Parada das Nações - Irlanda - Surto Olímpico

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SURTO OLÍMPICO














SO













Irlanda


IRELAND


アイルランド




  • Total de participações: 21


  • Estreia: Paris 1924


  • Sede: 0




  • Foto: Reprodução




  • Autor: Wesley Felix


  • Revisão: Lucas Bueno


  • Edição: Patryck Leal


Estreia em Olimpíadas (Paris 1924)


Campanha
Histórica (52º)


Resultado no Rio 2016


Recorde (Atlanta 1996)




  • Ouro: 0


  • Prata: 0


  • Bronze: 0


  • Total: 0




  • Ouro: 9


  • Prata: 10


  • Bronze: 12


  • Total: 31




  • Ouro: 0


  • Prata: 2


  • Bronze: 0


  • Total: 2




  • Ouro: 3


  • Prata: 0


  • Bronze: 1


  • Total: 4


Estreia em Olimpíadas




  • Ouro: 0


  • Prata: 0


  • Bronze: 0


  • Total: 0


Campanha
Histórica (52º)




  • Ouro: 9


  • Prata: 10


  • Bronze: 12


  • Total: 31


Resultado no Rio 2016




  • Ouro: 0


  • Prata: 2


  • Bronze: 0


  • Total: 2


Recorde (Atlanta 1996)




  • Ouro: 3


  • Prata: 0


  • Bronze: 0


  • Total: 1


Ano novo, site novo, 'parada' nova. Iniciando o 2021 do Surto Olímpico com a esperança de que finalmente as Olimpíadas de Tóquio sejam realizadas, o Surto preparou novidades no nosso queridinho.
Sejam bem-vindos (novamente) a Parada das Nações!




  • Dados Gerais




  • Extensão territorial: 70.273 km²


  • População: 4,9 milhões


  • Capital: Dublin


  • PIB: US$ 382,6 bilhões (R$ 1,98 trilhão)


  • IDH: 0,942 (muito alto)


  • Moeda Oficial: Euro


  • Idioma Oficial: Irlandês/Inglês


  • Continente: Europa


  • Declaração de Independência: 11/07/1921


  • Presidente: Michael Higgins


  • Código do COI: IRL




  • Introdução


A República da Irlanda é o terceiro país da Parada das Nações dos Jogos Olímpicos de Tóquio. Dona do segundo maior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do mundo, a nação compõe cinco sextos da ilha da Irlanda, a terceira maior ilha da Europa e a vigésima maior do mundo, “dividindo” território com a Irlanda do Norte.


Diferente de sua vizinha do norte, a Irlanda participa dos Jogos Olímpicos com uma delegação própria. A Irlanda do Norte compete ao lado dos britânicos pelo time da “Grã-Bretanha e Irlanda do Norte”, mas os atletas nascidos no país possuem dupla nacionalidade e podem optar por defender a Irlanda.


Um exemplo recente dessa situação é o golfista Rory McIlroy, atual número 3 do mundo em sua modalidade. Ele é nascido em Belfast, capital da Irlanda do Norte, mas já anunciou que representará a Irlanda caso participe dos Jogos Olímpicos de Tóquio. Rhys McClenaghan, ginasta medalhista de bronze no Mundial de 2019, é outro norte-irlandês que representa a Irlanda em competições esportivas.




  • História e histórico


Um dos poucos territórios europeus a não ter sido ocupada pelo Império Romano, a ilha da Irlanda teve seu processo de cristianização iniciado em 431 d.C. À época, diversos clérigos passaram pela região, incluindo o bispo Patrício, que foi fundamental no processo de conversão da ilha ao catolicismo e mais tarde tornou-se um dos maiores nomes do país.


17 de março é atualmente um feriado nacional na Irlanda, data em que é comemorado o dia de São Patrício, em referência à data da morte do bispo. Tradicionalmente, as pessoas saem às ruas e vestem verde, em alusão à coloração da paisagem natural irlandesa e ao manto sagrado utilizado pelo santo.


O trevo é outro importante símbolo irlandês, tendo sido utilizado por Patrício durante o processo de cristianização para exemplificar aos habitantes locais o que era a Sagrada Trindade.


O território irlandês passou a ser invadido a partir do século XII por alguns povos, incluindo os britânicos. A nação perdeu sua força e foi anexada ao Reino Unido em 1541, na era do rei Henrique VIII.


Hoje um dos países mais desenvolvidos do planeta, a Irlanda era muito pobre durante a dominação britânica, que durou até 1922, quando o país conquistou sua independência após um período de guerras.


Foto: Reprodução




  • Estreia em Jogos


Dois anos após sua independência, a Irlanda participou da primeira edição de Jogos Olímpicos com uma delegação própria, em Paris 1924. Antes desta data, atletas irlandeses competiram em Jogos, mas foram listados como parte do “Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda”. Mesmo após a separação das nações, os resultados olímpicos dos irlandeses continuaram a ser creditados para os britânicos.


Entre os principais destaques do período unificado de 1896 até 1920, está Tom Kiely, ouro no individual geral do atletismo de St. Louis-1904. Os times de hóquei sobre grama e de polo aquático irlandês também competiram em Londres-1908, conquistando ambos a medalha de prata. Em Estocolmo-1912, a Associação Olímpica Britânica (BOA) listou três times diferentes nos eventos do ciclismo: Inglaterra, Escócia e Irlanda. Os irlandeses foram 11o no contrarrelógio por equipes.


Um evento de destaque aconteceu nos Jogos Intercalados de 1906 (não oficializados pelo COI, realizados em comemoração aos dez anos da primeira edição dos Jogos Olímpicos da Era Moderna). O irlandês Peter O’Connor conquistou o ouro no salto triplo e a prata no salto em distância e, em protesto à submissão de seu país aos britânicos, hasteou uma bandeira verde sobre a bandeira do Reino Unido.


Desde sua estreia em Paris-1924, a Irlanda só ficou de fora de Berlim-1936, participando de todas as edições olímpicas seguintes. Ao todo, o país conquistou 31 medalhas, sendo 9 ouros, 10 pratas e 12 bronzes. A melhor participação foi em Atlanta-1996, com três ouros e um bronze conquistados. Em quantidade de medalhas, a melhor campanha foi em Londres-2012, com seis pódios: um ouro, uma prata e quatro bronzes.


O esporte que mais deu medalhas para a Irlanda foi o boxe, com 16 ao todo (dois ouros, cinco pratas e nove bronzes), seguido pelo atletismo, com sete pódios (quatro ouros). Apesar de “tradicionais” pra os irlandeses, esses dois esportes deixaram a desejar nos últimos anos. O atletismo não dá uma medalha dourada desde Melbourne-1956, enquanto o boxe deixou a Rio-2016 zerado.


Até o momento, de forma extra-oficial, o país possui 52 atletas classificados para os Jogos de Tóquio 2020. A nação tenta bater o recorde de sua maior delegação, que foi de 78 esportistas, em Atlanta. No Rio, foram 77. Na Olimpíada brasileira, aliás, o país conquistou apenas duas medalhas, ambas de prata, com os irmãos Gary e Paul O’Donovan, no duplo skiff peso leve do remo, e com Annalise Murphy na laser radial da vela.


Paul e Gary O’Donovan conquistaram a única medalha olímpica da Irlanda no remo – Foto: INPHO/Morgan Treacy




  • Modalidades


+ Remo


O remo é, hoje, o principal esporte olímpico da Irlanda. O país tem atletas credenciados ao pódio em pelo menos quatro provas em Tóquio 2020, sendo favorito ao ouro em duas delas. O maior nome dessa excelente geração irlandesa é Sanita Puspure, atual bicampeã mundial no skiff simples feminino.


O skiff duplo peso leve masculino é a outra cartada certa da Irlanda. O país possui cinco atletas de peso brigando por duas vagas do barco. Entre eles estão os irmãos Gary e Paul O’Donovan, responsáveis pela conquista da única medalha olímpica irlandesa na modalidade, a prata na Rio-2016, que foram campeões mundiais em 2018. Uma lesão impediu Gary de participar do Mundial de 2019, então Fintan McCarthy assumiu seu posto e ajudou Paul a conquistar o bicampeonato da prova. Além dos três, estão na briga Jake McCarthy e Shane O’Driscol, estes correndo por fora. A seletiva deve ocorrer em abril.


O skiff duplo masculino também é esperança de medalha para os irlandeses, com Philip Doyle e Ronan Byrne. Eles conquistaram a prata no Mundial de 2019 e são figurinhas carimbadas nas primeiras colocações das grandes competições internacionais.


O dois sem feminino também possui chances de subir ao pódio, com destaque para Aileen Crowley e Monika Dukarska, dupla que ficou em oitavo lugar no último Mundial.


Sanita Puspure segurando a bandeira irlandesa após o título mundial de 2019 - Foto: Darko Vojinovic/AP


+ Boxe


Um dos esportes mais tradicionais da Irlanda, o boxe é a modalidade que mais deu medalhas ao país nos Jogos Olímpicos. Foram 16 ao todo, sendo duas de ouro, cinco de prata e nove de bronze. Mesmo com a tradição e vindo de quatro medalhas conquistadas em Londres-2012, a delegação de oito pugilistas saiu zerada da Rio-2016, tendo como melhor resultado uma eliminação polêmica nas quartas de final de Michael Conlan, na categoria até 56kg.


Para Tóquio, apenas Brendan Irvine, na categoria até 52kg, já está classificado. Vale lembrar que o Pré-Olímpico Europeu foi suspenso com as competições em andamento e somente três categorias haviam sido finalizadas. Ele retornará em abril. O país tem em Kellie Harrington a maior esperança de medalha na modalidade. Ela foi campeã mundial em 2018 na categoria até 60kg, a mesma da brasileira Beatriz Ferreira, que foi a campeã mundial em 2019 em um torneio que não contou com a participação da europeia.


Oito anos depois de perder o ouro conquistado em Atenas, Cian O'Connor foi bronze em Londres - Foto: INPHO/Morgan Treacy


+ Hipismo


A Irlanda conquistou apenas uma medalha no hipismo em Olimpíadas, mas tem despontado como forte concorrente a medalhas nos últimos anos. O único pódio da história foi um bronze na prova individual dos saltos de Londres-2012, com Cian O’Connor, cavaleiro muito conhecido pelos brasileiros. Ele finalizou o percurso da final dos Jogos de Atenas 2004 em primeiro lugar, deixando Rodrigo Pessoa na segunda colocação. Meses mais tarde, porém, o cavalo de O’Connor, Waterford Crystal, foi pego no doping e Rodrigo herdou o ouro.


Para Tóquio, a Irlanda possui equipes garantidas nas três disciplinas do hipismo: adestramento, CCE e saltos. Entre estas, o CCE é a principal chance de medalha da delegação. Nos últimos Jogos Equestres Mundiais, em 2018, o país conquistou a prata na disputa por equipes e no individual, com Padraig McCarthy montando Mr. Chunky. Nos saltos, O’Connor deve ser uma das presenças confirmadas.




  • Destaque






Sanita Puspure (remo): a experiente remadora é a atual bicampeã mundial no skiff simples feminino, o que a credencia como favorita ao ouro na prova em Tóquio. Nascida na Letônia, ela se mudou para a Irlanda em 2006 e defende o país desde então.


Paul O’Donovan (remo): conquistou a prata no skiff duplo peso leve na Rio-2016 ao lado do irmão Gary, mas é o atual campeão mundial ao lado de Fintan McCarthy. Mesmo tendo sido campeão mundial em 2019, sua vaga em Tóquio ainda não é garantida.


Rory McIlroy (golfe): nascido em Belfast, na Irlanda do Norte, o golfista é o atual número 3 do mundo e já anunciou que defenderá a bandeira da Irlanda nos Jogos de Tóquio. No entanto, apesar de ter “confirmado” sua equipe, sua participação ainda não é certa. Caso compita, será um dos favoritos ao ouro.


Rhys McClenaghan (ginástica artística): nascido em County Down, McClenaghan é mais um norte-irlandês que representa a República da Irlanda nas competições esportivas. Ele é a maior esperança do país na tentativa de conquistar sua primeira medalha olímpica na ginástica artística. Especialista no cavalo com alças, ele foi bronze no Mundial de 2019 e ouro no Europeu de 2018.


Hóquei sobre grama feminino: a equipe irlandesa fará sua estreia olímpica na modalidade nos Jogos de Tóquio. A seleção garantiu a vaga após ter sido vice-campeã da Copa do Mundo de 2018. Mesmo com o feito histórico, o país não está na lista dos principais favoritos à medalha em Tóquio, mas pode surpreender.











Seleção irlandesa de hóquei feminino chegou até a final da Copa do Mundo de 2018 // Foto: Irish Sun




  • Outras Publicações






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Islândia


Ísland


アイスランド




  • Total de participações: 20


  • Estreia: Estocolmo 1912


  • Sede: 0




  • Foto: Reprodução




  • Autor: Mateus Nagime


  • Revisão: Lucas Bueno


  • Edição: Patryck Leal


Estreia em Olimpíadas


Campanha
Histórica (112º)


Resultado no Rio 2016


Recorde (Melbourne 1956 e Atenas 2004)




  • Ouro: 0


  • Prata: 0


  • Bronze: 0


  • Total: 0




  • Ouro: 0


  • Prata: 2


  • Bronze: 2


  • Total: 4




  • Ouro: 0


  • Prata: 0


  • Bronze: 0


  • Total: 0




  • Ouro: 0


  • Prata: 1


  • Bronze: 0


  • Total: 1


Estreia em Olimpíadas




  • Ouro: 0


  • Prata: 0


  • Bronze: 0


  • Total: 0


Campanha
Histórica (112º)




  • Ouro: 0


  • Prata: 2


  • Bronze: 4


  • Total: 4


Resultado no Rio 2016




  • Ouro: 0


  • Prata: 0


  • Bronze: 0


  • Total: 0


Recorde (Melbourne 1956 e Atenas 2004)




  • Ouro: 0


  • Prata: 1


  • Bronze: 0


  • Total: 1


Ano novo, site novo, 'parada' nova. Iniciando o 2021 do Surto Olímpico com a esperança de que finalmente as Olimpíadas de Tóquio sejam realizadas, o Surto preparou novidades no nosso queridinho.
Sejam bem-vindos (novamente) a Parada das Nações!




  • Dados Gerais




  • Extensão territorial: 103.000 km²


  • População: 339.037


  • Capital: Reykjavik (Reiquejavique)


  • PIB: US$ 25.882 milhões (R$ 134,4 bilhões)


  • IDH: 0,869 (muito alto)


  • Moeda Oficial: Coroa islandesa


  • Idioma Oficial: Islandês


  • Continente: Europa


  • Declaração de Independência: 01/12/1918


  • Presidente: Guðni Th. Jóhannesson


  • Código do COI: ISL




  • Introdução


Pequena ilha entre a Europa e América do Norte, foi fundada há mais de mil anos, durante a Era Viking, e colonizada por uma população mestiça nórdica e celta. A primeira notícia de assentamento do país data de 874 d.c. e é conhecido por ter o parlamento mais antigo do mundo que funciona hoje, o Alþingi (leia-se Althing), criado em 930, com breve interrupção entre 1800 e 1844. 


Apesar disso, o país integrou vários reinados, incluindo o Reino da Dinamarca até 1918 quando Copenhague reconheceu a independência da Islândia pelo período de 25 anos, mas mantendo uma união. Com a invasão da Dinamarca pela Alemanha em 1940, o Reino Unido subsequentemente invadiu o país, rompendo a declarada neutralidade e o governo islandês pediu proteção ao Estados Unidos, ainda fora do conflito.


Com isso, a Islândia entrou na política de boa vizinhança dos EUA – assim como o Brasil – e foi palco de muitos filmes de Hollywood, como “Bodas do Gelo” (“Iceland” no original), de 1942 estrelando Sonja Henie, norueguesa tricampeã olímpica na Patinação Artística. Apesar do nome e da fama, a Islândia nunca subiu ao pódio nos Jogos Olímpicos de Inverno.


Em 1944, 97% da população votou pelo fim da união com a Dinamarca e transformou-se em uma República. É o país com menor população por área da Europa. Dentre as curiosidades do país está a formação do nome dos cidadãos que suprime o sobrenome patriarcal: ao nome da pessoa segue-se o nome do pai ou (raramente) da mãe com o sufixo “son” em gênero masculino e “dóttir” em gênero feminino. Conhecido por ser um país liberal e com forte senso de comunidade, elegeu a primeira líder abertamente LGBT do mundo, Jóhanna Sigurðardóttir, primeira-ministra entre 2009 e 2013.




  • História e histórico do esporte islandês


A primeira participação da Islândia aconteceu nos Jogos aconteceu na vizinha Estocolmo, em 1912. Ainda parte do Reino da Dinamarca, Jón Halldórsson correu os 100m e Sigurjón Pétursson terminou em sexto na luta greco-romana, único lutador olímpico da Islândia. Em 1936, a Islândia enviou 12 atletas do atletismo e polo aquático e desde então sempre esteve presente nos Jogos Olímpicos. A maior delegação enviada foi em Seul 1988, com 32 atletas.


O país conquistou quatro medalhas em sua história: Vilhjálmur Einarsson foi prata no salto triplo em Melbourne 1956, perdendo o ouro para Adhemar Ferreira da Silva e chegando a estabelecer um recorde olímpico na final; Bjarni Friðriksson foi bronze na categoria 95kg do judô em Los Angeles 1984; bronze na estreia do salto com vara feminino em Sidney 2000 para Vala Flosadóttir, única mulher medalhista, e a prata do time de handebol masculino em Pequim 2008. 


O atletismo é o esporte mais tradicional da Islândia, especificamente nas provas de campo masculinas: não só a conquista de duas medalhas olímpicas, inclusive a primeira, mas gerou vários campeões europeus e os resultados mais consistentes durante o século XX. A inclusão do handebol no programa olímpico fez deste esporte a maior chance de medalhas  desde a década de 1970, ficando a um gol da final em 1984, chegando em quarto em 1992 e finalmente conquistando a prata em 2008. A natação islandesa despontou com a final olímpica e vice-campeonato mundial de Örn Arnarson em 1984 e trouxe os melhores resultados para o país na Rio 2016, com duas finais, e a tendência continua para Tóquio.


Dentre os outros esportes, além do bronze de Bjarni no judô, os outros destaques na história islandesa são Guðmundur Sigurðsson, oitavo lugar nos 90kg do Levantamento de Pesos em Montreal 1976 e o ginasta Rúnar Alexandersson, sétimo lugar na final do cavalo com alças em sua terceira e última participação olímpica. Em busca da segunda medalha em Seul 1988, Bjarni caiu na estreia para o brasileiro Aurélio Miguel, a caminho do ouro olímpico.


Os primeiros destaques femininos vieram apenas em Sidney 2000, com o bronze de Vala no salto com vara e o sétimo lugar de Guðrún Arnardóttir nos 400 metros com barreiras, única final da Islândia em provas de pista na história olímpica.


O país se destaca no simpático Jogos dos Pequenos Países da Europa, liderando o quadro geral de medalhas de 9 das 18 edições. Mas enquanto dominou entre 1985 e 2001, desde então apenas saiu vitorioso em Reiquejavique 2015 terminando em terceiro nas duas últimas edições. Apesar disso, ainda lidera o quadro geral histórico, com 498 ouros e 1259 medalhas.


Vilhjálmur (esq) ao lado dos companheiros de pódio Adhemar da Silva e o soviético Vitold Kryer - Foto: Arquivo




  • Modalidades


+ Atletismo


Esporte mais consistente na história da ilha europeia. O maior nome é Vilhjálmur Einarsson, primeiro medalhista olímpico, prata no salto triplo em Melbourne 1956, estabelecendo um recorde olímpico que seria batido na mesma final pelo campeão Adhemar Ferreira da Silva. Terminou em quinto em Roma 1960. Eleito melhor atleta islandês por um recorde de cinco anos (1956-59, 1961), trabalhava como diretor de escolas e pintor. Seu filho Einar Vilhjálmsson foi lançador de dardo na Olimpíadas de 1984, 1988 e 1992, terminando em 6°, 13° e 14° respectivamente e Atleta Nacional do Ano em 1983, 1985 e 1988.


Dentre outros destaques, estão: Örn Clausen, 12° no Decatlo em Londres 1948 e prata no Europeu de Atletismo de 1950; Torfi Bryngeirsson, campeão no Europeu de Atletismo de 1950; Torfi Bryngeirsson, 14° no salto com vara em Helsinque 1948 e campeão Europeu de salto em distância em 1950; Björgvin Hólm, 14° no decatlo em Roma 1960; Valbjörn Þorláksson (Thorlaksson), 12° no decatlo em Tóquio 1964 e atleta do ano em 1959 e 65; Sigurður Einarsson, 5° no lançamento de dardo e eleito melhor atleta islandês de 1992; Vésteinn Hafsteinsson, 11 no lançamento de disco em Barcelona 1992; Jón Arnar Magnússon, 12° no decatlo em Atlanta 1996 e melhor atleta do país em 1995 e 1996.


As mulheres ganharam força na virada do século e nas últimas edições alcançaram resultados melhores que os representantes masculinos: Guðrún Arnardóttir, 7ª nos 400m com barreira em Sidney 2000, primeira final do país em provas de pista; Þórey Edda Elísdóttir 5ª no salto com vara feminino em Atenas 2004; Ásdís Hjálmsdóttir, 11° no lançamento de dardo em Londres 2012. 


Gunnar Huseby, único bicampeão europeu da Islândia, no arremesso de peso em 1946 e 50, perdeu as Olimpíadas de 1948 por lesão e de 1952 por cumprir pena de prisão por agressão e roubo e nunca participou do Jogos, apesar de ser um dos maiores nomes da história do país.


Finalista olímpico aos 19 anos, Arnarson virou sensação na Islândia e capa de revista- Foto: Facebook / Örn Arnarson


+ Natação


Islândia mandou seus primeiros nadadores para as Olimpíadas em 1948, com Sigurður Jónsson alcançando a semifinal dos 200m peito e terminando em 14º. Somente em Seul 1988, um islandês voltou à semifinal, com Eðvarð Þór Eðvarðsson, esportista do ano em 1986, terminando em 16º nos 100m costas. A primeira final do país nas piscinas veio em Sidney 2000 com Örn Arnarson, quarto melhor nos 100m costas, prova na qual foi vice-campeão mundial em 2001 (e bronze nos 200m costa), e melhor atleta do país em 1998, 1999 e 2001. A delegação islandesa alcançou duas finais na Rio 2016, com o sexto lugar de Hrafnhildur Lúthersdóttir nos 100m peito feminino e o oitavo de Eygló Ósk Gústafsdóttir nos 200m costa feminino.


Handebol


Em Munique 1972, o esporte voltou ao programa após a estreia em Berlim 1936 e a Islândia se classificou, terminando em 12º lugar. Depois de duas ausências, o país participou por três edições seguidas, 6º em Los Angeles 1984 - perdendo a vaga na final por um gol em um empate contra a campeã Iugoslávia -, 8º em Seul 1988 e 4º em Barcelona 1992, perdendo o bronze para a França e contando com uma vitória sobre o Brasil por 19 a 18 na fase de grupos.


Depois de duas ausências em 1996 e 2000, outras três participações: 9º em Atenas 2004, 2º em Pequim 2008 e 5º em Londres 2012. A medalha na China, perdendo na final para a França, foi a terceira da história do país depois da prata no salto triplo em 1956 e do bronze do judoca Bjarni Friðriksson em Los Angeles 1984. Invicto na fase de grupos em Londres, o time perdeu na prorrogação para a Hungria nas quartas. Como nos outros anos, duas ausências seguiram três participações: time não se classificou para Rio 2016 e não tem mais chances de classificação para Tóquio.


Islândia sediou o mundial de 1995, terminando em 14º lugar. A melhor classificação em mundial foi o quinto lugar em 1997 e a única medalha europeia foi o bronze em 2010. Já o time feminino não tem tradição no esporte e disputou apenas um mundial, terminando em 12º lugar em 2011. Apesar disso, Sigríður Sigurðardóttir foi a única mulher escolhida como Atleta do Ano da Islândia entre 1956 e 1990. Outros sete atletas foram eleitos em 11 anos, com destaque para o capitão Ólafur Stefánsson, escolhido em 2002, 2003, 2008 e 2009.


Sigfús Sigurðsson, medalhista de prata em 2008, é neto do arremessador de peso do mesmo nome, que foi 13° em Londres 1948. 


Anton McKee em ação pela Universidade do Alabama, no circuito universitário norte-americano - Foto: Justin Casterline




  • Destaque






Anton Sveinn McKee (natação): Único atleta islandês já classificado, nos 200m estilo peito, Anton teve seu momento de glória nos Jogos dos Pequenos Estados de Luxemburgo 2013 quando levou seis ouros, três pratas e um bronze. Ele disputou a temporada de 2020 da ISL pelo Toronto Titans. Eygló Ósk Gústafsdóttir, finalista na Rio 2016 e uma das esperanças olímpicas resolveu se aposentar em junho de 2020.













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