntamente com Caio Bonfim e Lucas Mazzo (CASO-DF). "Minha expectativa é de figurar entre os 20 primeiros colocados e fazer uma prova de qualidade", lembrou o catarinense de 22 anos. "É uma competição que só tem cara bom, então será um grande desafio já para o mês de março, mas acredito que independentemente do resultado será uma experiência positiva, pois preciso aprender a competir no meio dos grandes e ganhar essa vivência."

Para a treinadora-chefe Gianetti Bonfim, o ponto positivo começa na formação da equipe. "Estamos indo com uma delegação completa, de modo inédito. O Mundial por Equipes nunca foi muito valorizado, desde que era chamado de Copa do Mundo. O fato de 15 atletas terem conseguido índice e a Confederação Brasileira de Atletismo levar todo mundo dá mais moral para a marcha. Temos uma geração promissora, a modalidade tende a crescer e, agora, pode ser vista em termos internacionais", disse Gianetti, uma das melhores marchadoras do País.

A treinadora acredita que o Brasil pode conseguir boa atuação. "Minha expectativa é de ter grandes resultados, com recordes pessoais. Meu pessoal em Sobradinho, onde acompanho os atletas, tem treinado forte e estou muito feliz por fazer parte dessa delegação", observou. "Espero que mais atletas consigam índices para o Mundial do Oregon, em julho, nos Estados Unidos."

Foto: Wagner Carmo/CBAt

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