Deportação de Djokovic será decidida no dia 10



Após apelar a justiça para não ser deportado nesta quinta (6) para a Sérvia, o tenista Novak Djokovic ficará até segunda em um hotel em Melbourne, quando uma audiência definirá se ele poderá ficar ou terá que voltar para casa e não disputar o Australian Open, o primeiro Grand Slam do ano.


Nove vezes campeão do torneio, o sérvio está isolado em um hotel, já que não apresentou garantias de vacinação completa contra a Covid-19 e nem de que não pode ser imunizado por alguma condição médica. O governo do estado de Vitória determinou que todos os envolvidos no torneio (fãs, atletas, funcionários e árbitros) devem estar 100% vacinados.


As exceções liberadas são: pessoas que não podem se vacinar por questões de saúde ou ter sido infectados nos últimos seis meses.


Para ficar mais cinco dias no país, Djokovic precisou que seus advogados conseguissem de última hora, uma liminar válida até às 16h (horário local) de segunda, após a audiência que determinará seu futuro. Ela está marcada para às 10h do mesmo dia. Enquanto espera, o sérvio pediu para poder usar uma quadra de tênis para poder continuar treinando.


Caso o sérvio seja deportado, a organização do torneio terá que encontrar em uma semana, outro tenista para jogar em seu lugar. Fontes do governo australiano afirmam que um árbitro e mais um atleta estão sendo investigados por também terem entrado em Victoria de maneira irregular.


O companheiro de ATP e rival, Rafael Nadal, falou que Djokovic sabia dos riscos e que o mundo tem sofrido bastante para não seguir as regras.


O primeiro Grand Slam de 2022 começará no dia 17 de janeiro e terminará no dia 30.


Foto: Kelly Defina/ Reuters

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