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Na véspera da estreia no Pré-Olímpico de handebol, Haniel mostra confiança no Brasil: “Podemos fazer coisas grandes”

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“Eu joguei futebol, futsal, basquete. Mas o handebol veio por causa do meu pai que foi jogador e virou técnico depois que parou por causa das lesões. Com 4 ou 5 anos, eu já estava viajando para competição com a galera. Quando fui definir o que eu queria da vida, não tinha como ser diferente”. Foi assim que Haniel Langaro, jogador do Barcelona, um dos maiores clubes do mundo também no handebol, definiu o seu começo de carreira no esporte. 


Concentrado em Montenegro com a seleção brasileira que se prepara para o pré-olímpico da modalidade, o atleta, em entrevista ao Canal Olímpico do COB, disse que: “A Noruega é a favorita do grupo. Estão completos. No Mundial ainda faltavam um ou dois jogadores. Mas estou contente de ter eles no primeiro jogo. Geralmente, a gente consegue bons resultados na estreia e, por isso, é bom pegar eles logo.”


Além da Noruega, a equipe comandada por Marcus Tatá enfrenta a Coreia do Sul no sábado, 13, a partir das 13h15, e encerra a participação no domingo, 14, contra o Chile, no mesmo horário. As duas primeiras colocadas do grupo garantem vaga em Tóquio.


“A Coreia está se preparando a algum tempo, tanto que para o Mundial, levaram só o Sub 19. É difícil preparar um jogo contra uma seleção que você desconhece, mas sabemos que, geralmente, são atletas baixos e ágeis”, analisou Langaro. “A gente agora não pensa no Chile. Vamos passo a passo. Mas o estilo de jogo é parecido com o nosso, físico e veloz, até porque também tem muitos jogadores na Europa. Vai ser um jogão e espero que a gente possa sair com a vitória”, completou o jogador de 26 anos e 1,98m.


Caso haja empate na pontuação, os critérios de desempate são: confronto direto, saldo de gols nas partidas entre as equipes empatadas na pontuação e maior número de gols marcados entre as seleções em questão.


“A gente teve poucos treinos nos últimos dias, até porque não tem como treinar duas ou três horas seguidas para não desgastar. Temos três jogos seguidos. Não vai ser fácil, a missão é complicada, mas esperamos sair com um resultado muito positivo”, contou.


Sonho da medalha olímpica


Nascido em Umuarama, mas criado em Iporã, cidades vizinhas no interior do Paraná, quase divisa com o Paraguai, Haniel Langaro está na primeira temporada com o Barcelona e conquistou, no último final de semana, a Copa do Rei com a equipe, que conta ainda com o Thiagus Petrus. Esse é o terceiro time do paranaense, que chegou ao Velho Continente para atuar no espanhol Logroño La Rioja em 2016 e, no ano seguinte, assinou com o Dunquerque, da França, onde jogou três temporadas. No Brasil, defendeu o Pinheiros antes de sair do país.


“Meu maior momento tinha sido a Olimpíada. Tive a oportunidade de disputar os Jogos com apenas 21 anos em casa. Com minha família, meus amigos me assistindo. Mas agora, estar no Barça, é algo que me marca muito. Todo mundo do time é muito bom. Então, são os dois grandes momentos na minha carreira”, disse.


“Estamos super feliz. Até estava meio por fora da transmissão porque estava com o Barcelona na final da Copa do Rei, mas para nós é muito bom. Os últimos dois Mundiais não tiveram transmissão no Brasil e a gente tinha que ficar procurando link pirata para mandar para o pessoal. Agora não. O handebol é um dos esportes mais praticados no Brasil e, para quem ama o esporte, abrir esse é caminho é demais. Essa oportunidade vai ser muito legal e vai agregar muita coisa no futuro”, analisou.


Por fim, Haniel confessou o seu maior sonho: uma medalha olímpica ou em Mundial. E, por que não, acredita que a utopia pode se tornar realidade já em Tóquio. O primeiro passo para isso será dado em Montenegro, com a conquista da vaga no Japão pelo pré-olímpico.


“Quando a gente está junto, quando estamos bem preparados, podemos fazer coisas grandes. Sabemos da nossa qualidade, do nosso potencial. Em 2019, por pouco não chegamos nas semifinais do Mundial. É questão de acreditar, de focar e se preparar bem”, concluiu.


Foto: Alexandre Loureiro/COB

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