Secretaria de Esporte da Argentina é criticada por ex-atletas por insistir em enviar delegação de 60 atletas para o Sul-Americano de Atletismo - Surto Olímpico

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Secretaria de Esporte da Argentina é criticada por ex-atletas por insistir em enviar delegação de 60 atletas para o Sul-Americano de Atletismo

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A secretaria de Esportes da Argentina. Inés Arrondo., repudiou a acusação do Comitê Olímpico da Argentina sobre a polêmica referente a manipulação de recursos destinados a participação do país no Sul-Americano de Atletismo.

“O Comitê Olimpíco Argentino lamenta e repudia as ações da Secretária de Esportes do país, Ines Arrondo, que ofendem nossa instituição e também buscam desqualificar, silenciar e intimidar várias referências gloriosas e impecáveis de nossa recente história esportiva”, disse em nota o Comitê.


A nota, vem após Arrondo, que é chefe do esporte no país, insistir em enviar para o torneio que acontece em Guayaquil, uma delegação três vezes maior do que normalmente a Argentina envia. Ines, que é ex-atleta do Hóquei sobre a grama, propôs a contratação de um vôo fretado, algo incomum para o esporte Olímpico no país e exigiu que o estado arcasse com o custo da operação de U$112 mil.


Lembrando que a Argentina iria receber a competição, mas por problemas ligadas a pandemia da Covid-19, a sede mudou para o Equador. Normalmente para esse tipo de competição usualmente são convocados de 12 a 20 integrantes.


A promessa da secretária era de que todos os atletas que competiriam em Buenos Aires, iriam a Guayaquil financiados pelo estado.


O Enard, que é uma entidade mista formada pelo estado e pelo Comitê argentino, representada por Gerardo Werthein, recusou o financiamento para 60 atletas e propôs o envio de 19 atletas, por considerar que desses 11 tem condição de obter vaga em Tóquio.


A situação tomou grande proporção, com fortes declarações contrarias ao envio por parte de ex-atletas importantes no país, como os ciclistas medalhista olímpicos Juan Curuchet e Walter Perez e o ginasta Federico Molinari.


Em resumo, os atletas alegam que a decisão é discriminatória, pois privilegia investimento em só uma única modalidade, sendo que em outra modalidades se compete com delegações enxutas. Pérez, que venceu o ciclismo em Pequim 2008, reclamou em uma entrevista que Arrondo "beneficia apenas um esporte e não os outros". Em declarações ao site de notícias Infobae, o ex-ciclista disse que após essas declarações recebeu uma mensagem da Secretaria de Esportes "intimidante e desrespeitosa".


Curuchet, que competiu com Pérez em Pequim, acredita que Arrondo quer “destruir Enard para que os fundos públicos enviados pelo Tesouro Nacional cheguem para seu gabinete e ele possa fazer política com esse dinheiro”.


Em declarações ao Infobae, Molinari também reclamou dos maus-tratos de Arrondo. O ginasta revelou que o oficial lhe informou "seu descontentamento" com o fato de ele ter saído em defesa do COA e de Enard.


“Sempre procuro dizer o que penso, me incomodou ela ter entrado para o Comitê Olímpico. Eu faço parte do Comitê Olímpico e quando tem uma crítica como essa é uma questão pessoal. É uma instituição que funciona e tentamos fazer o nosso melhor pelo esporte. Além de financiar 1.500 bolsas pelo Enard, também há muitas atividades de apoio aos atletas. Essa situação do vôo privado me causou muito desconforto, queríamos sair e contar a verdade sobre o ENARD, para que não fosse mancha uma instituição que mudou nossas vidas, e que não tem nada a ver com complicar quem estava tentando viajar ”, explicou


Foto: La Voz/Arquivo

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