Ex-nadadora britânica espera receber ouro de Moscou 1980 após doping assumido por concorrente - Surto Olímpico

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Ex-nadadora britânica espera receber ouro de Moscou 1980 após doping assumido por concorrente

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A ex-nadadora britânica Sharron Davies espera receber a medalha de ouro olímpico que ela considera merecida nos Jogos Olímpicos de 1980.

Davies foi prata nos 400 m medley em Moscou, atrás de Petra Schneider, da Alemanha Oriental, que posteriormente admitiu que competiu dopada.

A Federação Internacional de Esportes Aquáticos (FINA), entidade máxima da natação, está investigando escândalos de doping do passado, como o programa da Alemanha Oriental nas décadas de 1970 e 1980 que sempre viveu sob desconfiança.

Schneider foi 10 segundos mais rápida do que Davies, quando estabeleceu um novo recorde mundial nas Olímpiadas de Moscou de 1980, marca que durou mais de 17 anos.

“Para meu pai, que agora tem 85 anos e ainda é treinador, seria ótimo se essa medalha pudesse vir enquanto ele ainda está aqui”, disse Davies.

Após a queda do muro de Berlim e o fim do regime comunista todo o esquema de doping da Alemanha Oriental foi revelado.

O novo chefe da Fina, Husain Al-Musallam, prometeu que a organização enfrentará o passado.

“A Fina entende as preocupações dos atletas que competiram contra outros que posteriormente provaram ter trapaceado”, disse a organização em comunicado.

“Os atletas trabalham a vida inteira por uma mera chance de competir por uma medalha, mas só ganha um. Então, quando os atletas não recebem a recompensa que trabalharam tanto para conseguir, a Fina deve fazer tudo o que puder para corrigir isso”.

“A Fina está empenhada em construir o desporto aquático sobre os alicerce mais sólidos possíveis. É por isso que a Fina deu início a um amplo processo de reforma, parte qual é a proposta já aprovada pelo Fina Bureau, de criação de uma Integridade Aquática independente”.

Davies disse que todos na época que as mulheres da Alemanha Oriental estavam trapaceando, porém ninguém tinha provas para comprovar essa irregularidade.

“Não era como se não soubéssemos na época, sabíamos, e então, quando o muro caiu em 1989, encontramos toda a papelada”, finalizou a ex-nadadora.

Foto: UPI

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